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Nome:Kahlil
Idade:17
E-mail:kahlil22@hotmail.com
Um Filme que Adoro: Kill Bill
Um Filme que Odeio: As Branquelas
BLOG: *OS CINÉFILOS*



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+ ou -
Bom
Muito Bom
Excelente

.:: PRÊMIO VÊNUS ::.

O Que é: Uma premiação criada por mim (Kahlil) onde eu, com a ajuda de algumas pessoas, escolho os melhores do ano. A primeira edição foi esse ano. Veja abaixo os vencedores.

MELHOR FILME
Kill Bill

MELHOR DIRETOR
Quentin Tarantino (Kill Bill)

MELHOR ATOR
Gérard Jugnot (A Voz do Coração)

MELHOR ATRIZ
Uma Thurman (Kill Bill)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
David Carradine (Kill Bill)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Daryl Hannah (Kill Bill)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Voz do Coração

MELHOR FOTOGRAFIA
Kill Bill

MELHOR FIGURINO
Kill Bill

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

MELHOR MAQUIAGEM
A Paixão de Cristo

MELHOR EDIÇÃO
Kill Bill

MELHOR SOM
Kill Bill

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

MELHOR TRILHA SONORA DRAMA
A Voz do Coração

MELHOR TRILHA SONORA AVENTURA
Kill Bill

MELHOR TRILHA SONORA COMÉDIA
Os Incríveis

MELHOR TRILHA SONORA SUSPENSE
A Vila

MELHOR CANÇÃO
Vois Sur Ton Chemin (A Voz do Coração)

Kill Bill - 10 Prêmios
A Voz do Coração - 4 Prêmios
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban - 2 Prêmios
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças - 1 Prêmio
A Paixão de Cristo - 1 Prêmio
A Vila - 1 Prêmio
Os Incríveis - 1 Prêmio

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Segunda-feira, Agosto 29, 2005

Comentários:


Apartir de hoje vou começar uma maratona pra assistir nada mais do que 15 Filmes: Todos os 7 filmes da série "A HORA DO PESADELO", mais os 7 filmes lançados em DVD aqui no Brasil da série "Sexta-Feira 13" e também "Freddy vs. Jason". A crítica de todos eles vocês vão poder conferir ao longo do tempo aqui. Vamos ver quanto tempo demora pra fazer isso. Veja abaixo a crítica de "A HORA DO PESADELO"

A HORA DO PESADELO (A Nightmare on Elm Street)
De Wes Craven. Com John Saxon, Ronee Blakley, Heather Langenkamp, Amanda Wyss, Jsu Garcia, Johnny Depp e Robert Englund. Drama/Suspense/Terror. 91 min.




Metade baseada em fatos reais e metade baseado nos sonhos de Wes Craven, "A Hora do Pesadelo" é um clássico do horror e foi o filme que criou uma lenda. Um dos vilões mais temidos, mas que ao longo do tempo foi destruído pelos executivos da New Line Cinema. Wes Craven era um jovem diretor, mas já se firmava como um dos melhores diretores de Horror na sua época. Depois de fazer alguns pequenos filme, Wes veio com essa idéia que ele havia tirado de uma reportagem de um jornal onde dizia mostrava o drama que uma família passava para conseguir fazer o garoto dormir. Ele dizia que havia um homem em seu sonho que queria matá-lo. Um dia, vendo televisão o garoto dormiu. A família colocou-o na cama. No dia seguinte o garoto estava morto. Wes Craven adicionou o que ele diz ser realmente um personagem de seus pesadelos: Freddy Krueger. Havia vários filmes que mostravam assassinos que de alguma forma ou outra nunca morriam, esse por outro lado não pode ser morto por já estar morto, ou seja, o filme é muito mais intrigante.

O filme contava a história de um grupo de adolescentes que tem pesadelos horríveis, onde são atacados por um homem deformado com garras de aço. Ele apenas aparece durante o sono e, para escapar, é preciso acordar. Os crimes vão ocorrendo seguidamente, até que se descobre que o ser misterioso é na verdade Freddy Krueger (Robert Englund), um homem que molestou crianças na rua Elm e que foi queimado vivo pela vizinhança. Agora Krueger pode retornar para se vingar daqueles que o mataram, através do sono.

O filme custou $1,800,000 e acabou arrecadando $25,504,513 somente nos EUA. O filme virou um clássico cult direto. Freddy Krueger começou a ficar famoso e desde então sobrevive nos sonhos dos espectadores deste filme, pois é impossível alguém que já tenha visto o filme não ter sonhado com ele. Freddy representa o próprio MEDO e VINGANÇA. Ele é essas duas coisas personificadas numa alma sjua e má.

A maquiagem do filme é praticamente uma revolução. Ninguém havia visto um vilão tão deformado e boa parte do medo causado por Freddy vem de seu figurino e principalmente de sua maquiagem. As queimaduras são feitas perfeitamente e ainda hoje são impressionantes. O figurino do filme também já é clássico. O suéter listrado verde e vermelhor é algo que de certo modo causa desconforto, um verdadeiro grande feito de Dana Lyman, a figurinista.

A trilha sonora do filme apresenta uma cantiga composta de 7 notas que chegam a dar um grande calafrio na nuca. Experimente ouvir a música á noite, sozinho no seu quarto. A fotografia do filme é estupenda. Uma fotografia digna de um grande filme de horror, com ângulos bastante fechados e muita sombra, o que muitas vezes confundo o espectador, fazendo-o esperar por algo de um lugar que na verdade está para vir de outro.

"A Hora do Pesadelo" é um clássico com um roteiro bastante original e que foge das normalidades ao apresentar um vilão indestrutível e realmente assustador. Um tema que nunca havia sido explorado nesse gênero: os sonhos. Pela primeira vez temos um vilão que nos ataca nos sonho, talvez o lugar mais improvável para se por um assassino em série, mas essa é a mente de Wes Crave, repleta de originalidade.

Um verdadeiro triunfo que resulta em dos filmes mais assustadores que já vi!


NOTA:9
(93%)


Postado Por: o Cinéfilo às 10:17 PM


Comentários:


A ILHA (The Island)
De Michael Bay. Com Ewan McGregor, Scarlett Johansson, Djimon Hounsou, Sean Bean, Steve Buscemi e Michael Clarke Duncan. Drama/Ação/Aventura/Romance. 136 min.




Desde as primeiras notícias sobre a produção, achei que "A Ilha" seria um excelente filme. Eu estava enganado. O filme não é excelente, mas também não é péssimo. É mais ou menos. O filme apresenta o primeiro filme de Michael Bay que não é produzido por Jerry Bruckeheimer. Uns dizem que esse é seu primeiro grande filme, mas de grande só o orçamento porque o resto é descartável.

No futuro existe uma entidade utópica baseada na vida do século XX!, que procura recriá-la nos mínimos detalhes. Lincoln Six Echo (Ewan McGregor) vive nesta realidade e, como todos seus residentes, sonha em chegar em um local chamado "a ilha", o único ponto não contaminado do planeta. Após descobrir que todos os habitantes são clones, que possuem a única finalidade de fornecer partes de seu corpo para seres humanos reais, Lincoln decide escapar juntamente com Jordan Two Delta (Scarlett Johansson).

Temos aqui um casal de talentosíssimos atores que toparam fazer este filme talvez por estarem hipnotizados na hora. O roteiro é cheio de furos e cenas sem a menor noção de realidade. Ewan e Scarlett estão excelentes em seus papéis e graças ao roteiro, suas interpretações acabaram se limitando a gritos (Corra!) e corridas. Seus personagens ficam correndo praticamente o filme inteiro e quando nao estão correndo estão gritando e destruindo Los Angeles.

Michael Bay está numa direção incerta e sem firmeza. Parece que ele não sabe ao certo o que está querendo nos mostrar e qual o sentimento que devemos sentir em tais cenas. Michael Bay é um dos diretores mais odiados de Hollywood e pelo jeito continuará sendo... por um bom tempo.

O roteiro abusa da nossa paciência. Até quando eles acham que fazer filmes sobre explosões e coisas gigantescas sendo derrubadas irão fazer um filme ser excelente. "A Ilha" serve apenas como entretenimento e apenas para ficarmos olhando como os efeitos especiais estão evoluindo, já que os efeitos do filme são uma das poucas coisas boas do filme. O enredo do filme até que é bom, mas as situações em que os personagens foram postos faz o filme parecer uma grande paródia. O filme atinge seu ápice na cena em que os personagens de Ewan e Scarlett caem de cima de um prédio dentro de um logotipo (R) de uma empresa. O logotipo se espatifa no chão e os dois de alguma forma bastante desconhecida e impressionante acabam saindi ilesos, sem nenhum arranhão.

Assim como nos outro filmes de Michael Bay, esse também é super barulhento. A quantidade de efeitos sonoros do filme é tão absurda que ás vzes chega a deixar o filme chato. Temos também uma fraca trilha sonora de Steve Jablonski, o mesmo que fez a esplêndida trilha de O Massacre da Serra Elétrica. O filme é bem fotografado, com excelentes movimentos de câmera e bons enquadramentos. Mas até a fotografia do filme é repleta de clichês, onde nas cenas de ação você se sente totalmente perdido de tanto que a câmera se meche. Você fica tonto e não sabe o que está acontecendo na cena.

"A Ilha" tinha tudo para dar certo, um bom enredo, bons atores, mas o desenrolar da história prejudicou e muito o filme. A direção de Michael Bay também foi um dos responsáveis. Mas ás vezes até dá pena já que o filme com certza não irá cobrir os 122 milhões de dólares gastos na produção. Dinheiro jogado fora.

O filme funciona como atrativo para os efeitos especiais. Um daqueles filmes tipo em que você senta e fica apenas assistindo á várias coisas esplodindo e pessoas correndo e gritando e sem saber o porque ou como chegaram ali. "A Ilha" poderia ser muito mais do que "apenas mais um filme de efeitos especiais" mas o esforço foi "tão grande" que eles acabaram fazendo essa merdinha. Com certeza vou ficar um bom tempo sem assistir á esse filme.


NOTA: 4
(40%)


Postado Por: o Cinéfilo às 2:50 AM


Sexta-feira, Agosto 26, 2005

Comentários:


A CHAVE MESTRA (The Skeleton Key)
De Iain Softley. Com Kate Hudson, Gena Rowlands, John Hurt, Peter Sarsgaard, Joy Bryant, Ronald McCall e Jeryl Prescott. Drama/Suspense. 104 min.




Confesso que fiquei bastante surpreso com este filme. Sou um grande fã de Ehren Kruger e confesso que desta vez ele conseguiu mais uma vez impressionar. Saindo de um desastre crítico como "O Chamado 2", Ehren Kruger escreve uma história que contém alguns elementos que não são do meu agrado: Voodoo e magia negra. Não gosto de assitir a filmes com esse tema, mas "A Chave Mestra" impressiona e deixa claro que isso não é um filme de horror e sim um drama.

Caroline Ellis (Kate Hudson) é uma jovem que acompanha doentes terminais, com o objetivo de juntar dinheiro para poder cursar a escola de enfermagem. Em um de seus trabalhos ela aceita acompanhar um senhor inválido, Ben Devereaux (John Hurt), que mora com sua esposa Violet (Gena Rowlands) em um terreno isolado na cidade de Nova Orleans. O local é famoso pela quantidade de cerimônias místicas lá realizadas, mas Caroline não acredita nestas crendices. Ben sofreu um derrame recentemente, que o deixou praticamente paralisado e mudo. Para que Caroline possa percorrer a casa à vontade, Violet lhe entrega uma chave mestra que abre todas as portas. Porém em suas andanças ela encontra uma porta escondida, localizada atrás de uma estante e no fundo do sótão. Caroline abre a porta com a chave mestra e lá encontra várias antiguidades, espelhos que foram retirados de todos os demais cômodos e ainda artefatos aparentemente ligados à prática de algum tipo de magia.

O filme tem a direção correta de Iain Softley, o mesmo do aclamado "Os 5 Garotos de Liverpool". Digo correta porque na direção em si não se nota nada de excepcional ou diferente das outras direções de filmes de horror. O que impressiona mesmo, como já disse antes, é como o roteiro de Ehren Kruger desenvolve a história e como se mantém fiel no mundo que criou.

Para estrelar o filme foi chamada uma atriz que é desconhecida no gênero Suspense: Kate Hudson, famosa por estrelar comédias românticas. Já de cara notei uma certa semelhança com outro filme escrito por Ehren Kruger. Uma mulher loira, tentando descobrir os mistérios de algo sobrenatural (O Chamado... alguém?!?!). Mas fica evidente que nenhuma das personagens são parecidas em praticamente nada. Kate fez um belo trabalho e sua atuação foi um dos fatores para eu não considerar esse um filme de horror e sim de drama. A atriz interpreta Caroline como uma personagem que sofre com a morte do pai e que tenta se "reconciliar" cuidando do velho Ben. Gena Rowlands também faz um excelente trabalho, talvez até melhor do que Hudson. Gena interpreta uma mulher que guarda segredos e isso fica evidente já nos seus primeiros momentos no filme.

Em seu roteiro, Ehren Kruger se limita ao uso de sangue e joga bastante com o espectador. O uso do famoso "revira-voltas" no fim do filme é imprevisível e com certeza bastante emocionante. A última meia hora do filme é reservada para a famosa cena de perseguição que sempre existe nos filmes de horror, mas principalmente para realmente conhecermos os personagens. São nesses momentos finais que a verdade sobre todos eles é dita e nos surpreendendo.

O filme tem uma bela fotografia, digna de filmes de horror. Com ângulos bastante fechado e cenas bastante escuras. O filme não usa muita trilha sonora, mas quando usa o filme fica meio chato e perde o "glamour" já que a trilha é realmente chata e enjoativa. O som está muito bom. Já que não há o uso de trilha sonora no filme, fica com o som o trabalho de dar sustos e causar medo.

"A Chave Mestra" é realmente uma grande revelação desse ano, fazendo de um filme que não tinha nada para dar certo ter um dos finais mais impressionantes e emocionantes em filmes, por assim dito, de horror. Ehren Kruger se recupera da crise que teve com "O Chamado 2" (que eu, pessoalmente, gostei) de forma que conseguiu prender nossa atenção durante seus 97 minutos.


NOTA: 8
(40%)


Postado Por: o Cinéfilo às 9:23 PM


Quinta-feira, Agosto 25, 2005

Comentários:


A VOZ DO CORAÇÃO (Les Choristes)
De Christophe Barratier. Com Gérard Jugnot, François Berléand e Kad Merad. Drama/Romance/Comédia/Musical. 96 min.




Existem vários filmes de professores que vão trabalhar com alunos problemáticos e com alguma coisa acabam ganhando a confiança e o carinho dele. "A Voz do Coração" não é diferente, mas é contado de uma belíssima maneira e com uma excelente trilha sonora que acaba comovendo como nenhum outro.

Pierre Morhange (Jacques Perrin) é um famoso maestro que retorna à sua cidade-natal ao saber do falecimento de sua mãe. Lá ele encontra um diário mantido por seu antigo professor de música, Clémente Mathieu (Gérard Jugnot), através do qual passa a relembrar sua própria infância. Mais exatamente a década de 40, quando passou a participar de um coro organizado pelo professor, que terminou por revelar seus dotes musicais.

Baseado no clássico indicado ao Oscar de Melhor Estória, La Cage Aux Rossignols, "A Voz do Coração" é dirigido de uma forma brilhante realmente comovente. O estreante Christophe Barratier faz um trabalho realmente magnífico ao contar essa simples estória de maneira comovente e contagiante. O roteiro foi escrito pelo próprio diretor mais a mão de Philippe Lopes-Curval, o que resultou num excelente e, mesmo que seja adaptado, original roteiro. São cenas realmente mágicas que prendem você na tela e não te deixam olhar para o lado de tão interessantes e lindas.

O filme tem excelentes atuações, mas é a atuação de Gérard Jugnot que realmente é especial. Seu personagem foi contruído de tal forma que o ator tem que demonstrar em certas cenas a sua compaixão e seu amor por aquelas crianças, mas também ás vezes ele tem de ser cruel e castigar de modo horrendo, como manda os métodos da escola, as crianças. Uma belíssima atuação que acabou vencendo o Prêmio Vênus desse ano de Melhor Ator. Outro que está excelente é François Bérleand, o diretor do colégio. Sua interpretação é bastante forte. Um personagem realmente mal que foi interpretado de modo que faz você ficar com raiva do tal homem. Outro que teve uma boa atuação é Jean-Baptiste Maunier, o garoto pelo qual Clémente se identifica mais. O ator, além de ser muito bonito, tem uma voz excelente e é realmente a grande revelação do filme. Ele está meio bicha no filme, mas você se esquece disso ao vê-lo cantar.

A belíssima fotografia é um atrativo á parte. Puxando para os tons marrom e acinzentados, a fotografia consegue embelezar o filme mais ainda. Os movimentos de câmera são realmente excelentes e os ângulos bem abertos nos dão a chance de ter uma visão completa do coral. A qualidade do som do filme é realmente impecável. O filme, praticamente um musical, pedia que o som fosse excelente, mas não pensei que seria tão bom. O som é cristalino e sem exageros.

Agora, talvez o melhor atributo do filme: A trilha sonora. Bruno Coulais fez um trabalho de primeira nesse filme. Tanto a trilha sonora incidental como as canções são igualmente belas. "Vois sur ton chemin" é uma canção bela e comovente e que ainda por cima foi indicada ao Oscar. A trilha tem uma composição bastante dramática e ao mesmo tempo não é nem um pouco parada. Um dos melhores trabalhos que já vi.

O filme nos leva para dentro daquela escola e nos faz viver o drama e a felicidade daqueles garotos. Sofremos, sorrimos e depois de ver o filme algumas vezes acabamos cantando com eles. "A Voz do Coração" pode até estar repetindo um tema que há muito tempo existe no cinema, mas a maneira com que o filme é contado (ou cantado) é realmente fascinante e, mais uma vez, comovente. Um dos melhores filmes do ano... passado.


NOTA: 9
(66%)


Recebeu 2 indicações ao Oscar: Melhor Filme Estrangeiro e Melhor Canção (Vois sur ton chemin)

Venceu 4 Prêmios Vênus: Melhor Ator (Gérard Jugnot), Roteiro Adaptado, Trilha Sonora e Canção (Vois sur ton chemin). Além de receber outras 5 indicações: Melhor Filme, Ator Coadjuvante (François Bérleand), Fotografia, Edição e Som.


Postado Por: o Cinéfilo às 8:05 PM


Quarta-feira, Agosto 24, 2005

Comentários:


Veja abaixo as 10 melhores sequências, na minha opinião.

10º - Indiana Jones e o Templo da Perdição
Venceu o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado em Melhor Trilha Sonora.
Mesmo com mais aventura e uma estória mais cativante, "O Templo da Perdição" não consegue ser melhor do que "Os Caçadores da Arca Perdida", mas é uma das melhores sequências.

9º - O Exterminador do Futuro 2: O Dia do Julgamento
Venceu 4 Oscars: Melhor Maquiagem, Som, Efeitos Sonoros e Efeitos Especiais, além de ter sido indicado em outras 2 categorias: Melhor Fotografia e Edição.
Bom, o primeiro filme a custar 100 milhões de dólares é também uma excelente sequência, muito melhor do que seu original. Um típico filme de James Cameron onde a ação é o protagonista da estória.

8º - Aliens: O Resgate
Venceu 2 Oscars: Melhores Efeitos Sonoros e Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado em outras 5 categorias: Melhor Atriz (Sigourney Weaver), Direção de Arte, Edição, Som e Trilha Sonora.
Mais um de James Cameron. Considerado por alguns melhor até que o "Alien", mas é impossível negar que "Aliens" tenha um dos melhores finais já visto na história do cinema: A famosa luta "The Queen and the Bitch".

7º - O Senhor dos Anéis: As Duas Torres
Vencedor de 2 Oscars de Melhor Edição de Som e Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado em Melhor Filme, Direção de Arte, Edição e Som.
Na minha opinião é o mais fraco da trilogia, mas não deixa de ser um excelente filme. A segunda sequência a ser indicada ao Oscar de Melhor Filme na história do Cinema.

6º - Toy Story 2
Indicado ao Oscar de Melhor Canção (When She Loved Me).
Melhor que seu antecessor, mas não mereceu o devido reconhecimento. Toy Story 2 é mais cativante e mais emocionante.

5º - Homem-Aranha 2
Venceu o Oscar de Melhores Efeitos Especiais, além de ter sido indicado em outras 2 categorias: Melhor Som e Melhor Edição de Som.
Um épico! Ninguém esperava que Homem-Aranha 2 fosse ser tão bom e tão dramático. Um excelente filme que mistura ação, suspense, romance drama e muito mais num filme sobre um personagem de quadrinhos.

4º - De Volta Para o Futuro: Parte 2
Indicado ao Oscar de Melhores Efeitos Especiais
Uma das histórias mais bem boladas que já vi. Um dos filmes mais originais também é uma das melhores sequências. As várias viajens no tempo são o verdadeiro atrativo de De Volta Para o Futuro 2.

3º - Kill Bill: Volume 2
Indicado á 2 Globos de Ouro: Melhor Atriz Drama (Uma Thurman) e Melhor Ator Coadjuvante (David Carradine).
Com incríveis atuações, uma belíssima fotografia e uma trilha sonora estonteante, Kill Bill Vol. 2 consegue ficar com o 3º lugar da lista. Um filme muito mais do estilo de Q.T. e que tem um desfecho excelente.

2° - Star Wars: Episódio V: O Império Contra-Ataca
Vencedor de 2 Oscars: Melhor Som e Melhores Efeitos Visuais, além de ter sido indicado em outras 2 categorias: Melhor Direção de Arte e Melhor Trilha Sonora.
Na época, SW 5 não impressionou tanto, mas hoje é considerado um dos melhores filmes já feitos com um dos finais mais chocantes e mais memoráveis da história.

1º - O Poderoso Chefão: Parte 2
Vencedor de 6 Oscars: Melhor Filme, Diretor (Francis Ford Copolla), Ator Coadjuvante (Robert DeNiro), Roteiro Adaptado, Direção de Arte, Edição e Trilha Sonora. Além de ter sido indicado em outras 5 categorias: Melhor Ator (Al Pacino), Ator Coadjuvante (Michael V.Gazzo), Ator Coadjuvante (Lee Strasberg), Atriz Coadjuvante (Talia Shire) e Figurino.
Pode até parecer meio clichê escolher a melhor sequência justo a única exceção do Oscar: O Poderoso Chefão: Parte 2. Mas essa é a verdade, O Poderoso Chefão é a melhor sequência até o momento, não há quem o bata. Uma história intrigante com um dos melhores elencos que já vi. O Poderoso Chefão 2 é talvez até um dos melhores filmes que já vi.


Postado Por: o Cinéfilo às 9:16 PM


Terça-feira, Agosto 23, 2005

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2 FILHOS DE FRANCISCO
De Breno Silbeira. Com Ângelo Antônio, Jackson Antunes, José Dumont, Márcio Kieling, Thiago Mendonça e Dira Paes. Drama/Romance. 133 min.




Quando fiquei sabendo do projeto confesso que fiquei um pouco com receio de assistir á esse filme, pricipalmente por se tatar de um filme sobre música sertaneja, o que não faz meu estilo. Esse receio durou até sexta-feira passada (dia 19) que foi quando "2 Filhos de Francisco" chegou aos cinemas. As críticas ao filme foram todas positivas, sem exceções. De repente me senti na necessidade de assistir a esse filme e foi já na cena de aberura que o que pensei que seria um filme sobre música sertaneja na verdade seria um filme sobre a construção de um talento.

Francisco é um homem que sempre quis que seus filhos seguissem carreiras musicais. Quando ele percebeu que o mais velho tinha dom para a coisa, ele começou a investir nisso. Comprou gaita e sanfona e junto com o irmão, os dois começaram a se apresentar em alguns pontos da cidade. Ao se mudarem para a grande cidade, se viram numa grande miséria. Os dois, com pena da mãe decidem ir até a rodoviária para conseguir algum dinheiro cantando e é lá que um produtor musical vê e se impressiona com os dois garotos. Ele promete á familia dos garotos que irá fazê-los alcançar o sucesso e que para isso deveria fazer uma pequena turnê para que as pessoas conhecessem as crianças. Um deles morre num acidente de carro durante a volta de um show.

Apartir daí o filme toma um rumo diferente, mostrando como a dupla realmente se formou. O filme tem atuações realmente impecáveis, desde Ângelo Antônio, que interpreta Francisco até Márcio Kieling, que interpréta o Zezpe Di Camargo na faze jovem. O filme ainda nos aresenta grandes participações especiais que vai desde Lima Duarte até Paloma Duarte. Os dois garotos também estão formidáveis, principalmente o que interreta o jovem Zezé. Um ator desconhecido e que possui um grande talento, uma grande descoberta. Um elenco realmente formidável!!!

Por ser um filme brasileiro, confesso que não esperava uma grande qualidade técnica, mas a fotografia do filme e a direção de arte são coisas realmente extraordinários no filme. O filme possui uma belíssima fotografia que tem seus melhores momentos na primeira metade, onde o filme se passa no Nordeste brasileiro. Uma belíssima fotografia que realça a cor "terra" para esses que são os melhores momentos do filme. Para os momentos na cidade, a fotografia fica mais azulada e mais acinzentada. Tem excelentes movimentos de câmera e ângulos realmente muito bons. A direção de arte do filme é muito boa, recriando lugares com tamanha perfeição que não se nota a diferença entre o lugar real e o cenário.

Mas melhor que esses doi só mesmo a edição do filme. A edição do filme é praticamente perfeita. Um filme muito bem editado e que em muitos casos deixa a câmera parada focando na atuação do ator sem dar cortes. Uma edição que poderá ser reconhecida no Prêmio Vênus.

O filme tem a direção excelente de Breno Silveira que conseguiu fazer um trabalho excepcional, capturando momentos realmente emocionantes e fazendo uma das melhores bigrafias que já vi. Uma direção merecedora de um reconhecimento pelo menos nacional (Grande Prêmio de Cinema Brasil, alguém...). Mas além da direção, o filme possui um roteiro simplismenre magnífico. A história é contada com tal precisão que ás vezes você sente que está assistindo á um documentário. Os diálogos são realmente fascinantes e originais. Um dos melhores do ano, talvez o melhor.

"2 Filhos de Francisco" não nos mostra o nascimento de um artista e sim a criação de um. Você vê claramente na tela a evolução dos garotos quanto á música. O desafinado se tornar afinado e a descordenação se transformar em cordenação. Tudo isso graças ao pais dos garotos: Francisco. Uma belíssima história que tem um início mais que perfeito, no momento mais perfeito possível e que encontra seu fim no momento exato para se acabr uma história como essa. "2 Filhos de Francisco" é com certeza o melhor filme nacional do ano, talvez até o melhor do ano.


NOTA: 9

Postado Por: o Cinéfilo às 7:03 PM


Domingo, Agosto 21, 2005

Comentários:


NAPOLEON DYNAMITE
De Jared Hess. Com Jon Heder, Jon Gries, Aaron Ruell, Efren Ramirez, Diedrich Bader, Tina Majorino, Haylie Duff e Shondrella Avery. Drama/Comédia/Romance. 94 min.




Napoleon Dynamite é um daqueles pequenos filmes que devido ao boca-a-boca eles vão crescendo e cada vez mais vão ganhando devido lugar na mídia. O filme custou incríveis 400 mil dólares e acabou arrecadando cerca de 44 milhões apenas nos EUA.

Napoleon é um cara que tipo o mais tosco do seu colégio. Ele não tem amigos, os garotos mais fortes batem nele seu modo de se vestir é totalmente alternativo e "tosco". O filme é contado em + ou - episódios. Ele não segue uma linha cronológica, apresenta alguns assuntos e logo depois já nos apresenta outros e assim vai. É como passar um tempo ao lado de Napoleon.

De certo modo o filme é muito inteligente, por mostrar uma história típica dos EUA, mas de uma forma totalmente inovadora e realista. O roteiro foi escrito por Jared Hess e Jerusha Hess. Um roteiro bastante inteligente que deixa muitos filmes de adolescentes babando no chão. Além de um bom roteiro, o filme também nos apresenta uma boa direção. O filme foi dirigido também por Jared Hess. Esse é seu primeiro filme, antes ele havia dirigido um curta que contava a história de Seth, um nerd. Foi esse curta que serviu de base para Napoleon Dynamite.

No papel de Napoleon está o iniciante Jon Hedder, em uma performance mais que perfeita e extremamente cômica. Uma das melhores atuações cômicas que já vi. Seu jeito de agir falar e principalmente o seu jeito de correr são totalmente engraçados. Junto com Napoleon moram o "Tio Rico" e Kip. Tio Rico é um cara totalmente sem noção das coisas. Ele se acha gostoso e é um baita de um salafrário. O personagem é interpretado por Jon Gries, em uma performance bastante convincente, mas que não chega nem aos pés de Hedder. O ator consegue ter alguns momentos bem engraçados, mas na maior parte do tempo é Hedder quem se sai melhor. Ainda tem Kip Dynamite que é um cara bastante parecido com Napoleon, mas a história dele é bastante diferente. Aaron Ruell é que interpreta Kip. Sua performance é bastante parecida com a de Hedder, ambos estão excelentes no filme, mas novamente Hedder se sai muito melhor. Pra falar a verdade, Hedder é o melhor do filme, não tem pra ninguém.

O filme é um daqueles que você não precisa pensar muito, só tem que ficar ali assistindo a vida de Napoleon e seus problemas. Napoleon Dynamite é uma gostosa comédia que merece ser vista e descoberta por muitos ainda. Com certeza, uma das melhores comédias de adolescentes que já vi.

PRÊMIOS:
- Ganhou 3 Prêmios no MTV Movie Awards: Melhor Filme, Melhor Revelação (Jon Hedder) e Melhor Cena de Dança
- Recebeu 2 indicações ao OFCS: Melhor Diretor Estreante (Jared Hess) e Melhor Performance Estreante (Jon Hedder)



NOTA: 8,5
69 %

Postado Por: o Cinéfilo às 7:01 PM


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Veja abaixo alguns trailers de Harry Potter 3 e 4 INÉDITOS

Harry Potter e o Cálice de Fogo
Trailer
Esse novo trailer foi exibido pela manhã numa rede de televisão americana. O trailer já nos mostra bastante cenas inéditas como as do baile, muitas do torneiro e algumas até do final do filme. Você precisa baixar.

PS: Cada vez fico mais impressionado com a trilha sonora de Patrick Doyle para o filme. Talvez a saída temporária de John Williams tenha uma coisa boa.

Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
Esse é um fato interessante. Um ano depois do lançamento do filme, a Warner disponibiliza os trailers do filme que foram feitos em outros países, mas desta vez com o som original e a imagem muito melhor. Um deles é a versão original de um trailer alemão e o outro é versão original de um trailer japonês. O outro trailer eu desconhecia e é excelente. Os 3 trailers são realmente muito bons, melhores até do que aqueles original da Warner. Vale a pena baixar.

Trailer 1
Trailer 2
Trailer 3

Postado Por: o Cinéfilo às 12:43 AM


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TUBARÃO (Jaws)
De Steven Spielberg. Com Roy Scheider, Robert Shaw e Richard Dreyfuss. Drama/Suspense/Aventura. 124 min
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De acordo com estudiosos "Tubarão" foi o primeiro verdadeiro Blockbuster. Foi o primeiro filme que alcançou o sucesso antes mesmo de chegar aos cinemas, graças ás pré-estreias e ao boca-a-boca. Imediatamente o filme se tornou um clássico e nesse ano, 2005, o filme completa 30 anos. Em comemoração, veja abaixo uma crítica do filme.

Dirigido pelo estreante Steven Spielberg, "Tubarão" começou como um livro que teve seus direitos comprados por um valor altíssimo na época. Depois da escolha principal do elenco (Roy Scheider, Robert Shaw e Richard Dreyfuss) Steven Spielberg começou a trabalhar no tubarão mecânico que futuramente ficou conhecido como Bruce.

Após o término das filmagens e da pós-produção, Steven Spielberg começou a fazer sessões de pré-estréia e a opinião de todos era unânime: o filme era sensacional. Quando o filme foi lançado, foi um sucesso absoluto. A crítica havia adorado e em apenas um mês de exibição, o filme já arrecadara 100 milhões de dólares. Seis meses depois foi anunciado os indicados ao Oscars e incrivelmente "Tubarão" estava entre os 5 filmes selecionados para disputar o prêmio de Melhor Filme.

O filme contava a história de uma cidade de Amity que recebe a visita de um grande tubarão branco que começa a se alimentar dos turistas. O xerife local pede ajuda a um ictiologista e de um veterano e rude pescador para caçar o animal.

Spielberg, um diretor ainda em ascenção, fez um excelente trabalho nesse filme, misturando suspense e aventura num drama totalmente diferente de tudo. Baseado no livro de Peter Benchley, Carl Gottlieb escreveu o roteiro de modo que explorava o drama psicológico que cada personagem sofria ao ver aquela pequena cidade ser "devorada" aos poucos por aquele tubarão branco.

Roy Scheider está simplismente magnífico no papel de Martin Brody. É ele quem mais sofre com os ataques. Desde o início seu personagem tenta evitar a entrada dos turistas na praia, mas Amity é uma cidade de veraneio e seu dinheiro vem dos turistas, então seu pedido de fechamento das praias é negado. Quando a morte pública do garotinho acontece, todos o culpam, já que ele é o encarregado das praias. Ele então toma a iniciativa de achar o tal tubarão e acabr de vez com sua vida. Ele pede ajuda á Quint, um marinheiro interpretado por Robert Shaw. Uma interpretação increvelmente magnífica que merecia pelo menos a indicação ao Oscar. Um homem rude, que não pensa em outra coisa em ganhar dinheiro com a morte do tubarão. Martin ainda pede ajuda á Matt Hooper, um ictiologista. Interpretado por Richard Dreyfuss, talvez essa seja a melhor atuação do filme. Dreyfuss está simplismente magnífico como o homem que além de tudo quer salvar essa pequena cidade. Ele e Martin estão sempre lado-a-lado e ambos tem a mesma idéia de como matar o tubarão.

O filme é conduzido pela clássica e magnífica trilha de John Williams, que venceu o Oscar de Melhor Trilha Sonora por esse filme. A trilha desse filme é tão importante que chega a ser um personagem na história. Ela nos avisa quando algo de ruim vai acontecer, mas ao mesmo temo dá aquela sensação de pavor e agonia. "Quando vai acontecer?" "Como vai acontecer? São esses pensamentos que a trilha de John Williams dão ao espectador durante suas 2 horas de projeção.

Outra parte importantíssima do filme é sua edição. O filme foi editado por Verna Fields e esse foi seu último filme como editora. Verna já havia sido indicada ao Oscar pelo filme do amigo de Spielberg, George Lucas, American Graffiti. Mas foi com este filme que ela acabou vencendo o Oscar de edição. A edição do filme é o que realmente dá o tom dele. Ás vezes ficamos sabendo da gravidade da cena pela reação das pessoas e apenas depois vemos o que realmente está acontecendo. Nas cenas mais emocionantes, temos um enorme número de cortes, o que dá ao espectador uma incrível sensação de tormento e agonia. Realmente uma excelente edição.

O grande acerto de "Tubarão" está no roteiro onde, como já disse antes, ele se preocupa em demonstrar os problemas psicológicos que cada personagem enfrenta com a situação e como eles lidam com esse problemas. O suspense e a emoção são constantes e foi assim que nasceu um grande diretor.

O que deu certo: O roteiro brilhante e a incrível trilha sonora.
O que não deu certo: Bruce, o tubarão. Durante várias vezes na filmagem ele estragou e ás vezes na tela nota-se que eh um robô.

- Ganhou 3 Oscars: Melhor Som, Melhor Trilha Sonora e Melhor Edição. Foi ainda indicado na categoria de Melhor Filme.

- Ganhou o Globo de Ouro de Melhor Trilha Sonora, além de ter sido indicado em outras 3 categorias: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor e Melhor Roteiro.



NOTA: 9
100%

Postado Por: o Cinéfilo às 12:30 AM


Sábado, Agosto 20, 2005

Comentários:


Apartir de Hoje, abaixo das estrelas do filme vocês poderão ver a nota de 0 á 10 do filme e abaixo dessa notas, entre parênteses, vocês poderão ver a porcentagem do filme no site Rotten Tomatoes. Vocês também poderão ver coisas que funcionaram e coisas que não funcionaram no filme. Nas críticas de O Exorcista e Horror em Amityville já é possível ver.

Leia abaixo a crítica de Horror em Amityville.


Postado Por: o Cinéfilo às 12:08 PM


Comentários:


HORROR EM AMITYVILLE (The Amityville Horror)
De Andrew Douglas. Com Ryan Reynolds, Melissa George e Philip Baker Hall. Drama/Suspense. 90 min.




Baseado em uma história real, "Horror em Amityville" nos mostra como foram os terríveis 28 dias que a família Lutz ficou na casa de Amityville. A família alegava que a casa estava viva e durante muito tempo isso foi estudado. O caso já gerou um filme em 1979, que foi indicado ao Oscar de Melhor Trilha Sonora, dessa vez o estúdio disse que seria mais fiel ao caso original. Isso não acontceu.

Em 13 de novembro de 1974 a polícia do condado de Sufolk recebeu uma chamada telefônica que a levou ao endereço 112 Ocean Avenue, Amityville, Long Island. Dentro da casa a polícia encontrou um crime brutal: o assassinato de uma família inteira enquanto dormia. Poucos dias depois, Ronald Defeo Jr. (Brendan Donaldson) admitiu que usou um rifle para matar os pais e seus 4 irmãos, alegando ter ouvido vozes que vinham de dentro da casa e que o influenciaram a cometer os crimes. Um ano depois George (Ryan Reynolds) e Kathy (Melissa George) se mudam com os filhos para a antiga casa dos Defeo. Não demora muito para que estranhos eventos comecem a acontecer, afetando a vida da família e indicando que uma presença maligna está oculta na casa.

O filme tem a direção do estreante Andrew Douglas, que faz um trabalho decente nessa produção. Sua direção não tem nada de mais mas também faria uma grande falta. O roteiro foi escrito por Scott Kosar, responsável por O Maquinista e O Massacre da Serra Elétrica. O roteiro tem excelentes momentos e alguns diálogos muito bons, mas o final do filme deixa a desejar por ser ingiel á hisória real.

O roteiro tem alguns furos e não conta alguns dos principais acontecimentos na casa. Os 28 dias foram contado em poucos 81 minutos, enquanto na versão de 79 foram 2 horas de filme. O roteiro não conta sobre os desenhos dos irmão e sobre vários outros acontecimentos que podem ser lidos no livro de Jay Anson.

As atuações do trio principal são fenomenais. Ryan Reynolda está realmente super convincente como George. Seu drama pessoal e seus temores são retratados de uma forma que pode ser equiparada com a de Jack Nicholson em O Iluminado. Claro que o personagem de Nicholcon foi muito mais explorado, enquanto esse aqui foi muito pouco explorado. Melissa George está divina. Seu tipo guerreiro, de buscar a verdade é bastante convincente e ela dá um show a parte na cena final do filme. O padre interpretado por Philip Baker Hall tem uma pequena participação especial. Eu esperava mais, mas nesses poucos minutos em que ele aparece, já é um triunfo.

A reprodução da casa original é perfeita!!! Realmente é uma casa bastante assustadora, principalmente nas cenas que acontecem á noite. Uma direção primorosa que pegou até mesmo os pequenos detalhes. A fotografia do filme é realmente uma das melhores do ano. Uma fotografia excelente, com ângulos extraordinários e com cores muito boas. A edição do filme é apenas normal de um filme de horror. Ás vezes acelerada, outras bem calma. Variando de cena em cena. Temos também uma excelente trilha sonora de Steve Jablonski, o mesmo de O Massacre da Serra Elétrica. É uma trilha fenomenal!!! Não usa o clássico tema da antiga versão, mas acrescenta alguns que são até melhores. Uma excelente trilha sonora. Não gostei muito do figurino do filme. Não dá a mínima o inpressão de que estamos nos anos 70, mas tirando isso, é uma excelente equipe técnica.

Talvez a única coisa realmente fraca no filme seja o roteiro. Foi realmente uma cagada o que eles fizeram com a história. Não contaram ela como realmente deveria e ainda por cima não exploraram os personagens devidamente. O roteiro foi escrito com o único propósito de dar sustos nas pessoas, e isso ele consegue. No final do filme, o roteiro viaja tanto, mas tanto que o tom de realidade que pairou no filme durantes sua primeira hora simplismente some. A explicação para todo esse acontecimente é absurda, mas ao mesmo tempo aterrorizante. Mas eu prefiria contar um drama que fosse fiel ao acontecimento do que contar um terror que não tem nada a ver com o que aconteceu. Pelo menos eu faria as pessoas se chocarem com a verdade e não com a ficção.

É um bom filme de horror, mas que ainda está longe de ser considerado uma obra-prima. A versão de 79 tinha 120 minutos e essa possui 90 minutos. Para a história ser realmente fiel, o filme deveria ter no mínimo 140 minutos. Então eu poderia considerar o filme...


NOTA: 7
(23%)

Sinopse do site AdoroCinema

Postado Por: o Cinéfilo às 12:04 PM


Quarta-feira, Agosto 17, 2005

Comentários:


O EXORCISTA (The Exorcist)
De William Friedkin. Com Ellen Burstym, Mx von Sydow, Lee J. Cobb, Kitty Winn, Jack MacGowran, Jason Miller e Linda Blair. Drama / Terror. 121 min. (Versão para o Cinema) 132 min. (Versão do Diretor)




Considerado o filme mais assustador da história, "O Exorcista" é um excelente drama que mostra as dificuldades que uma mãe enfrenta quando não sabe o que está acontecendo com a própria filha. Baseado no livro de William Peter Blatty, que escreveu o roteiro e produziu o filme, "O Exorcista" é um marco na história do cinema por ser o primeiro filme de Horror a ser indicado ao Oscar de Melhor Filme e também por ser um dos mais chocantes de todos os tempos.

O filme conta a história de uma garota que começa a ter comportamentos estranhos, fazendo sua mãe procurara a ajuda de médicos especializados. Depois de vários exames, os médicos aconselham a mãe da farota á chamar um exorcista, para exorcizar a garota, já que o que parecia ser apenas um pequeno distúrbio era na verdade o Demônio. Ellen Burstyn está memorável no papel da mãe de Reagan, a garota. O modo como ela demonstra o drama para descobrir o que tem de errado com sua filha é comovente e ao mesmo tempo pertubador, já que sabemos como isso acaba (com uma magnífica cena de exorcismo). O filme faz um perfeita mescla de horror com drama, fazendo o drama da vida daquela família ser um horror para todos que o assistem.

O filme não apela para cenas comuns de filmes de horror, como dar sustos com a trilha sonora ou gatos que saem do nada e etc... O filme nos assusta com a atmosfera sobrenatural que paira durante as suas duas horas de projeção. As mudanças de Reagan são algo realmente assustador. Ver aquela garotinha que no início do filme queria ter um cavalo para passear se transformar naquele terrível ser que acaba por matar pessoas é realmente incrível e assustador. Tudo isso graças á incrível atuação de Linda Blair, em início de sua pequena carreira como atriz.

No papel do padre Karras, que é quem ajuda a personagem de Ellen Burstyn á descobrir o que há realmente de errado com a sua filha. Um personagem confuso, que passa por um período difícil de sua vida, ainda ajudando essa pequena família a descobrir um problema que custaria sua vida!!! Uma atuação merecedora de pelo menos a indicação ao Oscar, por demosntrar os seus medos de um forma como nunca vista no cinema.

Ao lado de Karras no exorcismo, está o padre Merrin interpretado por Max von Sydow. Por mais coadjuvante que esse personagem seja, ele é realmente o principal da história. Merrin é um padre velho e que já está em fase de retiro. Ele leva uma vida quieta quando é chamado para exorcizar essa pequena garota. No filme não fica muito claro, mas o padre já tem um passado com o Dêmonio que habita a garota, até há uma parte do filme em que se houve na fita que Karras grava "Merrin! Tema o padre! Merrin!". Max está sensacional como o padre e realmente mereceu a indicação e quem sabe merecia até mesmo a estatueta!

O filme foi dirigido pelo Oscariado William Friedkin (Operação França), apartir do roteiro de William Peter Blatty. Friedkin dirigiu este filme com tamanha perfeição que posso colocá-lo na minha lista entre as 10 melhores direções que já vi. Em nenhum momento o filme é confuso e o tempo inteiro fica um tom de sobrenatural no ar. Friedkin realmente captou a "alma do filme".

William Peter Blatty se baseou no seu próprio livro para escrever o roteiro do filme. E que roteiro! É justamente essa mescla de horror com drama que faz o roteiro ser mais original do que todos os outros filmes de horror já feitos. O tom de dramaticidade e horror colocado nos personagens está na dosagem correta, fazendo o filme ficar muito melhor de se assistir, já que o que estamos assistindo é o quanto ás pessoas sofrem com algo tão assustador como o próprio Demônio.

O filme possui uma excelente fotografia, principalmente na cena do exorcismo. São ângulos bastante complexos e assustadores, fazendo simples cenas entrarem para a história do cinema. A edição é praticamente perfeita. O ritmo do filme é acelerado e em nenhum momento o filme é chato ou cansativo. Uma edição soberba que mereceu a indicação ao Oscar. Também temos a clássica trilha sonora que é realmente assustadora e um marco na história. Todos conhecem aquela clássica música e é possível escutá-la todo domingo nas reportagens sobre assassinato ou tráfico de drogas no Fantástico. Um tema realmente clássico!!! O filme ainda venceu o Oscar de Melhor Som, que possui uma clareza e uma qualidade soberba, principalmente na cena do exorcismo e também nas falas de reagan possuída. Uma equipe técnica perfeita!!!

"O Exorcista" é um clássico do drama e do horror e que pode fazer você chorar ou fazer você gritar em certas cenas. Talvez possa fazer você vomitar, mas nada disso tira o glamour e a originalidade do filme. Um filme surpreendente e inesquecível!!!


NOTA: 10
(92%)

- Ganhou os Oscars de Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Som. Foi ainda indicado em outras 8 categorias: Melhor Filme, Melhor Diretor, Melhor Atriz (Ellen Burstyn), Melhor Ator Coadjuvante (Jason Miller), Melhor Atriz Coadjuvante (Linda Blair), Melhor Edição, Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.

- Ganhou 4 Globos de Ouro: Melhor Filme - Drama, Melhor Diretor, Melhor Roteiro e Melhor Atriz Coadjuvante (Linda Blair). Recebeu ainda outras 3 indicações: Melhor Atriz - Drama (Ellen Burstyn), Melhor Ator Coadjuvante (Max von Sydow) e Melhor Revelação Feminina (Linda Blair).



A VERSÃO DO DIRETOR!!!

Em 2000 foi lançada nos cinemas uma versão que continha 11 minutos de cenas inéditas, intitulada de "O Exorcista - A Versão que Você Nunca Viu". Cenas que por algum motivo ou outro haviam sido cortadas da versão original e que agora estavam de volta. Entre elas, as mais marcantes são os do exames de médico, onde alguns testes adicionais foram colocados de volta no filme. Também tem a famosa cena da aranha, em que Reagan desce as escadas com sangue na boca, talvez a cena que fez o povão ir ao cinema assistir á essa nova versão. E também tem um excelente diálogo no intervalo do exorcismo, na escada entre os padres que é realmente comovente.
Não muda nada na narrativa do filme, e é sempre divertido ficar procurando cenas que você não tinha visto. Uma versão do filme que praticamente não adiciona nada, mas também não tira nada. Então não custa nada dar uma olhada!


NOTA: 10
(88%)


Postado Por: o Cinéfilo às 9:04 PM


Domingo, Agosto 14, 2005

Comentários:


ROCKY HORROR PICTURE SHOW (The Rocky Horror Picture Show)
De Jim Sharman. Com Tim Curry, Susan Sarandon, Barry Bostwick, Richard O'Brien, Patricia Quinn, Nell Campbell, Jonathan Adams, Peter Hinwood, Meat Loaf e Charles Gray. Comédia / Horror / Musical / Comédia / Drama. 100 min.




Baseado na peça de Richard O´Brien, "The Rocky Horror Picture Show" é uma obra-prima que viaja muito no roteiro. A peça estreiou no final dos anos 60 e com o enorme sucesso, decidiram fazer um filme. Os únicos atores diferentes da versão teatral são Susan Sarandon e Barry Bostwick. O orçamento foi mínimo, $ 1,200,000. O filme chegou aos cinemas e foi um enorme fracasso, mas ainda tinha os fãs que haviam descoberto o filme, então alguns pequenos cinemas começaram a exibi-lo á meia-noite de toda sexta-feira. As pessoas iam vestida como os atores e cantavam na frente da tela.

Alguns podem não entender por que um filme desse tipo recebeu um excelente acabamento em DVD. Um filme pouco conhecido e um fracasso de bilheteria. O motivo é simples: os fãs não são poucos e eles exigiram pelos menos um bom documentário no DVD. O DVD nao veio com apenas isso, veio com muito mais, incluindo trailers, uma cena deletada e etc...

O filme conta a história de Brad e Janet que decidem se casar. Ao decidir isso eles vão direto ao encontro do Dr. Scott, já que foi na aula dele que os dois se conheceram. Mas eles se perdem e acabam indo parar num castelo onde conhecem o estranho Frank-N-Furter. Apartir dai o roteiro viaja muito e é puró rock.

Temos aqui uma Susan Sarandon em início de carreira e com uma voz encantadora. Sua voz transparece a inocência que a personagem pede, dando um realismo impressionante á sua personagem. Barry Bostwick interpreta o toscão Brad, cuja noiva é seduzida por Rocky, criatura criada por Frank-N-Furter. Seu personagem é inocente, indeciso e atrapalhado. Ambos personagens tem uma incrível mudança atrás do tempo. Vão ficando mais sensuais e praticando sexo com várias pessoas nessa única noite em que passaram no castelo. Mas a melhor atuação é mesmo a de Tim Curry como Frank-N-Furter. Seu jeito bastante gay e ao mesmo tempo sensual é incrível e realmente merecia um reconhecimento por parte da Academia. O líder do grupo de dono do castelo, Frank é interpretado com esplendor por Tim Curry.

O filme acompanha as descobertas de Brad e Janet quanto ao sexo. Também acompanha o declínio do império de Frank e o trágico fim de alguns personagens. Por mais pirado que esse filme seja, o roteiro é incrivelmente inteligente!!! Somente uma mente poluída com o sexo dos anos 60 poderia criar algo desse tipo.As revira-voltas e excelentes diálogos que o filme tem são impressionantes.

A equipe técnica está de parabéns, se tratando do custo do filme. O filme possui uma excelente direção de arte. O castelode Frank já fora usado em outras produções da Hammer e neste aqui está excelentemente bem decorado e extamente ao estilo do filme. A fotografia do filme é recheada de cores e ângulos bastante bonitos. Uma fotografia primorosa que junto com a direçao de arte formam um excelente par. O figurino do filme é extremamente engraçado. Ver Tim Curry com aquelas cinta liga é realmente um prazer á parte. Muito engraçado!!!!

O filme é um Thriller cult dos anos 70 e que deve ser apreciado por todos. Com uma trilha sonora repleta de canções memoráveis e com atuações excelentes, The Rocky Horror Picture Show é uma excelente homenagem aos filmes de horror dos anos 50 com um pouco do sexo dos anos 60. Uma excelente mistura muito bem dirigida pelo estreante Jim Sharman, que acabou rendendo um excelente filme e extremamente divertido e mais do que tudo... muito viajante.

O que funcionou: As atuações, a trilha sonora, a direção de arte, o figurino, a edição, a direção, o roteiro... TUDO.
O que não funcionou: O filme não tem defeitos...


NOTA: 9
(80%)

Postado Por: o Cinéfilo às 1:30 PM


Sábado, Agosto 13, 2005

Comentários:


SIN CITY
De Robert Rodriguez, Frank Miller e Quentin Tarantino. Com Jessica Alba, Devon Aoki, Alexis Bledel, Powers Boothe, Rosario Dawson, Benicio Del Toro, Michael Clarke Duncan, Carla Gugino, Josh Hartnett, Rutger Hauer, Jaime King, Michael Madsen, Brittany Murphy, Clive Owen, Mickey Rourke, Nick Stahl, Bruce Willis e Elijah Wood. Ação / Aventura / Suspence / Romance. 124 min.




É impossível dizer que esse filme foi baseado nos quadrinhos de Frank Miller. O melhor é dizer que esse filme veio direto dos quadrinhos de Frank Miller. Os ângulos, as luzes, os figurinos, a maquiagem, tudo foi feito com o máximo de esforço para que o filme ficasse o mais perto do livro.

O filme conta 3 histórias alucinantes e bastante boas. A primeira é sobre Marv, um assassino que após encontar a mulher que ama, jura achar o assassino e todos envolvidos no assassinato e por fim á vida deles. A segunda conta a história de Dwight, um homem que acaba se envolvendo no assassinato de um policial, o que pode acabar quebrando o trato eu havia entre as gangues de Sin City e os policiais da cidade. Agora Dwight deve esconder o corpo e impedir isso de acontecer. Já a terceira história apresenta Bruce Willis no papel de Hartigan, um policial preso por "assassinar" o filho do prefeito no momento em que ele estava prestes á matar uma criança.

O roteiro foi escrito pelo próprio Robert Rodriguez, que conseguiu manter perfeitamente o estilo visual e o tom vocábulários dos personagens. O filme é repleto de ações e efeitos especiais alucinantes, tudo para ficar extamente como é nos quadrinhos. Não existe mocinho nos filmes, os "mocinhos" das 3 histórias são assassinos que procuram algo, por isso o título "Sin City" (Cidade do Pecado). O roteiro ainda adota algo muito incomum nos filmes: o de escutar os pensamentos de cada protagonista nas 3 histórias. As histórias são narradas por seus pensamentos, o que eles pretendem fazer e como pretendem fazer. Um bom exemplo é na história de Hartigan, interpretado por Buce Willis, onde a todo momento ouvimos os pensamentos de Hartigan dizerem "Você é forte, você consegue" ou "Levante seu velho" ou até mesmo sobre sua doença quando ele fala "Sua doença já está curada, não pode ser isso. Prossiga". Os diálogos são rápidos, direto ao assunto e chocantes. São conversas extremamente bem elaboradas que explora o conhecimento e o interior dos personagens. O roteiro ainda discute a relação amorosa de todos os protagonistas em meio á violência da cidade. Todas as 3 histórias acontecem por causa de uma mulher e a violência no filme é apenas para proteger a mulher amada. Isso sim é um excelente ponto de vista de Robert Rodriguez em relação á Sin City.

O filme ainda adota o "mesmo" estilo de filmagem de "Capitão Sky e o Mundo de Amanhã". Eu coloquei a palavra mesmo em áspas pois o estilo em si é totalmente diferente. Filmado em preto-e-brando, somente com alguns toques de cores, Sin City consegue ser um dos filmes mais originais ao usar essa técnica. São personagens que apenas os olhos são coloridos, ou ás vezes somente 1 personagem na cena é colorido. Ás vezes vemos apenas a cor do sangue, do cabelo ou das luzes de um carro de polícia. São momentos como esses que esquecemos que Robert Rodriguez já fez burrada como "Pequenos Espiões 3D" e até mesmo o recente "As Aventuras de Sharkboy e Lavagirl em 3D".

A fotografia do filme também é sensacional. Com ângulos excelentes e uma iluminação mais que perfeita. Essa sim é uma perfeita adaptação dos quadrinhos. Não existe um momento em que não haja uma bela imagem na tela. Também temos uma excelente maquiagem. Há atores irreconhecíveis em cena, como Benicio Del Toro e Nick Stahl.

Assim como a fotografia, a edição do filme também é assinada pelo próprio Robert Rodriguez. Uma edição frenética e avassaladora. Excelente! Temos também uma mixagem de som perfeita. O som é tão claro que cada vez que ouvimos uma bala saindo da arma você toma um susto. Uma qualidade sonora impecável. A trilha sonora também é assinada por Robert Rodriguez, mas desta vez em conjunto com Graeme Revell (Freddy vs. Jason) e John Debney (Indicado ao Oscar por A Paixão de Cristo). Uma trilha sonora que combina perfeitamente com o estilo do filme. Impecável!!!

Por mais que Sin City tenha uma excelente qualidade técnica, existe alguns defeitos durante o decorrer do filme. Algumas atuações não são tão boas como a maioria do elenco e o filme ás vezes é um pouco lento. Por mais que eu tenha gostado do filme, não consigo dar cinco estrelas ao filme. Talvez, quem sabe, em Sin City 2!!!

O que funcionou: A direção, o roteiro, a fotografia, a maquiagem, a trilha sonora, os efeitos especiais, a edição, o som e a edição de som.
O que não funcionou: Algumas atuações.


NOTA: 8
(78%)

Postado Por: o Cinéfilo às 8:17 PM


Quarta-feira, Agosto 10, 2005

Comentários:


A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DO SER (The Unbearavle Lightness of being)
De Philip Kaufman. Com Daniel Day-Lewis, Juliette Binoche e Lena Olin. Drama / Romance. 172 min.




Baseado no famoso livro de Milan Kundera, "A Insustentável Leveza do Ser" é um excelente drama sobre um triângulo amoroso. Com perfeitas atuações de Daniel Day-Lewis (Gangues de Npva Iorque), Lena Olin (Alias) e Juliette Binoche (Chocolate), "A Insustentável Leveza do Ser" é um filme gostoso de se assistir. Calmo e sensual, o filme dirigido por Philip Kaufman é uma obra-prima e um clássico do cinema.

O filme conta a história de Tomas, um cirurgião mulherengo que tem um caso com Sabina. Tomas viaja para fazer uma cirurgia e nessa viagem acaba fazendo a jovem Tereza se apaixonar por ele. Ela, então vem morar com ele. Forma-se então um triângulo amoroso. Amabas sabem que Tomas dorme com as duas, mas apenas Tereza tem ciúmes. Ela deseja se casar com Tomas e terem sua própria vida, sem amantes.

O filme tem um excelente roteiro indicado ao Oscar escrito por Jean-Claude Carrière e Philip Kaufman. Focado mais na relação de Tomas com tereza, o roteiro ainda conta com pequenos dramas pessoais de cada personagem, deixando o filme muito mais interessante. A atuação do excelente Daniel Day-Lewis é excelente. O Tomas criado por ele é bastante sensual e ainda com toques dramáticos. Uma atuação que merecia a indicação ao Oscar. Juliette Binoche interpreta a jovem Tereza. Seu jeito tímido e indefeso conquista a todos que assistem ao filme. Em início de carreira nos EUA, Juliette já se mostra uma excelente atriz num filme realmente provocante como esse. Mais uma excelente atuação que deveria ter sido indicada ao Oscar. E por fim, temos a melhor atuação do filme, a de Lena Olin. Olin interpreta a sensual Sabina, com quem Tomas tem seguidas relações sexuais, que são mostradas de modo como nunca havia visto, um modo totalmente sensual. Lena Olin consegue transpor o drama que vive seu personagem, sem conseguir um amor para si mesmo e se acostumando a ser a "outra". Sua melhor cena é a em que Tereza vai até sua casa para tirar fotos suas nuas. Uma cena belíssima e que acaba com um inevitável beijo entre as duas.

O filme possui uma belíssima fotografia indicada ao Oscar, com ângulos que transpões a total sexualidade do filme. Temos também o prazer de assistir á uma belíssima edição. Calma e sem cortes rápidos que faz o filme ser bastante leve. A trilha sonora de Mark Adler é bastante boa, criando alguns temas que acabariam se tornando inesquecíveis.

"A Insustentável Leveza do Ser" é, mais uma vez, um filme sensual. Repleto de atuações excelentes e com um roteiro e uma fotografia de dar inveja. Um Excelente filme (com E maiúsculo). Uma Obra-Prima!!!!


NOTA: 9
(100%)

PRÊMIOS
Recebeu 2 Indicações ao Oscar:Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Fotografia
Recebeu 2 Indicações ao Globo de Ouro: Melhor Filme/Drama e Melhor Atriz Coadjuvante (Lena Olin)


Postado Por: o Cinéfilo às 6:08 PM


Domingo, Agosto 07, 2005

Comentários:


QUARTETO FANTÁSTICO (Fantastic Four)
De Tim Story. Com Ioan Gruffudd, Jessica Alba, Chris Evans, Michael Chiklis e Julian McMahon. Comédia / Ação / Aventura. 106 min.




Fui assistir á "Quarteto Fantástico" com a seguinte idéia: Este é um filme ruim. Talvez seja por isso que eu não tenha odiado tanto. O roteiro é fraquíssimo e a direção é mais do que incompetente, é inútil. Tim Story foi o responsável por uma das melhores comédias que já vi: Barbershop. Ele também foi responsável por uma das piores comédias que já vi: Taxi. Se ele foi capaz de criar "Barbershop", ainda tenho confiança de que ele consegue realizar algo melhor.

O Roteiro - o roteiro!!! - é um desastre total. São diálogos totalmente inúteis e piadinhas totalmente sem graça, principalmente por parte do personagem "Tocha Humana". E pensar que o roteiro saiu das mãos de Michael France (que fez a história de um dos melhores filmes de 007, 007 contra Goldeneye) e Mark Frost (um dos criadores do cultuado seriado Twin Peaks). Um diretor que já havia feito uma comédia excelente e dois roteiristas que haviam criado histórias fantásticas: seria impossível dar errado, mas deu.

O roteiro nos apresenta uma história meio ridícula se você analisar: o cientista Reed Richards e seu companheiro Ben Grimm epresentam a proposta de fazer uma viagem ao espaço para entender o nosso DNA (!!!!!!!) ao bilionário Victor Von Doom. Coincidentemente a mulher por quem Reed é apaixonado está namorando com o vilão do filme, que duranmte toda a trama não apresenta nenhum traço de vilão. Tudo dá errado e o DNA dos 5 que estavam no espaço é alterado. Apartir dai o resto do filme nos mostra as várias tentativas de Reed em criar algo para que eles voltem ao normal. É somente nos últimos 10 minutos de filme que Von Doom se rebela contra o "Quarteto Fantástico".

O filme é recheado de piadinhas sem graça, principalmente por parte do Tocha Humana com O Coisa. Ei, mas isso não é um filme sobre super-heróis? Super-Heróis não fazem piadinhas, eles salvam o mundo de pessoas malvadas!!! Mas não aqui, aqui eles xingam uns aos outros e até mesmo brigam na frente de todo mundo, e não combatem vilão algum.

Bom, pelo menos a qualidade técnica do filme é bem boa. Os efeitos especiais ás vezes deixam á desejar, mas em sua maioria são bem feitos e ás vezes impressionantes. A trilha de John Ottman, que já fez grandes acertos com as trilhas dos dois X-Men, está bem abaixo da média. Uma trilha sonora bobinha. Se você escutar a trilha sonora fora do filme, você pode até pensar que isso é a trilha sonora de uma paródia sobre super-heróis. A fotografia do filme é bem boa, com ângulos excelentes e uma boa iluminação. A edição do filme é bem normalzinha, sem nada a perder e nem acrescentar. Os maiores atributos do filme são quanto á som, edição de som e maquiagem. Temos uma qualidade de som impecável e efeitos sonora excelentes. A maquiagem de O Coisa é bastante real, dando até para perceber os movimentos da boca do ator.

Bom, mesmo com tantos defeitos, "O Quarteto Fantástico" diverte. Por que? Porque é um filme curtinho (106 min.) engraçadinho (Tocha Humana) e com cenas de ação bem legais. Assista sem compromisso.

O que funcionou: O Coisa
O que não funcionou: O resto...


NOTA:6
(26%)

Postado Por: o Cinéfilo às 5:56 PM


Sábado, Agosto 06, 2005

Comentários:


O DIA EM QUE O BRASIL SE VIROU CONTRA KILL BILL
De Imagem Filmes. Com Kill Bill. 6 Meses. Drama




Quentin Tarantino era um "Zé Ninguém" quando lançou o fantástico "Cães de Aluguel". Seu 1° filme foi um grande sucesso, o que possibilitou o diretor dar um passo adiante e fazer um filme com mais grandes estrelas do que "Cães de Aluguel". "Pulp Fiction" foi um enorme sucesso POP. Salvou o astro John Travolta e deu a Quentin Tarantino o Oscar de Melhor Roteiro Original e ainda a indicação para Melhor Diretor. Três anos depois o diretor lançaria o "bom" filme Jackie Brown. A crítica taxou o filme como o mais fraco de Tarantino e isso fez o diretor ficar inativo durante 4 anos. Em Junho de 2002, Tarantino começou as filmagens do que se tornaria um dos filmes mais POP do novo milênio. "Kill Bill" teria no elenco grandes astros como Uma Thurman, David Carradine, Michael Madsen, Daryl Hannah, Lucy Liu e Vivica A. Fox. Não demorou muito para que uma simples foto de Uma Thurman vestida com um macacão amarelo e preto e segurando uma espada se tornasse o papel de parede de milhares de pessoas que esperavam pelo novo trabalho de Tarantino.



No dia 3 de Janeiro, o site da Miramax colocou no ar o primeiro Teaser do Filme. Foram inúmeros downloads e tudo indicava que Tarantino estava fazendo seu melhor filme desde Pulp Fiction. O teaser virou uma grande sensação e virou assunto de matérias em sites e revistas do mundo inteiro.

Grande Médio Pequeno

A revista SET chegou a pôr o filme em 16° lugar nas produções mais esperadas dos últimos anos. No dia 24 de Fevereiro o ator David Carradine disse que Tarantino estaria estudando a idéia de Kill Bill ser divido em 2 filmes, cada um com 90 minutos. "primeiro terminaria com um momento de grande suspense, então todos vão querer assistir à segunda metade". A idéia de que o primeiro volume chegasse aos cinemas em 14 de Outubro e o segundo apenas 5 semanas depois. Muitos se viraram contra essa idéia, alegando que era tudo uma estratégia apenas para ganhar mais dinehrio. Um dia depois foi anunciado que a Miramax havia descartado o lançamento de Kill Bill em dois volumes.

No dia 2 de Julho foi anunciado que o público brasileiro teria de esperar 3 meses para assitir á Kill Bill nos cinemas. O filme estava previsto para chegar aos cinemas em 9 de Janeiro de 2004. No dia 14 de Julho, os rumores de um lançamento duplo de Kill Bill voltaram á tona e ainda mais forte. Dois dias depois o estúdio fez o anúncio oficial que Kill Bill seria divido em 2 filmes.
"A primeira parte deve sair em outubro [nos Estados Unidos, e estamos examinando o cronograma de lançamentos para marcar a data do segundo. A idéia é que os cinemas estejam passando os dois ao mesmo tempo em determinado momento", disse o diretor.

Muitos ficaram especulando como seria feito o lançamento de Kill Bill: Volume 2. Seria um, dois, três meses depois. Quanto tempo demoraria para assistir ao final do filme?
A data de estréia no Brasil continuava a mesma para Kill Bill Volume 1: 9 de Janeiro.

No dia 11 de setembro foi lançado o trailer final de Kill Bill: Volume 1, e nele já apresentava a data de Kill Bill: Volume 2: Fevereiro de 2004!!! O trailer novamente causo um enorme alvoroço, sendo novamente assunto de matérias em diversos sites e revistas do mundo inteiro.

Grande Médio Pequeno

O filme chegou aos cinemas no dia 10 de Outubro e foi considerado uma obra-prima pelos críticos de cinema. Enquanto isso, o Brasil recebia a notícia de que só poderia assistir á Kill Bill: Volume 1 em 19 março de 2004, ou seja, quando Kill Bill, Volume 2 estivesse saindo dos cinemas já que sua estréia estava marcada para Fevereiro do mesmo ano.
Em fevereiro foi anuncia que Kill Bill: Volume 1 seria lançado não em março, mas sim em 23 de Abril, exatamente no mesmo dia em que Kill Bill: Volume 2 estaria chegando aos cinema americanos. Enquanto isso, o lançamento de Kill Bill: Volume 2 foi programado para chegar por aqui no dia 30 de Julho, três meses depois da estréia americana. Apenas 1 dia depois, a Imagem Filmes anunciou que a estréia de Kill Bill: Volume 2 teria que acontecer somente no dia 1° de Outubro.

Enquanto acontecia toda essa discussão sobre quando seria o lançamento de Kill Bill: Volume 2, a Imagem Filmes nos apresentou o DVD de Kill Bill: Volume 1, um excelente DVD se tratando de som e extras, mas um terrível DVD se tratando de imagem. O filme seria lançado em FullScreen, ou seja, perdendo cerca de 50% da imagem do filme. Além de esperar 6 meses pelo lançamento, ainda teríamos que nos contentar com uma edição xula em DVD. Semanas depois a Imagem anunciou que lançaria esta versão apenas para as locadoras. A versão para venda direta chegaria ás lojas em fevereiro e com imagem em Widescreen e com os mesmo extras da versão para as locadoras, quase um ano após o lançamento do filme nos cinemas.

O lançamento de Kill Bill: Volume 2 aconteceu em 8 de Outubro e aconteceu a mesma coisa que havia acontecido com o primeiro volume: o filme fora lançado em pouquíssimas salas no Brasil. Sendo que no Rio Grande do Sul apenas 5 salas exibiram o filme. Mas mesmo com poucas salas exibindo o filme, Volume 2 foi um sucesso. O DVD do volume 2 foi lançado em Abril, apenas dois meses depois do primeiro volume ser lançado no mesmo formato para venda direta. Desta vez a Imagem lançou Volume 2 para as locadoras e para venda direta ao mesmo tempo, para evitar reclamações e outras coisas do tipo. O DVD veio igual ao do primeiro volume: em Widescreen, com trilha de audio em DTS, extras de bom gosto e legendado.

Deu pra notar que em 2005 as coisas molhoraram para Kill Bill, com o lançamento dos DVD´s em Widescreen e com um excelente acabamento. Mas 2004 com certeza será lembrado como o ano em que tudo deu errado para os fãs de Tarantino, onde o lançamento foi adiado inúmeras vezes e o DVD quase foi lançado em uma edição podre (FullScreen). É bom que a Imagem Filmes se dê conta da burrada que fez com Kill Bill e não faça isso novamente com os próximos filmes de Tarantino, senão...



Postado Por: o Cinéfilo às 8:45 PM


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O CASTELO ANIMADO (Hauru no ugoku shiro )
De Hayao Miyazaki. Com Chieko Baisho, Takuya Kimura, Akihiro Miwa, Tatsuya Gashuin, Ryunosuke Kamiki e Mitsunori Isaki. Animação / Comédia / Aventura / Drama / Fantasia. 119 min.




Hayao Miyazaki sempre foi um mestre da animação, mas parece que somente agora, depois de ter vencido o Oscar, ele está realmente sendo reconhecido pelo mundo inteiro. Antigamente seus filmes nem chegavam aos cinemas brasileiros, alguns deles ainda nem foram lançados em video ou DVD, agora já temos 2 grandes sucessos: A Viagem de Chihiro e agora temos o adorável O Castelo Animado.

Assim como os outros filmes de Miyazaki, O Castelo Animado se concentra em uma personagem e a acompanha durante toda narrativa em aventuras fantásticas. O filme é baseado no livro de Diana Wynne Jones que também é autora dos famosos livros da série "Os Mundos de Crestomanci". O filme possui incansáveis 119 min. que são repletos de belas imagens, excelentes cenas de ação e aventura e uma história encantadora.

Sofia é uma jovem de 18 anos que trabalha na chapelaria de seu pai. Em uma de suas raras idas à cidade ela conhece Hauru, um mágico bastante sedutor mas de caráter duvidoso. Ao confundir a relação existente entre eles, uma feiticeira lança sobre Sofia uma maldição que faz com que ela tenha 90 anos. Desesperada, Sofia foge e termina por encontrar o Castelo Animado de Hauru. Escondendo sua identidade, ela consegue ser contratada para realizar serviços domésticos no local, se envolvendo com os demais moradores do castelo.¹

O roteiro do filme foi escrito pelo próprio Hayao Miyazaki que decidiu se concentrar mais no dia-a-dia de Sofia no castelo e nos problemas enfrentados por Hauru durante a guerra. O roteiro nos apresenta também uma belíssima história de amor entre Sofia e Hauru onde temos Sofia que não se preocupa tanto com sua beleza e Hauru é um mágico que para ele sua beleza é tudo e são justamente essas duas pessoas com pensamentos tão distintos um do outro que irão lentamente se apaixonar durante a trama.

Como em todos os filmes de Miyazaki, a direção de arte do filme é esplendorosa. O Castelo é algo realmente magnífico. Quando o filme começa vemos uma imagem aprecendo em "fade out", de dentro da neblina surge aquele gigantesco Castelo, sentimos um frio no estômago. O Castelo foi aperfeiçoado com efeitos especiais, o que não é típico de Miyazaki já que ele sempre fez seus filmes com a animação tradicional. O filme possui uma belíssima fotografia, com cores exaltantes que se dividem por território: temos bastante verde nas cenas do bosque, bastante marrom dentro do castelo e bastante vermelho nas cenas durante a guerra. São ângulos belíssimos, mas assim com em "A Viagem de Chihiro", esse filme ficaria muito melhor se tivesse sido feito em 2.35:1 , ou seja, o formato de tela larga que ocupa a tela inteira. Um filme com uma grandeza dessas deveria ser imprimdo nesse aspecto. Bom, mas agora já foi neh!!!!

Temos também uma belíssima trilha sonora de Joe Hisaishi, companheiro de Miyazaki em vários filmes seus, entre eles "A Viagem de Chihiro" filme pelo qual venceu o Annie de Melhor Trilha Sonora. A trilha de O Castelo Animado é soberba, com alguns tons que lebram "Chihiro" e muitos outros que lembram bastante filmes de guerra. É uma trilha sonora bastante calma e ao mesmo tempo bem alegre, assim como o filme. Mais uma excelente trilha sonora de Joe Hisaishi.

"O Castelo Animado" é mais uma obra-prima de Hayao Miyazaki. Não é melhor que "A Viagem de Chihiro", mas é até o momento o Melhor Filme de Animação do Ano, e com certeza merece uma indicação e quem sabe talvez até o Oscar de Melhor Filme de Animação. Hayao Miyazaki conseguiu novamente!!!


NOTA:9
(86%)


Postado Por: o Cinéfilo às 1:59 PM