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O Que é: Uma premiação criada por mim (Kahlil) onde eu, com a ajuda de algumas pessoas, escolho os melhores do ano. A primeira edição foi esse ano. Veja abaixo os vencedores.
MELHOR FILME DRAMA
A Voz do Coração
MELHOR FILME AVENTURA
Kill Bill
MELHOR FILME COMÉDIA
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
MELHOR FILME SUSPENSE
A Vila
MELHOR DIRETOR
Quentin Tarantino (Kill Bill)
MELHOR ATOR
Gérard Jugnot (A Voz do Coração)
MELHOR ATRIZ
Uma Thurman (Kill Bill)
MELHOR ATOR COADJUVANTE
David Carradine (Kill Bill)
MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Daryl Hannah (Kill Bill)
MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças
MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Voz do Coração
MELHOR FOTOGRAFIA
Kill Bill
MELHOR FIGURINO
Kill Bill
MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
MELHOR MAQUIAGEM
A Paixão de Cristo
MELHOR EDIÇÃO
Kill Bill
MELHOR SOM
Kill Bill
MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban
MELHOR TRILHA SONORA DRAMA
A Voz do Coração
MELHOR TRILHA SONORA AVENTURA
Kill Bill
MELHOR TRILHA SONORA COMÉDIA
Os Incríveis
MELHOR TRILHA SONORA SUSPENSE
A Vila
MELHOR CANÇÃO
Vois Sur Ton Chemin (A Voz do Coração)
Kill Bill - 11 Prêmios
A Voz do Coração - 5 Prêmios
Brilho Eterno - 2 Prêmios
Harry Potter III - 2 Prêmios
Os Incríveis - 2 Prêmios
A Vila - 2 Prêmios
A Paixão de Cristo - 1 Prêmio
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ALIEN - O 8° PASSAGEIRO (Alien)
De Ridley Scott. Com Tom Skerritt, Sigourney Weaver, Veronica Cartwright, Harry Dean Stanton, John Hurt, Ian Holm, Yaphet Kotto e Eddie Powell. Drama/Suspense/Terror. 116 min.
"Alien" teve seu surgimento em uma época pós-Star Wars, onde filmes de ficção científica brotavam em todos os cantos do mundo, tentando alcançar o mesmo sucesso do filme de George Lucas. "Alien" foi o único que conseguiu tamanho sucesso e tudo isso graças á uma pequena grande cena que conquistou os executivos da Fox e que desde então enxergavam um grande sucesso. A cena era aquela em que um Alien nasce do peito de um dos triulantes da nave.
IMAGEM
Nave espacial, ao retornar à Terra, recebe estranhos sinais vindos de um asteróide. Ao investigarem o local, um dos tripulantes é atacado por um estranho ser. Mas o que parecia ser um ataque isolado, se transforma em um terror constante, pois o tripulante atacado levou para dentro da nave o embrião de um alienígena, que não para de crescer e tem como meta matar toda a tripulação.
O roteiro passou por várias revisões, até chegar á uma final que foi escrito por Dan O'Bannon que antes havia apenas escrito o roteiro de um pequeno filme dirigido por John Carpenter (Halloween). O roteiro possuia um intenso suspense e isso pedia uma mão pouco conhecida e iniciante. O diretor Ridley Scott que havia ficado famoso por seu trabalho em "Os Duelistas" foi chamado e isso sim foi o que deu o grande tom para o filme. A mente brilhante de Ridley foi a principal chave para o constante suspense e drama que o filme nos apresenta. Ridley iniciava aqui sua grande e promissora carreira.
Um bom elenco foi chamado para interpretar os tripulantes da nave espacial, quase todos iniciantes ou então com pouca exeriência no cinema. Mas foi a atuação de Sigourney Weaver que chamou a atenção do grande público. Sigourney interpreta com maestria e consegue manter o tom de preocupação e horror em seu rosto o tempo inteiro. Com certeza a melhor e mais tocante interpretação do longa.
O filme nos apresenta uma excelente qualidade técnica e excelentes efeitos especiais que chegaram á ganhar o Oscar de Melhores Efeitos Especiais. Os efeitos no filme são praticamente um personagem pois grande parte dos efeitos se concentram na formação do espaço e é justamente isso que dá tanto medo no filme. Os personagens não tem ara onde fugir, portanto a direção de arte era um elemento crucial no filme. Os cenários deveriam mostrar o estilo gótico e ao mesmo tempo futurístico que são o que o próprio Alien é. Uma criatura bastante gótica e com uma estrutura genética tão futurística que chega a ser um ser desconhecido na época em que se passa o filme.
A trilha de Jerry Goldsmith é bastante boa mas com certeza aquela que foi rejeitada e que foi gentilmente colocada como um trilha de áudio separada no DVD do filme é muito superioir e possui um tom dramático e clássico que poderia se tornar um grande clássico do cinema. Uma pena, assim como aconteceu com Tróia, o melhor trabalho foi rejeitado.
"Alien" é um verdadeiro clássico que continua bastante atual e causa grandes arrepios e dá excelentes sustos. O tom claustrofóbico do filme juntamente com o excelente suspense faz com que o filme seja um dos grandes clássicos da ficção-científica. Um dos melhores filmes de Ridley Scott.
NOTA: 9
RT: 100%
MC: 83
PENETRAS BONS DE BICO (Wedding Crashers)
De David Dobkin. Com Owen Wilson, Vince Vaughn, Will Ferrell, Rachel McAdams, Jennifer Alden e Christopher Walken. Comédia. 119 min.
Desde o início de sua divulgação não fui com a cara do filme por causa de Vince Vaughn que na minha opinião poderia ser muito mais do que era e ultimamente vinha escolhendo trabalhos pouco memoráveis e pouco aproveitados. Em "Penetras Bons de Bico" vejo Vince atuando divinamente ao lado de uma ator o qual aprecio muito mesmo, Owen Wilson, e com uma estória realmente cativante e nada convencional.
John (Owen Wilson) e Jeremy (Vince Vaughn) são amigos de longa data, sendo que trabalham juntos como mediadores de divórcios. A dupla tem como hobby ir a festas de casamento nos fins de semana sem serem convidados, com o objetivo de seduzir mulheres que se entusiasmam com a simples idéia de se casar. Até que conhecem Claire (Rachel McAdams), uma jovem noiva que é também filha de um influente político (Christopher Walken), que faz com que a dupla entre em sérios apuros.
Temos aqui uma excelente direção de David Dobkin que dirigiu o engraçadíssimo "Bater ou Correr em Londres" com Jackie Chan e Owen Wilson. Neste filme ele parte para um estória com menos situações absurdas e mais humana já que pouco a pouco vemos o personagem de Owen Wilson se apaixonar por aquela que era para ser apenas mais uma em sua lista, isso muda todos os seus planos e os de Vince. Mas é claro que uma boa direção não é tão boa sem um bom roteiro. Escrito pela dupla Steve Faber e Bob Fisher que ao invés do que aconteceu com Anya Kochoff, que mergulhou nos clichês com seu primeiro roteiro intitulado "A Sogra", chegam á esse mundo com um roteiro totalmente inteligente e engraçadíssimo, ou seja, totalmente o contrário de "A Sogra".
Vince Vaughn interpreta um homem que junto com um amigo penetra casamentos apenas para conhecer garotas e transar com elas, mas é quando seu amigo, interpretado por Owen Wilson, se apaixona pela garota que havia esolhido que seus planos mudam. Ainda mais depois que são adorados pela família e se tornam tão íntimos dela. Vince e Owen possuem uma química raramente vista nesse tipo de filme. Os dois já são parceiros faz um tempo e aqui estão melhores do que nunca. Owen está mais do que hilário. Sua atuação é totalmente convincente, mas de um modo que não deixa escapar uma só piada. Temos também a excelente Rachel McAdams no papel de Claire, a garota pelo qual o personagem de Owen se apaixona. Novamente ela está divina. Até agora não vi uma só atuação desleixada dessa nova e promissora atriz que iniciou sua carreira de sucesso com o excelente e formidável "Meninas Malvadas".
Por se tratar de uma comédia romântica, a equipe técnica não precisou fazer um grande trabalho com a fotografia, direção de arte e outras coisas, já que o principal do filme era o roteiro e as atuações, que no final das contas acabaram saindo excelentes. Mas a trilha sonora é muito boa mesmo. Rechada de músicas muito boas e em certos momentos com uma orquestração excelente, essa se torna uma trilha realmente divertida e que acrescenta algo ao filme.
Eu diria que "Penetras Bons de Bico" provavelmente receba uma indicação ao Globo de Ouro de Melhor Ator/Comédia para Vince Vaughn e o filme pode receber, e merece, uma indicação ao Writers Guild of America de Melhor Roteiro Original, mas assim como aconteceu com o roteiro de Meninas Malvadas, não deverá ser indicado ao Oscar. "Penetras Bons de Bico" é um filme que realmente se deve assitir por conter uma boa estória e excelentes atuações. E o interessante é que no único momento em que o grande clichê estaria por vir o personagem de Owen Wilson diz "Seria um grande clichê se eu te beijasse agora ?" e isso realmente quebra todo aquele sentimento de tristeza que você estava prestes a sentir por um filme que foi tão bom até o momento e que estava prestes entregar ao clichê. "Penetras Bons de Bico" ode até ter suas pequenas falhas, mas isso não tira nada da diversão do filme, ele continua sendo uma das melhores comédias do ano.
NOTA: 8
RT: 72%
MC: 64
A SOGRA (Monster-in-Law)
De Robert Luketic. Com Jennifer Lopez, Jane Fonda, Michael Vartan, Wanda Sykes, Adam Scott, Monet Mazur, Annie Parisse, Will Arnett, Elaine Stritch e Stephen Dunham. Comédia. 101 min.
Depois de receber 6 indicações ao Framboesa de Ouro e vencer 2 vezes pelo mesmo filme, Jennifer Lopez ainda não se tocou de que não é uma boa atriz. Ela já fez trabalhos memoráveis como em "Selena" e "A Cela", mas esse são apenas 2 de tantos que ela já fez. Mas então por que ela continua a fazer filmes? Simples. Para ganhar mais dinheiro. Jennifer tem uma belíssima voz e é uma excelente cantora, mas como atriz ela simplismente não presta. E o pior é que neste novo filme ela arrasta duas grandes celebridades que são excelentes atores: Michael Vartan e Jane Fonda (Vencedora de 2 Oscars).
Após anos procurando seu príncipe encantado, Charlotte Cantilini (Jennifer Lopez) se apaixona por Kevin Fields (Michael Vartan). O problema é a mãe dele, Viola (Jane Fonda), que foi recentemente demitida do cargo de âncora de um jornal de rede nacional. Após perder o emprego, Viola teme perder também o filho e para evitar isto decide atrapalhar ao máximo os planos do casal.
Temos na direção Robert Luketic, que já havia dirigido uma das melhores comédias romanticas que já vi: Legalmente Loira. Mas infelizmente ele acabou se metendo nesse projeto que só pelo nome de Jennifer Lopez no elenco já é sinal de coisa ruim. Sua direção é praticamente irreconhecível já que as atuações sofríveis acabam chamando uma grande atenção. Mas nada disso aconteceu do nada, tudo veio do terrível e inescrupuloso roteiro escrito por Anya Kochoff. Anya mostra que não tem nenhum talento para o cinema já em seu primeiro trabalho que nada menos do que este mesmo. Parece nunca ter ido ao cinema e nunca ter visto uma comédia romântica, já que o que ela nos apresenta é um série de clichês óbvios e dos mais famosos e usados na história do cinema. Um bom exemplo é quando Jennifer pega seu namorado, interpretado por Michael Vartan, beijando outra garota. Jennifer sai correndo e Michael diz "Não é o que você está pensando". E isso surge na tela com uma naturalidade como se nunca tivéssemos visto isso antes.
Me nego a continuar escrevendo sobre esse filme senão começarei a escrever palavrões e isso não condiz com a qualidade do meu blog. A questão é que "A Sogra" é extremamente ruim e não tem nem ao menos uma qualidade. Um dos piores filmes da minha vida.
NOTA:1
RT: 17%
MC: 31
A LUTA PELA ESPERANÇA (Cinderella Man)
De Ron Howard. Com Russell Crowe, Renée Zellweger, Paul Giamatti, Craig Bierko, Paddy Considine, Bruce McGill, David Huband, Connor Price, Ariel Waller e Patrick Louis. Drama/Romance. 144 min.
É impossível não comparar este novo filme de Ron Howard com o vencedor do Oscar "Menina de Ouro". Ambos com o mesmo tema, mas ao mesmo tempo totalmente diferentes. Além do mais que "A Luta Pela Esperança" chega aos cinemas em uma época onde o Box voltou a fazer parte dos vencedores do Oscar de Melhor Filme. Embora "Menina de Ouro" seja um filme bastante eficiente e dramático ele peca por desestruturar toda a sua estória na última meia hora de filme e "A Luta Pela Esperança" cobre todas as expectativas e cria um belíssimo trabalho.
Jim Braddock (Russell Crowe) era considerado um prodígio do boxe, mas foi obrigado a se aposentar prematuramente devido a uma série de derrotas no ringue. Com os Estados Unidos em meio à Grande Depressão, Jim aceita viver de bicos para poder sustentar sua esposa, Mae (Renée Zellweger), e os filhos. Jim sempre sonhou com a oportunidade de retornar ao mundo do boxe e tem sua chance quando, devido a um cancelamento de última hora, é escalado para enfrentar o 2º pugilista na disputa do título mundial. Para surpresa de todos Jim vence três lutas consecutivas, mesmo sendo bem mais magro que seus oponentes e tendo ferimentos nas mãos. Ele passa então a ganhar o apelido de "Cinderella Man" e se torna o símbolo de esperança dos desprivilegiados da época. Até que precisa enfrentar seu pior oponente: Max Baer (Craig Bierko), o atual campeão mundial dos pesos pesados, que já matou dois lutadores no ringue.
Ron Howard faz novamente um belíssimo trabalho.Talvez essa seja sua melhor época, seus filmes são aclamados e tão pouco esquecidos. Alguns já viraram clássicos e outros ainda são lembrados apenas como uma boa diversão. Mas o fato é que Ron Howard está em escelente forma e isso pode ser claramente notado com "A Luta Pela Esperança". A direção do filme é bastante consistente e segura. Ron sabe extamente o que está fazendo e nos mostra exatamente o que gostaria de mostrar. O filme tem uma ordem cronológica perfeita, começando no momento que deveria começar e terminando no exato momento de grande glória para Jim Braddock.
Mas o trabalho de Ron não seria tão grandioso se seu elenco, formado pelos Oscarizados Russell Crowe e Renée Zellweger, não fizesse um excelente trabalho. Não vou muito com a cara de Russell Crowe, mas é impossível negar que ele é um excelnte ator e que faz um trabalho extraordinário em "A Luta Pela Esperança". O jeito persistente e verdadeiramente lutador de Jim está ali, nesta excelente e comovente performance. Renée é outra excelente atriz que conseguiu a façanha de ser indicada ao Oscar 3 vezes consecutiva, sempre por performances arrebatadoras. Esta aqui não é exceção. Renée interpreta a mulher de Jim e sua personagem é uma das mais comoventes. Está sempre ao lado de Jim e dando o maior apoio á ele, mesmo que não goste da idéia de lutar boxe. Renée está excelentemente carismática e mais uma vez fabulosa. Mas com toda a certeza absoluta a maior e melhor atuação do filme fica por conta de Paul Giamatti. Paul era conhecido por fazer comédias bobas, até que apareceu em "Anti -Herói Amricano". Esse ano apareceu por aqui em uma excelente atuação no filme "Sideways", e agora está novamente impecável neste filme. Paul interpreta Joe, o treinador de Jim que faz de tudo para que Jim volte ao ring e reconstrua sua vida após a Grande Depressão. Paul atua como nunca tinha visto. Sincero em todas as suas cenas e constantemente carismático, o que faz você certamente se apaixonar pelo personagem.
O filme possui um excelente elenco, mas o pessoal por trás das câmeras também merecem um grande mérito. O figurino do filme é excelente e bastante condizente com a época em que o filme se passa. A direção de arte é fiel ao tempo e devido ás suas cores, mostra exatamente como vivam as pessoas durante a Grande Depressão. A trilha de Thomas Newman é fabulosa e mostra em seus acordes a força e a garra de Jim Braddock. O filme também possui uma excelente edição que consideravelmente deveria ser indicada ao Oscar.
"A Luta Pela Esperança" é um excelente filme mas que não escapa de clássicos clichês do estilo, como a luta final entre um grande e temido lutador. A vitória óbvia no final do filme e certas coisas que nos fazem lebrar de "Rocky" e "Menina de Ouro". Mas não seria a vida desse modo: cheia de clichês ?!
NOTA: 8
RT: 83%
MC: 69
FINAL FANTASY VII - ADVENT CHILDREN
De Tetsuya Nomura e Takeshi Nozue. Com Takahiro Sakurai, Maaya Sakamoto, Ayumi Ito, Tsuduruhara Miyuu, Keiji Fujiwara, Yûji Kishi, Toshiyuki Morikawa, Shotaro Morikubo e Kenji Nomura. Aventura/Drama/Ação/Fantasia. 101 min.
Confesso que não sou muito fã de Final Fantasy. Nem mesmo fui com a cara do filme lançado em 2001, mas fiquei bastante impressionado com essa produção que dá continuidade á aventura iniciada em Final Fantasy VII. Curiosamente o jogo que me fez não gostar de Final Fantasy foi justamente o jogo que precede este filme e foi o único Final Fantasy que joguei em minha vida.
Dois anos depois de Cloud e companhia salvarem o mundo de Sephirot, os cidadões do planeta começam a sofrer de uma estranha doença chamada Geostigma. Agora Cloud, que vive solitário e assombrado por seu passado tem que ajudar essas pessoas e ainda lutar contra Sephirot que retornou.
Nos primeiros momentos do filme não entendi nada do que estava acontecendo, mas com o tempo fui entendo a estória e por fim acabei adorando-a. O filme é dirigido por Tetsuya Nomura, que trabalhou em vários jogos da série Final Fantasy, e co-dirigido por Takeshi Nozue que faz sua estréia como diretor neste filme. O filme é muito bem dirigido, com o devido conhecimento da estória e possui uma alta qualidade de produção. O roteiro foi escrito por Kazushige Nojima, que trabalho em vários jogos dé Final Fantasy e ainda por cima foi quem criou a estória do jogo que precede este filme. O roteiro é bastante inteligente ao abordar uma estória que até mesmo quem não acompanha a série, como eu, pode entender facilmente.
Temos aqui excelentes atuações. Takahiro Sakurai que interpreta o personagem principal, Cloud, faz um trabalho excepcional e traduz todo seu sentimento de culpa e solidão. Um atuação excelente que só por ela já vale o filme. Nenhuma atuação do filme pode ser considerada fraca ou algo do tipo, todos estão absolutamente excelentes. Um excelente grupo, talvez um dos melhores do ano.
O filme não possui a mesma qualidade do filme lançado em 2001, talvez por este ter sido feito para lançamento diretamente em video. Mas não deixa de ser um grande atrativo. Os gráfico são realmente impressionantes e a concepção gráfica está excelente. O estilo visual do filme é arrebatador com uma direção de arte e uma fotografia excelentes e com bastante cor. Os efeitos sonoros são o que realmente dão vida ao filme já que boa parte dele é pura ação. Perseguições de motos luta e muito mais são o que fazem destes um dos melhores efeitos sonoros que já ouvi.
Outro grande atributo do filme é sua trilha sonora. Muito bem orquestrada e com um excelente coral que mostra que este não é apenas um filme de ação, e que também é um excelente drama. Em nenhum momento o filme parece ser falso ou distante de sua estória, já que a excelente direção do filme nos leva a acreditar que isso poderia realmente acontecer, e que no mundo de Final Fantasy tudo é possível.
Embora seja um excelente filme, peca por ter muitas cenas de ação, o que em certos momentos torna o filme um pouco cansativo. A estória poderia ter sido mais trabalhada, mas creio que para os fãs de Final Fantasy este seja um prato cheio. Talvez se eu tivesse jogado Final Fantasy VIII eu até oderia entender o excesso de cenas de ação, mas como não joguei acho que pode até ter sido um exager, mas não deixa de ser divertido. Final Fantasy VII - Advent Children, é um grande filme que merece ser assitido não só pelos fãs de Final Fantasy, mas por todos aqueles que apreciam uma bela produção e um bom filme de ação.
NOTA: 8
VALIANT (Valiant)
De Gary Chapman. Com Ewan McGregor, Ricky Gervais, Tim Curry, Jim Broadbent, Hugh Laurie, John Cleese, John Hurt, Pip Torrens, Rik Mayall e Olivia Williams. Comédia/Drama. 76 min. (EUA) 109 min. (Inglaterra).
Pelos posters e trailers, "Valiant" aparenta ser uma excelente animação com uma boa história e um bom enredo, e ele está muito perto de ser tudo isso. "Valiant" é uma animação inglesa que conta com um excelente grupo de atores, mas que peca por ter sido concebida para o público infantil.
Valiant é um pombo que sonha em ser um dos grandes Pombos-Correio que existem na 2ª Guerra Mundial. Após a morte de alguns deles, novos pombos começam a ser recrutados e Valiant acaba sendo um deles. Agora ele terá de enfrentar vários Falcões para conseguir entregar uma mensagem.
Eu realmente gostari de ter assistido á versão não editada do filme, a versão de 109 minutos. Infelizmente só pude assistir á versão editada pela Disney, com duração de 76 minutos. De acordo com aqueles que assitiram ás duas versões, "Valiant" teve uma séria redução por conter excessivas piadas onde as crianças não entediram nada. Piadas sobre a história da 2ª Guerra Mundial e sobre acontecimentos que muitas crianças ficariam "boiando". Mas acho que na minha opinião seria muito mais satisfatório assitir á essa longa versão que por meros 7 minutos não tirou "Os Incríveis" do cargo de maior (em duração) filme de animação.
"Valiant" é dirigido pelo estreante Gary Chapman. Chapman até que faz um bom trabalho nessa animação. Os gráficos são muito bem desenhados e a animação possui uma excelente qualidade. Até mesmo os 3 roteiristas são praticamente estreantes. Talvez seja isso que tenha faltado em "Valiant", um pouco de experiência. O roteiro é bem inteligente ao abordar uma história sobre os pombos-correio da 2ª GM, mas é recheado de clichês típicos de animações. Algumas piadas funcionam perfeitamente, mas são todas bobinhas e fácei de se fazer rir.
Temos no papel principal Ewan McGregor que faz um trabalho apenas normal aqui. Acho que escolhê-lo não foi uma boa idéia já que além de não ter uma voz para interpretar um pequeno pássaro, ele não voz para fazer qualquer dublagem. Tim Curry está excelente e realmente engraçado no papel de Von Talon. Tom Curry é um excelente ator e esse sim tem um enorme talento para todas as artes. Mas na minha opinião o melhor trabalho fica por conta de John Cleese que interpreta Mercury, um pombo capturado pelos Falcões Alemães e que ao longo do tempo vai pirando. Realmente um excelente e engraçadíssima interpretação de Cleese.
"Valiant" possui uma excelente qualidade técnica, podendo ser comparado com grandes produções como "Madagascar" e "Espanta Tubarões". Os efeitos sonoros do filme são excelentes e capturam bem o tema e a época em que se passam, com barulhos de aviões e outras coisas do tipo. A trilha sonora do filme é bastante boa, mas poderia mais dramática e com certeza merecia ser mais grandiosa. Esse sim é um filme que poderia ter uma grande trilha sonora.
O filme realmente peca por ser feito para crianças, já que o tema é adulto. Duvido que crianças tenham entendi alguma piada com realação á 2ª GM. Claro que nessa edição americana as grandes piadas que ao meu ver realmente teriam graça foram cortadas e isso realmente me irritou. É como estar menosprezando o trabalho de outras pessoas. O que o dinheiro não faz. Foram 33 minutos de cenas cortadas e isso é algo realmente imperdoável por parte da Disney.
Espero um dia poder assistir á edição inglesa, onde todo o trabalho e esforço para se fazer o filme é mostrado. Enquanto isso fico com a boa edição americana, que não deixa de ser engraçada e divertida. "Valiant" é uma boa animação e que realmente diverte.
NOTA: 7
RT: 22%
MC: 45
AS MELHOR TRILHAS SONORAS DO ANO... ATÉ O MOMENTO...
(As trilhas não estão em ordem de preferencia)
O AVIADOR - Por Howard Shore
Foi realmente uma surpresa não ver essa trilha entre os indicados do Oscar. Uma das melhores e mais clássias trilhas do ano. Contém músicas realmente excelentes e temas que com certeza se tornaram clássicos.
STAR WARS EPISÓDIO III: A VINGANÇA DOS SITH - Por John Williams
Essa última trilha de Star Wars é realmente excelente. Em cada faixa nota-se o tom de um "grand finale", cada faixa mostra ser uma grande despedida á essa saga. Um excelente trabalho de Williams.
BATMAN BEGINS - Por James Newton-Howard e Hans Zimmer
A combinação de 2 grandes mestres só poderia dar em uma excelente trilha sonora. A trilha é bastante eficaz e possui uma das melhores faixas do ano: "Molussos". A dupla já tem um grance currículo de grandes produções e indicações ao Oscar, mas com certeza essa união será relembrada por um bom tempo.
GUERRA DOS MUNDOS - Por John Williams
Talvez um dos mais fracos trabalho de John Williams. É uma trilha fraca, mas em alguns pontos bastante emocionante. Contém alguns temas que não batem com o filme, e poucas vezes notei uma faixa realmente memorável. Prefiro sua trilha para "SW III".
QUARTETO FANTÁSTICO - Por John Ottman
John vem me impressionando á cada trilha sonora. X2 foi realmente impressionante e ainda acho que essa foi sua melhor trilha. Em "Quarteto Fantástico" ele faz um excelente trabalho criando um excelente tema que é reprisado nas grandes cenas de ação. Uma excelente trilha sonora, talvez a melhor coisa do próprio filme.
A FANTÁSTICA FÁBRICA DE CHOCOLATES - Por Danny Elfman
O grande colaborador de Tim Burton em seus filmes criou uma trilha realmente excelente. As cançoes são bastante divertidas e cada faixa tem um tom de misticismo e magia, o que mostra que a fábrica em si é um pouco mágica. Muito Boa.
EM BUSCA DA TERRA DO NUNCA - Por Jan A.P. Kaczmarek
A trilha vencedora do Oscar é bastante eficiente e mágica. As faixas são repletas de "magia" e possuem um tom dramático misturado com fantasia que dá o o tom perfeito para o filme. A trilha pode até ter vencido o Oscar, mas eu prefiria a trilha de "Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban".
A CASA DE CERA - Por John Ottman
Mai um grande trabalho de John Ottman onde ele criou um trilha realmente assustadore e ao mesmo tempo bastante clássica. Possui alguns temas que remetem á infância dos filhos de Trudy e outros temas mostram o medo de cada personagem, misturando instrumentos clássicos com estranhos sons. Um grande trabalho de Ottman.
O CASTELO ANIMADO - Por Joe Hisaichi
Essa trilha está bastante parecida com a de "A Viagem de Chihiro", talvez por conter os mesmos instrumentos e pricipalmente por possuir o mesmo compositor. Mas mesmo assim a trilha de "O Castelo Animado" é realmente mágica, misturando um drama com toques de magia e misticismo. Mais um grande feito de Joe Hisaichi.
O CHAMADO 2 - Por Hans Zimmer
A trilha pode até ter tido alguns toques de outros compositores, mas foram os temas de Hans Zimmer que fizeram desta, uma das melhores trilhas de suspense. A trilha do primeiro filme é realmente perfeita e na minha opinião merecia ter sido indicada ao Oscar, já a deste segundo adota um estilo mais pop em suas últimas faixa, o que estragou o álbum. Mas as primeira faixas são repletas de suspense e drama, tudo graças ao mestre Hans Zimmer. Um trilha sonora que, tirando as últimas faixas, pode até ser uma das melhores do ano.
O FANTASMA DA ÓPERA - Por Andre Lloyd Webber
A trilha de "O Fantasma da Ópera" já um clássico certo. As grandes composições são o que realmente dão o glamour do filme. Além de a trilha incidental ser um grande atrativo a parte. As faixas são repletas de tons de Ópera para se adequar mais a espaço do filme. Uma excelente trilha.
E a melhor trilha sonora até agora é... STAR WARS EPISÓDIO III: A VINGANÇA DOS SITH. John Williams fez um grande trabalho e espero que seja recompensado no Oscar 2006.
O ano está indo muito bem. Mal posso esperar para ouvir as trilhas de "Harry Potter e o Cálice de Fogo", que pelo último trailer tem jeito de ser a melhor trilha da série, e "KingKong".
Apartir de hoje as minhas críticas além das notas em estrelas, em números (de 0 á 10) e também da média no Rotten Tomatoes trarão a média do Meta Critic.
GUARDIÕES DA NOITE (Nochnoy Dozor)
De Timur Bekmambetov. Com Konstantin Khabensky, Vladimir Menshov, Valeri Zolotukhin, Mariya Poroshina, Galina Tyunina, Yuri Kutsenko, Aleksei Chadov, Zhanna Friske e Ilya Lagutenko. Suspense/Drama/Ação/Aventura. 115 min.
Desde ano passado, quando fiquei sabendo da produção, imaginei diversas histórias e mal poderia esperar pelo filme. O trailer era realmente impressionante e mostrava uma grande similaridade com aquilo que eu realmenre esperava.
O filme nos mostra a típica batalha do bem contra o mal, mas com um toque de misticismo e magia e outras coisas que tornam o filme realmente surpreendente. O filme conta a história de Anton Gorodetsky e suas dificuldades em combater o mal e até uma descoberta de si mesmo e quem realmente ele é.
O filme é realmente muito bem dirigido e com um talento enorme. Nota-se que o diretor tem um amor verdadeiro por esse trabalho já que as cenas são tão bem realizadas e cheias de brilho (ou escuridão) que é impossível não se impressionar com a qualidade do filme. O roteiro foi escito pelo próprio junatamente com Laeta Kalogridis que também colaborou com "Alexandre". O roteiro do filme é apenas normal, poderia ser melhor se não fosse tão confuso em sua primeira hora. Muitos dizem que foi mal adaptado e está bastante distante do livro. Não li o livro então não posso julgá-lo de tal maneira, mas o que sei é que talvez as pessoas que leram o livro entendam melhor essa primeira metade.
O filme tem atuações realmente boas e algumas até chegam a ser impressionantes, como é o caso do protagonista interpretado por Konstantin Khabensky. Realmente uma excelente atuação, uma das mais impressionantes nesse tipo de filme. Normalmente um suspense possui apenas atuações normais, mas nunca esperei por uma atuação tão boa nesse filme.
A qualidade técnica do filme me impressionou bastante mesmo. O filme possui uma excelente edição com cortes rapidésimos nas cenas de ação e uma câmera bastante fixa nas horas dramáticas. Uma das melhores do ano. O filme também possui excelentes efeitos especiais, talvez a melhor coisa do filme. Os efeitos são realmente algo sem noção. A qualidade é tão mas tão boa que pode ser comparada com grandes produções dos EUA. Nem mesmo "Kung-Fusão" e "Shaolin Soccer" tem efeitos tão bons quanto os desse filme.
A trilha sonora tem uma boa partitura, mas as músicas de rock metaleiro ás vezes deixam o filme fora da realidade que ele próprio criou. Um trilha inteiramente orquestrada seria o máximo e deixaria o filme mais grandioso.
"Guardiões da Noite" é um verdadeiro sucesso por ser impressionante. O filme possui um fraco roteiro mas que na sua metade final não desaponta. O problema está mesmo na suam primeira metade onde o filme é confuso e que poucas coisas são explicadas no fim do filme. Talvez eles deixaram isso guardado para as duas próxima sequências, já que "Guardiões da Noite" foi concebido como uma trilogia. A segunda parte estréia dia 1° de Janeiro e a terceira e última parte está prometido para 2007. Espero que pelo menos alguma coisa seja resolvido nessas sequências, mas fora isso o filme é realmente bastante eficiente e emocionante.
PS: O FILME CHEGA AOS CINEMAS BRASILEIROS DIA 21 DE OUTUBRO!!!
NOTA: 8
(63%)
LENDA URBANA 3: A VINGANÇA DE MARY (Urban Legends: Bloody Mary)
De Mary Lambert. Com Kate Mara, Robert Vito, Tina Lifford, Ed Marinaro, Michael Coe, Lillith Fields, Nancy Everhard, Audra Lea Keener, Don Shanks e Jeff Olson. Terror. 93 min.
"Lenda Urbana" foi lançado em um momento em que a Columbia/Tristar estava dando o maior apoio para os filmes de horror, foi nessa época que o estúdio lançou "Eu Sei o Que Vocês Fizeram Verão Passado" e "Disturbing Behavior". Mas assim como a maioria dos filmes de horror nessa época que seguiam a linha de Pânico, que havia ressucitado o gênero, os filmes começaram a ganhar continuações. "Lenda Urbana" recebeu a sua e foi considerada um lixo. O filme era praticamente uma auto-paródia, pois praticamente satirizava a própria franquia, transformando-a numa comédiazinha do mesmo jeito que aconteceu com "A Hora do Pesadelo", Sexta-Feira13", "Brinquedo Assassino" e "Pânico". Eu realmente não esperava que eles tivessem a audácia de lançarem mais uma sequência para aquele que era um filme bom. "Lenda Urbana 3" me pegou de surpresa e por alguns instantes pensei que esse poderia ser um bom filme.
O filme conta a história de Samantha, uma garota que se vê atormentada pelo espírito de uma garota dada como morta. Mary foi assassinda por um garoto e teve seu corpo escondido e até hoje o corpo não foi encontrado. Agora o espírito de Mary volta para se vingar dos filhos dos garotos que fizeram isso com ela e sua amiga.
O roteiro não é nem um pouco original por misturar 2 excelentes histórias e acabar fazendo um péssimo filme. Tirou a idéia de "A Hora do Pesadelo", em que Freddy volta para matar os filhos das pessoas que o matarm e também pegou um pouco de "O Chamado" onde temos um espírito atormentado e um corpo escondido "pedindo" para ser encontrado, sem falar que o próprio espírito é uma mescla de Samara com Reagan de "O Exorcista".
O filme foi dirigido por Mary Lambert que já realizou bons clássicos como "Cemitério Maldito" e ainda o video-clipe clássico de Madonna "Like a Virgin". Nesse aqui ela usa toda a sua inexperiência para criar um mundo totalfente fictício e falso que não se preocupa em contar uma boa história e sim dar sustos, e nem isso consegue. O filme consegue no máximo tirar algumas risadas, pois as mortes são tão absurdas que chegam a ser engraçadas.
O filme é totalmente previsível. No momento em que botei o olho em tal personagem, notei que ele era o verdadeiro vilão da história e sabia que esse "outro lado" dele seria desvendado no final do filme. Os acontecimentos do filme são totalmente previsíveis e esperados. O filme não nos guarda nenhuma surpresa para o final.
No papel principale temos Kate Mara que futuramente estará em "Brokeback Mountain" de Ang Lee. Ela está terrível no filme. Sua atuação é típica daquels ersonagens bastante inocentes e que depois que se envolvem em um mistério não largam de jeito nenhum, esquecendo todos os seus estudos e outras tarefas. Seu irmão e ajudante na investigação é interpretado pelo jovem iniciante Robert Vito que fez uma aparição no fraco "Pequenos Espiões 3D: Game Over". Sua atuação também é bastante fraca se resumindo á poucas ações que realmente ajudam em alguma coisa na investigação. Talvez a atuação MENOS PIOR seja a de Tina Lifford, que interpreta uma Hippie que foi uma antiga amiga de Mary. A atriz possui uma carreira longa e com vários filmes em seu currículo. Ela até que faz uma trabalho mediano no filme, talvez por ser a que possui mais experiência. Não é nada de mais, é apenas mediano e dentro da normalidade.
O que me impressiona é que o filme foi lançado nos cinemas dos EUA, enquanto aqui no Brasil o filme foi lançado diretamente em vídeo. Como alguém permite lançar algo assim nos cinemas, ou melhor, como alguém permite lançar algo assim. O filme custou 800 mil dólares e arrecadou pouco mais de 9 milhões nos 3 meses que esteve em cartaz.
"Lenda Urbana 3" é um desastre total, desde a direção, passando pelo roteiro e chegando ás terríveis atuações. Um dos piores filmes de horror que já vi e olha que eu chego a gostar de filmes de horror que muitos detestam e eu chego a amar o filme (caso de "A Casa de Cera"), mas não teve chances. "Lenda Urbana 3" é realmente decepcionante e pior que tudo, muito chato.
NOTA: 2
(25%)
QUATRO AMIGAS E UM JEANS VIAJANTE (The Sisterhood of the Traveling Pants)
De Ken Kwapis. Com Amber Tamblyn, Alexis Bledel, America Ferrera, Blake Lively, Jenna Boyd, Bradley Whitford, Nancy Travis, Rachel Ticotin, Mike Vogel, Michael Rady e Leonardo Nam. Comédia/Drama. 119 min.
Na minha opinião não tem comparação, "Meninas Malvadas" é com certeza o melhor filme "teen" que eu já vi. Por que? Porque ele foge de alguns clichês típicos desse tipo de filme e tem realmente excelentes atuações. "Quatro Amigas e Um Jeans Viajante" está longe de ser um "Meninas Malvadas", mas não desaponta.
Tibby (Amber Tamblyn), Lena (Alexis Bledel), Bridget (Blake Lively) e Carmen (America Ferrera) se conhecem desde bebês, já que suas mães faziam aula de aeróbica juntas. Elas nasceram no mesmo mês e cresceram juntas, tornando-se grandes amigas. Agora com 16 anos elas estão prestes a se separar pela 1ª vez, já que Bridget, Lena e Carmen planejam viajar nas férias de verão. Em uma ida às compras antes da separação elas encontram uma calça jeans que, estranhamente, cabe perfeitamente nelas. As amigas decidem comprá-la e iniciar uma irmandade em torno da calça, acreditando que ela seja mágica pelo fato de se adequar ao corpos diferentes que possuem. São definidas regras para o uso da calça, sendo que uma delas é que cada uma das amigas poderá usá-la durante uma semana.
O filme parece ser meio bobinho e é. É bobinho mas não a ponto de ser ridículo. É uma comédia gostosa de assitir. O filme tem a direção Ken Kwapis que possui uma extensa carreira na televisão como diretor de seriados. É uma direção competente e que sabe muito bem o que fazer com cata ator em cena. O roteiro foi escrito por Delia Ephron, dos famosos "Mensagem Para Você" e "A Feiticeira", e também por Elizabeth Chandler que possui uma carreira de alguns fracassos e comédiazinhas baratas. O roteiro foi baseado no livro de Ann Brashares que se tornou um grande best-seller. A dupla de roteiristas até que fez um bom trabalho com os diálogos e o desenvolvimento da história, mas axistem alguns clichês do qual elas poderiam ter fugido. Mas no geral o roteiro está o.k..
O quarteto está simplismente fabuloso no filme. São realmente grandes atuações. Amber Tamblyn faz um excelente trabalho como uma documentarista que acaba se envolvendo com uma criança que sofre de Leucemia. Amber também fez parte do elenco de "O Chamado" interpretando a garota que morre logo no início do filme. Alexis Bledel interpreta uma garota que viaja para a Grécia e acaba se apaixonando pelo cara certo e errado ao mesmo tempo. Certo pois parece ser o tipo ideal de cara que toda a garota deseja namorar e errado por pertencer á família rival. Uma espécie de Romeu e Julieta. Sua atuação é bastante eficiente, pena que é difícil desconectá-la de seu personagem em "Gilmore Girls". Mas é America Ferrera que talvez faça a melhor atuação do filme como uma filha que descobre que o pai, divorciado de sua mãe, constituiu uma nova família onde acaba sendo excluída e algumas vezes ridicularizada quanto á seu peso. Sua atuação é com certeza a mais dramática e diante disso ela conseguiu fazer um trabalho magnífico. Mas também não posso esquecer de Blake Lively que interpreta uma típica patricinha americana que vai passar as férias num acampamento de verão e lá tenta seduzir um dos monitores, o que não é permitido. É a atuação mais fraca e o quadro que mais possui clichês, esse é o ponto fraco da história, mas que não deixa de ter bons momentos.
O filme possui uma excelente edição, intercalando os 4 verões de forma que não deixa o filme lento em nenhum momento e nem um pouco confuso. Realmente um trabalho excelente. A trilha sonora é recheada de POP´s americanos, mas também possui uma excelente orquestra tocando os temas criados por Cliff Eidelman. É realmente uma excelente trilha sonora, tanto na orquetrada quanto na adaptada.
"Quatro Amigas e Um Jeans Viajante" é um filme muito bom que poderia ser excelente se não fosse os clichês que eu já disse várias vezes acima. O filme tem excelentes toques de drama e também excelentes piadas. As atuações são muito boas e o roteiro e a direção são bastante competentes. Um filme para se assistir á tarde sem nenhum compromisso. Um típico filme de sessão da tarde e que fará bastante sucesso nas locadoras brasileiras, pois nos cinemas acho que o filme não irá emplacar. Fica então minha recomendação para que assistam "Quatro Amigas e Um Jeans Viajante".
NOTA: 8
(82%)
Pela primeira vez vou postar minha coleção inteira de DVD´s. São muitos, então fiquei com muita preguiça de ficar dando upload em cada estreliha, então botei asteriscos mesmo ao lado dos DVD´s. As notas são para os filmes e não para o produto, o DVD.
PRATELEIRA
1. 40 Dia e 40 Noites ***
2. Alguém tem que Ceder ****
3. American Pie: O Casamento **
4. Amnésia *****
5. Animatrix ****
6. Antz - FormiguinhaZ *****
7. O Apanhador de Sonhos **
8. Assassinato em Gosford Park ***
9. Beijo do Dragão ***
10. Ben-Hur (Duplo) *****
11. Bob Esponja e Seus Amigos *****
12. Bob Esponja em Perdidos no Fundo do Mar *****
13. Brinquedo Assassino ****
14. Cães de Aluguel *****
15. O Carteiro e o Poeta *****
16. O Caminho Para El Dorado *****
17. Carga Explosiva ***
18. Cemitério Maldito ***
19. Cemitério Maldito 2 **
20. Central do Brasil *****
21. O Chamado *****
22. Chicago *****
23. Christine ****
24. A Cidade dos Amaldiçoados ***
25. Cidade dos Homens 2003 ****
26. Convenção das Bruxas ****
27. O Crime do Padre Amaro ***
28. Dança com Lobos ****
29. O Dia Depois de Amanhã (Duplo) ***
30. O Diário da Princesa **
31. Diários de Motocicleta *****
32. Dirty Dancing ****
33. O Destino de Poseidon *****
34. Do Que As Mulheres Gostam ***
35. Endiabrado ***
36. O Enigma do Colar (N/A)
37. Esposas em Conflito *****
38. Estrada Para Perdição ****
39. Eu, Robô (Duplo) ****
40. Exterminador do Futuro 2 (Duplo) *****
41. Extermínio ***
42. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (Duplo) *****
43. Fahrenheit 11/9 *****
44. Fale Com Ela ****
45. A Fantástica Fábrica de Chocolates *****
46. Festim Diabólico ***
47. Forrest Gump (Duplo) *****
48. A Fuga das Galinhas *****
49. Ghost *****
50. Grease 2 **
51. Grito de Horror ****
52. Halloween *****
53. Halloween 2 ****
54. Halloween 3 ***
55. Halloween 4 ****
56. Halloween H20 ****
57. Halloween: Ressureição ***
58. Helena de Tróia (N/A)
59. Hércules *****
60. Homem-Aranha: A Série Animada (Duplo) *****
61. Homem-Aranha (Triplo) *****
62. Homem-Aranha 2 (Duplo) *****
63. O Homem Que Sabia Demais *****
64. Hulk *
65. A Identidade Bourne (Minissérie de TV) ****
66. O Iluminado **
67. Os Incríveis (Duplo) *****
68. Infidelidade *****
69. James e o Pêssego Gigante *****
70. Janela Indiscreta (1954) *****
71. Janela Indiscreta (1998) ***
72. Janela Secreta ****
73. Jimmy Neutron ****
74. O Júri ****
75. A Lenda **
76. A Lenda do Cavaleiro Sem Cabeça ****
77. A Liga Extraordinária **
78. Lisbela e o Prisioneiro ***
79. Looney Toones: De Volta a Ação **
80. O Mágico de Oz *****
81. O Massacre da Serra Elétrica (1974) ****
82. O Massacre da Serra Elétrica (Duplo) (2003) ****
83. Matrix Reloaded (Duplo) ****
84. Matrix revolutions (Duplo) *****
85. O Médico e o Monstro (N/A)
86. Medo ****
87. Medo em Cherry Falls **
99. Meninas Malvadas *****
100. Mestre dos Mares *****
101. Minority Report *****
102. Missão: Impossível ****
103. Missão: Impossível 2 ***
104. O Mistério de Candyman *****
105. Mistério na Neve *****
106. Moulin Rouge *****
107. A Noiva de Chucky ****
108. Os Normais ****
109. A Noviça Rebelde *****
110. Onde Homens e Um Segredo (1956) **
111. O que é isso companheiro ? ****
112. O Paciente Inglês *****
113. A Paixão de Cristo ****
114. As Panteras: Detonando ***
115. Os Pássaros *****
116. Pearl Harbor ****
117. O Pequeno Stuart Little **
118. Pequenos Espiões 3D ***
119. Perseguição *****
120. Planeta do tesouro ****
121. A Primeira Noite de Um Homem *****
122. A Profecia *****
123. Psicose (1960) *****
124. Psicose (1998) ****
125. Punk´d - 1ª Temporada (Duplo) *****
126. O Rei Leão (Duplo) *****
127. O Rei Leão 2 ****
126. O Rei leão 3 (Duplo) ***
127. O Resgate do Soldado Ryan (Duplo) *****
128. Resident Evil **
129. Ring - O Chamado (Japão) *****
130. Rocky Horror Picture Show *****
131. Rocky - Um Lutador ***
132. Romeu + Julieta ***
133. Os Rugrats e os Thornberrys Vão Aprontar ***
134. S.W.A.T. ***
135. Scanners ****
136. Scooby Doo 2 ***
137. O Segredo do Abismo *****
138. Segurança Nacional ***
139. A Senha: Swordfish ***
140. Sexta Feira 13 ***
141. Sexta Feira 13 - Parte 2 ***
142. Sexta Feira 13 - Parte 3 **
143. Sexta Feira 13 - Parte 4 ***
144. Sexta Feira 13 - Parte 5 *
145. Sexta Feira 13 - Parte 6 ****
146. Shakjespeare Apaixonado ****
147. O Show Deve Continuar *****
148. Shrek/Shrek 3D (Duplo) *****/****
149. Shrek 2 *****
150. O Silêncio dos Inocentes *****
151. Sinbad ****
152. A Sociedade dos Poetas Mortos *****
153. Star Wars - Episódio I (Duplo) ***
154. Star Wars - Episódio II (Duplo) ****
155. Stigmata ***
156. O Talentoso Ripley *****
157. A Testemunha ****
158. Thelma e Louise (Duplo) *****
159. Titanic *****
160. Toy Story *****
161. Toy Story 2 *****
162. Traffic (Duplo) *****
163. O Último Samurai ****
164. Vanilla Sky ****
165. A Viagem de Chihiro *****
166. A Vida é Bela *****
167. A Vingança de Willard ****
168. Volta ao Mundo em 80 Dias (1988) *****
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FILMES EMPRESTADOS
1. Jackie Brown *****
2. Perto Demais *****
3. O Clã das Adagas Voadoras *****
4. Todo Mundo Quase Morto ****
5. Dogville *****
6. Seven (Duplo) *****
7. Ray (Duplo) ****
8. O Exorcista: Versão do Diretor *****
9. Eterno Amor *****
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DVD´S COM LUVA PROTETORA
1. Harry Potter e a Pedra Filosofal ****
2. Harry Potter e a Câmara Secreta ***
3. Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban *****
4. Pacto Sinistro *****
5. O Quinto Elemento *****
6. A.I. - Inteligência Artificial ****
7. A Cor Púrpura *****
8. 007 - Um Novo Dia Para Morrer ****
9. A Volta ao Mundo em 80 Dias (1956) ***
10. E.T. - O Extraterrestre *****
11. Ladrão de Casaca ****
12. Cantando na Chuva *****
13. THX 1138 **
14. Freddy vs. Jason ****
15. Kill Bill Volume 1 *****
16. Kill Bill Volume 2 *****
17. Tubarão *****
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BOX
1. Scooby Doo - 1ª e 2ª Temporadas *****
2. A Hora do Pesadelo (3 Primeiros Filmes) *****/***/****
3. A Hora do Pesadelo (4 Últimos Filmes) ***/**/**/*****
4. De Volta Para o Futuro Trilogia *****/*****/***
5. Star Wars - Trilogia Original *****/*****/****
6. Alien Quadrilogia ****/*****/***/***
7. Band Of Brothers *****
8. M. Night Shyamalan Coleção (6° Sentido, Corpo Fechado e Sinais) ***** (Para todos)
9. Friends - 1ª Temporada *****
10. Friends - 2ª Temporada ***
11. Friends - 3ª Temporada ****
12. Friends - 4ª Temporada ****
13. Friends - 5ª Temporada ****
14. Friends - 6ª Temporada *****
15. O Melhor da Pixar (Monstros S.A. e Procurando Nemo) *****/*****
16. Alias - 1ª Temporada *****
17. Alias - 2ª Temporada *****
O que andei vendo...
Filmes que assisti semana passada e que não vou postar a crítica porque estou muito cansado... ah tri...
MAGNÓLIA (Magnolia)
De Paul Thomas Anderson. Com Tom Cruise, Pat Healy, Julianne Moore, Genevieve Zweig, Mark Flannagan, William H. Macy, Neil Flynn, Philip Seymour Hoffman e Rod McLachlan. 188 min. Drama/Romance
Um excelente filme onde são contadas histórias de pessoas que de alguma forma estão ligadas umas ás outras. Um filme onde o acaso é o personagem principal e um dos filmes mais original que já assisti. Cheio de mensagens subliminares que te fazem refletir durante um bom tempo...
- Indicado á 3 Oscars: Melhor Ator Coadjuvante (Tom Cruise), Melhor Roteiro Original e Melhor Canção (Save Me).
ENIGMA (Enigma)
De Michael Apted. Com Dougray Scott, Kate Winslet, Saffron Burrows e Jeremy Northam. Suspense/Romance/Drama. 119 min.
Um suspense muito bem construído onde o principal objetivo é levar p espectador para uma incrível investigação. Um suspense com excelente atuações de Dougray Scott e Kate Winslet.
FRIENDS: 6ª TEMPORADA
Com Jennifer Aniston, Courteney Cox, Lisa Kudrow, Matt LeBlanc, Matthew Perry e David Schwimmer. Comédia/Drama. 597 min.
Não é a melhor das temporadas, mas é excelente. Cada episódio possui sua própria história mas também acompanha a história geral do seriado que é praticamente sobre os romances de Rachel e Ross.Temporada muito boa.
O resto dos filmes vocês podem conferir a crítica abaixo: The Devils Rejects, A Casa dos 1000 Corpos e A Casa de Cera.
THE DEVILS REJECTS
De Rob Zombie. Com Sid Haig, Bill Moseley, Sheri Moon, William Forsythe, Ken Foree, Matthew McGrory, Leslie Easterbrook, Geoffrey Lewis, Priscilla Barnes e Danny Trejo. Terror/Suspense. 109 min.
Clique na imagem e veja esta excelente idéia para divulgar o filme... O pôster com os personagens do filme imita a obra "A Última Ceia"
O modo como me deparei com este filme é bastante interessante. Estava procurando por filmes para baixar no site Só Gratis e foi quando vi o título "The Devils Rejects". Eu já tinha ouvido falar no nome desse filme, mas não fazia idéia do que era. Comecei a fazer o download e faltando + ou - uma hora para acabar o download eu decido ir saber mais sobre o filme. Baixei o trailer e quando assisti vi que possuia os mesmos personagens de "A Casa dos 1000 Corpos" e quando digitei o nome do filme no site IMDB, entre parênteses estava escrito "House of 1000 Corpses 2". Fiquei completamente alucinado. Como eu não tinha ficado sabendo dessam sequência? Isso era simplismente formidável. Mas isso era apenas o começo.
O filme tem início quando o policial Wydell e sua tropa vão até a casa da família Firefly para vingar a morte de seu irmão. Chegando lá Otis e Baby fogem e a Mamãe Firefly é presa. Apartir dai o policial parte em umja caçada e os dois fugitivos se encontram com Capitão Spaulding. Então agora eles lutam para sobreviver, mas isso não impede que eles ainda mantenham sua fama de assassinos.
Com o sucesso do primeiro filme, era inevitável que uma sequência logo aparecesse, mas não pensei que esse conseguisse superar o original, mas superou. Por mais que eu goste do primeiro filme, não acho que aguentaria mais bizarrices e sangue jorrando pra todo o lado. The Devils Rejects aterrisa e consegue ser mais "normal", ou seja, possui um elemento de realidade presente na trama. Rob Zombie parece ter amadurecido bastante desde "A Casa dos 1000 Corpos" e algumas cenas deste novo filme me lembram cenas de filmes de um jovem Quentin Tarantino quando dirigiu "Cães de Aluguel".
O roteiro é bastante original e este filme prova que os verdadeiros protagonistas de "A Casa dos 1000 Corpos" são os integrantes da família. Aqui neste filme senti algo realmente bastante estranho. Você já vivenciou uma noite inteira com eles, você conhece eles e agora eles estão sendo perseguidos mas não para serem presos e sim para morrer. Eu, particularmente, não queria ver essa cena. Não queria que eles morressem. Queria passar mais um tempo com estes personagens. Mas por outro lado gostaria também que o policial vingasse a morte do seu irmão que na miha opinião foi a morte mais triste do filme anterior.
O elenco principal está todo de volta e desta vez, graças a Deus, Rob Zombie botou o Capitão Spaulding em várias cenas, fazendo-o um dos personagens principais. Esse é meu personagem favorito. Otis também está de volta e com certeza mais malvado e rabugento que nunca e também temos a adorável (e gostosa!!!) Baby, que desta vez está creditada nos créditos iniciais como Sheri Moon Zombie, uma referência á Rob Zombie. O trio realmente possui uma química que não havia no filme anterior, e sua jornada é com certeza muito mais interessante. Um grande feito do roteiro de Rob Zombie.
Esse é um filme bastante barato, então a edição, trilha sonora e direção de arte são bastante normais. O próprio filme não pedia grandes coisas e talvez toda aquela enorme direção de arte do primeiro filme tenha sido descartada para dar espaço para um filme mais "natural". O filme foi praticamente todo filmado em locações e isso é o que dá o verdadeiro tom de realidade no filme.
The Devils Rejects é com certeza melhor do o original e pelo final aqui se encerra a jornada da família Firefly. Entendam como quiserem: Eles morrem? Eles Fogem? Eles são abdusidos por alienígenas (não duvido de nada nesse filme)? A única coisa que sei é que talvez não veremos estes personagens novamente. Rob Zombie realizou um verdadeiro feito na arte de se fazer horror e com certeza seus dois filmes sobre a família Firefly serão lembrados por um bom tempo.
NOTA: 9
(53%)
A CASA DOS 1000 CORPOS (House of 1000 Corpses)
De Rob Zombie. Com Sid Haig, Bill Moseley, Sheri Moon, Karen Black, Chris Hardwick, Erin Daniels, Jennifer Jostyn, Rainn Wilson, Matthew McGrory, Robert Allen Mukes, Dennis Fimple e Walter Phelan. Terror. 88 min.
Rob Zombie era apenas mais um roqueiro no mundo até decidir fazer seu próprio filme de terror. Ninguém botou fé no filme e ninguém queria bancá-lo. Foi a Universal quem decidiu bancar o filme, mas logo após a finalização do filme, a empresa pensou que havia jogado dinheiro fora e decidiu não lançar o filme. Rob Zombie rondou as várias empresas de Hollywoos até que a Lions Gate Films decidiu lançá-lo em apenas 595 salas. O filme logo se tornou um sucesso cult do cinema de horror atual. Rob Zombie foi chamado para inúmeras entrevistas, finalmente ele tinha conseguido lançar seu filme. O filme arrecadou 12 milhões apenas nos EUA, algo bastante grande para o número de salas que o filme estreou.
Na década de 70, dois casais estão fazendo uma viagem em busca de diversão. Ao parar em uma loja de horrores na beira de uma estrada, eles conhecem a história do Dr. Satan (Walter Phelan), um famoso médico que matava suas vítimas aos poucos. Dr. Satan foi preso e enforcado, mas nunca encontraram seu corpo. Animados com a história, os jovens decidem visitar a árvore onde Dr. Satan foi enforcado para tentar descobrir onde está seu corpo atualmente.
O filme é uma total cópia "slacher" do clássico "O Massacre da Serra Elétrica", mas com muito mais bizarrices e muito mais "gore". Esse é o pruduto da furtiva mente de Rob Zombie. Claro que a história não é exatamente a mesma, mas estão lá todos os aspectod de "O Massacre da Serra Elétrica". A casa, a família e até mesmo o final do filme parecidíssimo, mas não é igual. Ás vezes você não sabe se deve rir ou se assustar, o filme parece ser uma total sátira e outras vezes fica realmente apavorante. Rob Zombie mostra que pode escrever estórias totalmente surreais, mas de um certo modo reais no seu mundo e que ainda assim apavora e te fazem rir.
Temos aqui um excelente casting. Os atores fazem excelentes interpretações, principalmente por parte da família. Sid Haig interpreta o palhaço Sapulding, o chefe da família e uma das figuras mais assustadoras que já vi. Bill Moseley é Otis, talvez o mais violento e temido da família. Sheri Moon é Baby, a gostosa que seduz os garotos até a casa. Ela é na verdade a mulher de Rob Zombie. Seu relacionamento já dura 12 anos. Um excelente elenco que faz atuações memoráveis e sempre satisfatórias e reais.
O maior destaque do filme fica pela direção de arte. Cheia de cores e com elementos bizarros por toda a parte. O filme possui uma conceito visual realmente perfeito e assustador. Os cenários são imensos e apavorantes. A casa parece ser gigantesca. Também temos uma boa trilha sonora assinada pelo próprio Rob Zombie. Assim como o resto do filme a trilha também possui elementos batante bozarros, mas nada que chegue a ser desconfortante.
Rob Zombie mostra que é um grande diretor ao investir nesse tipo de filme, que normalmente não faz sucesso, exemplo disso é o próprio Brasil que preferiu ver o filme sair direto nas lojas do que testemunhar um marco desses na tela grande. Aqui temos uma boa parte do que a imaginação de Rob Zombie é capaz. Um filme totalmente bizarro e com excelentes atuações junto á uma direção de arte realmente impecável. Um excelente filme...
"The End ?"
continua...
NOTA: 9
(16 %)
NOTÍCIA: Eu já havia discutido isso aqui ano passado, mas agora mudei de idéia. Se algum filme que foi exibido nos cinemas lá fora e chagou direto em vídeo aqui no Brasil, esse filme terá direito sim á estar entre os indicado do Prêmio Vênus.
A CASA DE CERA (House of Wax)
De Jaume Collet-Serra. Com Elisha Cuthbert, Chad Michael Murray, Brian Van Holt, Paris Hilton, Jared Padalecki, Jon Abrahams e Robert Ri'chard. Terror/Suspense/Drama. 113 min.
"A Casa de Cera" é a refilmagem de "Museu de Cera" que por sua vez é a refilmagem de "Os Crimes do Museu". "Museu de Cera" era estrelado por Vincent Price e ficou bastante famoso por ser o primeiro filme de um grande estúdio a ser filmado no formato 3-D. A história de filme para filme foi mudando, mas a mudança mais forte foi feita nesta refilmagem de 2005, onde somente o museu permaneceu intacto no roteiro, pois o resto foi tudo jogado fora.
Carly (Elisha Cuthbert), Paige (Paris Hilton), Wade (Jared Padalecki), Nick (Chad Michael Murray) e mais dois amigos decidem viajar de carro para o maior campeonato universitário de futebol americano a ser realizado no ano. Durante a viagem eles decidem acampar à noite, planejando seguir adiante pela manhã. Um acidente com um motorista de caminhão assusta o grupo, que no dia seguinte descobre que o carro em que estavam foi danificado. Sem saída, eles aceitam uma carona até Ambrose, a cidade mais perto do local. Ao chegar chama a atenção do grupo a Casa de Cera de Trudy, a principal atração de Ambrose, que possui várias estátuas de cera bastante parecidas com pessoas de verdade. Porém o que eles não sabem é o motivo pelo qual as estátuas parecem tão reais.
A cena de abertura do filme é excelente e ao mesmo tempo chocante. Já de cara vemos que o que estamos preste a assistir não será nada calmo, e é verdade. O filme possui um constante tom de suspense e como em todos os filmes de horror, na sua primeira metade só se fala de sexo. Mas no meio disso aida é reservado um espaço para conhecermos os personagens mais e descobrir do que eles gostam e qual o seu temperamento. O próprio roteiro já foge do clichê de que os dois atores principais tem que ser namorados ou amigos que se desejam, já que os principais do filme são irmãos gêmeos.
Crly é vivida por Elisha Cuthbert, que a interpreta de forma bastante convincente e dramática. Para falar a verdade, nunca vi uma personagem principal de filme de horror se machicar tanto quanto Carly. Ela perde um dedo, tem a boca colada com cola e etc... Elisha é conhecida do seriado "24 Horas" e aqui traz o talento usado em 24, fazendo sua atuação ser realmente a melhor do filme. Se irmão é interpretado por Chad Michael Murray, que estrelou o aclamado "Freaky Friday". Aqui ele interpreta um cara durão e rebelde, onde julga todos de estarem errado e somente ele estar certo. Ele é o par de Elisha na maioria das cenas e os dois fazem um bom trabalho juntos. Jared Padalecki é o namorado de Carly (Elisha). Sua interpretação está apenas normal, nada de mais. Seu personagem não pede muita coisa e sua aparição no filme não é grande coisa. Brian Van Holt é o vilão do filme, e que vilão. Realmente sentimos muito medo dele quando não há para sentir. Ele é um cara normal, como todos os outros, a única deiferença é que ele quer matar aqueles pobres adolescentes. E finalmente temos a "Barbie" Paris Hilton que simplismente não faz nada no filme além de transar e finalmente morrer. Por falar nisso, sua cena de morte é realmente chocante e com toda a certeza absoluta a melhor do filme. Talvez a única personagem em que torcemos para vê-la morrer.
O filme é dirigido pelo total estreante Jaume Collet-Serra. Este é seu primeiro filme, e para um primeiro filme até que ele começou bem. Sua direção é apenas correta e nada mais. Temos també o roteiro dos irmão Chad Hayes e Carey Hayes que antes só haviam feito roteiros para seriados de televisão. Eles estão preparando agora a refilmagem de "A Bolha Assassina". O roteiro de "A Casa de Cera" é bastante eficiente e consegue completar sua missão que é assustar. Não consegui nem contar quantas vezes eu e minha irmã nos assustamos assistindo á esse filme. E além de tudo o filme possui uma boa estória e um excelente desfecho.
A fotografia é algo realmente soberbo. Uma das melhores do ano. A fotografia do filme possui uma câmera bastante parada e com excelentes ângulos e cores. Um bom exemplo de uma excelente fotografia é a cena do cinema que na minha opinião é a cena mais bonita do filme. Mas também né, com essa direção de arte seria impossível ter um fotografia fraca. A direção de arte é mais que perfeita, é a melhor coisa do filme. A casa de cera é realmente algo absurdo e ao mesmo tempo impressionante. Um grande feito no filme. Temos também a mais do que excelente trilha sonora de John Ottman (X-Men 1 e 2). Sua trilha sonora é constantemente clássica mas ao mesmo tempo assustadora. Não perde o tom e excelentes temas.
"A Casa de Cera" é um excelente filme de horror que cumpre sua missão que é assustar. Claro que o filme possui os clássicos clichês, mas isso não tira a maior qualidade do filme que é o medo. Não é tão inteligente quanto "A Chave Mestra" e nem ao menos se tornará um clássico como "Terra dos Mortos", mas é um bom filme. E que venha "A Casa de Cera 2".
NOTA: 7,5
(23%)
FREDDY X JASON (Freddy vs. Jason)
De. Rony Yu. Com Robert Englund, Ken Kirzinger, Monica Keena, Jason Ritter, Kelly Rowland, Chris Marquette, Brendan Fletcher e Katharine Isabelle. Terror/Suspense. 97 min.
Encerro agora a minha série de críticas com todos os filmes de Freddy Krueger. Depois de 9 sem aparecer nas telas, Freddy retorna juntamente com um grande ícone do horror: Jason. Os dois estão em um filme que já estava sendo preparado desde os anos 80. Era somente uma questão de tempo e de um acordo entre a New Line (detentora dos direitos de Freddy) e a Paramount (detentora dos direitos de Jason). Em 1993 a New Line comprou os direitos de Jason e produziu o rasoável "Jason vai Para o Inferno" e em 2001 produziu o terrível "Jason X". O projeto Freddy vs. Jason finalmente começou a andar e foi contratado Rony Yu, o mesmo diretor de A Noiva de Chucky, para dirigir o filme.
Freddy Krueger (Robert Englund), o carniceiro de Springwood, assassinou dezenas de crianças. A população, tomada por uma total revolta, fez justiça com as próprias mãos e Freddy foi queimado vivo. Isto não impediu que ele continuasse praticando crimes, pois voltava através dos sonhos dos jovens e fazia atrocidades ainda maiores. Os moradores de Springwood resolveram fazer com Freddy algo que o deixou mais irritado que ter sido mandado para o inferno: o condenaram ao esquecimento. Todas as menções sobre sua existência foram apagadas e os jovens que ficaram mais traumatizados com suas macabras aparições foram mandados para um sanatório, onde tomavam uma droga experimental, Hypnocil, que os impedia de sonhar, o que impedia que Krueger agisse. Isto faz com que ele perca as forças gradativamente. Tentando se vingar, Freddy manipula alguém que estava com ele no inferno: Jason Voorhees ((Ken Kirzinger). Freddy o manda aterrorizar os jovens da Elm St., assim a cidade pensará que ele voltou. Seu plano não acontece como o planejado, pois Jason começa a matar todas as "crianças de Freddy" e isto realmente o enfurece. Mas quando Jason descobre que Freddy o usou, um confronto entre os dois se torna inevitável.
O roteiro parte de uma premissa interessante, mas poderia ser muito mais desenvolvido. No DVD do filme os produtores dizem que os roteiro inicial tinha 148 minutos, ou seja, havia muita estória. O roteiro não é falho, mas também não é dos melhores. Os roteiristas poderiam investir mais no confronto de Freddy e Jason, já que esse é o assunto principal do filme é um dos menos abordados. A direção de Rony Yu é bastante eficiente, mas ás vezes ele deixa a bola cair permitindo que certos atores estraguem o filme, principalmente Kelly Rowland. As piadinhas de Freddy estão de volta e isso não é nada bom. Claro que nem se compara com o 4°, 5° e 6° filme, mas ainda assim é um saco ter que assistir Freddy fazer piadinhas sem graça.
Os atores estão péssimos, com exceção de Robert Englund. Talvez por ser o único com alguma experiência na personagem, ele conseguiu manter o tom de sarcasmo e ainda assim conseguiu se desfazer de algumas piadas. Claro que elas ainda estão lá, mas algumas simplismente perderam a graça graças á atuação de Robert. O resto do elenco está horrível. Monica Keena consegue ser a pior mocinha dos filmes de Freddy. Tudo o que ela faz é chorar e gemer, e o pior é que o choro dela é sem lágrimas, o que mostra ainda mais o quão ruim ela é.
O filme possui uma excelente fotografia com cores diversas e uma excelente iluminação. A iluminação do filme é realmente o ponto alto. Uma excelente iluminação que faz da fotografia do filme uma atração á parte. Esta é a primeira vez que um filme de Freddy é filmado em 2.35:1 e eu particularmente fiquei bastante ancioso quando recebi a notícia de que o filme seria filmado nesse formato. A direção de arte tamém é bastante eficiente, principalmente nos sonhos de Freddy. A trilha sonora composta por Graeme Revell pe bastante mística e ele ainda adota os clássicos temas de Freddy e Jason e combina os dois criando uma excelente trilha sonora, claro que não é melhor do que a de "O Novo Pesadelo".
Freddy vs. Jason é apensa mais um filme. Poderia ser muito mais, mas infelizmente não foi. Ele é bastante eficiente e divertido e só. Possui as piadinhas de Freddy, mas não em excesso e tem um final bastante curioso. Um filme para ser assistido sem comprimissos. Um filme mediano, mas que está muito acima daqueles famosos "5° e 6°" do Freddy Krueger e com certeza bastante acima dos filmes de Jason, que na minha opinião são uma bosta. Freddy vs. Jason diverte e nada mais.
NOTA: 7
(38%)
Venceu 4 Prêmios no Prêmio Mr. Garfield de Terror e Suspense: Melhor Ator (Robert Englund), Direção de Arte, Efeitos Sonoros e Efeitos Especiais. Recebeu outras 7 indicações: Melhor Filme, Diretor (Rony Yu), Roteiro Adaptado, Fotografia, Edição, Som e Trilha Sonora.
O NOVO PESADELO DE WES CRAVEN: O RETORNO DE FREDDY KRUEGER (Wes Craven´s New Nightmare)
De Wes Craven. Com Heather Langenkamp, Robert Englund, Miko Hughes, Wes Craven, John Saxon, Robert Shaye, Sara Risher, Marianne Maddalena e David Newsom. Drama/Suspense/Terror. 113 min.
Era óbvio que Freddy não estava totalmente morto. Era somente uma questão de tempo até o estúdio ressucitá-lo novamente, mas não pensamos que seria em tão pouco tempo. Apenas 2 anos depois de "A Morte de Freddy" a New Line Cinema anunciou que o próprio Wes Craven dirigiria um novo filme de Freddy Krueger. O filme foi lançado em 1994 e conseguiu algo que muitos acharam impossível: trazer o medo que o espectador havia perdido por estes filmes. O filme possui um roteiro absurdamente original.
O filme "A Hora do Pesadelo" está prestes a completar seu 10° aniversário e a atriz Heather Langenkamp está sendo chamada para exaustivas entrevistas e sendo foco de vários jornalistas. Seu filho está passando por um sério problema onde diz ter medo do homem que vive na sua cama, Heather pensa que seu filho andou assistindo aos seus filmes e acabou tendo pesadelos com Freddy. Heather é chamada no estúdio da New Line e lá é chamada para estrelar um último filme de Freddy. Seu marido é brutalmente assassinado e então ela percebe que Freddy não é apenas um personagem criado pela imageinação de Wes Craven, ele algo real e agora está atrás de seu filho.
O roteiro foi escrito pelo próprio Wes Craven é um total exemplo da mente criativa que Wes Craven possui. Talvez essa fosse a única forma de fazer as pessoas temerem Freddy novamente: fazendo elas acreditarem que Freddy é real e que tudo aquli mostrado até agora não passava de ficção, o verdadeiro Freddy é muito mais assustador. E ele conseguiu, fez Freddy ser temido novamente e ainda por cima conseguiu criar o Freddy mais assustador desde o primeiro "A Hora do Pesadelo", com a melhor maquiagem da série e também com o melhor figurino. Freddy abandona o suéter rasgado e velhor e adota um novo e limpo suéter, acompanhado de uma capa preta que dá um tom totalmente sobrenatural e assustador ao personagem. A maquiagem é mais real e desta sim se parece com uma queimadura de verdade.
A direção de Wes também é excelente. Com a experiência em 2 filmes da série, os melhores por acaso, ele conseguiu demonstrar que entende bastante os personagens e sabe como manter o tom de realidade e fantasia. Sua participação no filme é extremamente fundamental e bastante eficiente. Por falar nisso, alguns atores interpretam a si mesmo no filme, o que dá mais liberdade ao ator, já que ele está interpretando ele mesmo no filme.
Heather está absolutamente formidável no filme. Talvez a atuação mais dramática de toda a série. Ela conseguiu perfeitamente captar a personagem, ela mesma, ou seja, conseguiu fazer da personagem o mais real e acrditável possível. Seu filho é interpretado por Miko Hughes, cujo já havia sido visto numa excelente e assustadora atuação em "Cemitério Maldito". Miko está realmente magnífico no filme. Uma criança de apenas 8 anos de idade, vivendo este personagem que é um dos que mais sofre com a constante perseguição de Freddy. E finalmente temos Robert Englund como Freddy Krueger, em sua melhor atuação na série inteira. Este Freddy é com certeza o mais assustador e com certeza está longe de ser considerado o mesmo Freddy de "A Hora do Pesadelo 4, 5 e 6". Este Freddy é bem mais robusto e claramente é bem mais forte e menos magricela, que era como eu via Freddy nos outros filmes. Um Freddy totalmente novo para uma nova geração totalmente nova.
A trilha sonora de J. Peter Robinson é mais do que excelente, é magnífica. Com toda a certeza absoluta a melhor trilha de toda a série. Ele mistura os clássicos temas criados por Charles Bernstein com uma trilha cheia de acordes místicos, criando temas que viraram clássicos. Na minha opinião este é o único filme que merecia ser indicado ao Oscar, nas categorias de: Melhor Maquiagem e Melhor Trilha Sonora. Um excelente trabalho tanto de maquiagem quanto de trilha sonora que mereciam destaque.
Wes Craven realmente conseguiu ressucitar Freddy e ressucitou ainda o medo perdido por Freddy. Um roteiro mais do que inteligente e grandes atuações em um filme que poderia ser um grande fracasso. Freddy está de volta, e em grande estilo.
NOTA:9
(80%)
PESADELO FINAL: A MORTE DE FREDDY (Freddy's Dead: The Final Nightmare)
De Rachel Talalay. Com Robert Englund, Lisa Zane, Shon Greenblatt, Lezlie Deane, Ricky Dean Logan, Breckin Meyer e Yaphet Kotto. Comédia/Terror. 89 min.
Finalmente Freddy chegou ao fundo do poço. Esse sexto filme consegue se auto-rotular como o pior filme de Freddy. Desde o início o filme foi um total pesadelo (desculpe pelo trocadilho). Primeiramente porque estavam tentando matar um dos principais "ganha-pão" da New Line que naquela época não fazia grandes filmes. Segundo, por tentar mostrar as origens de Freddy e fatalmente falahra nessa parte e em terceiro porque eles nem sequer conseguiram dar férias á Freddy, já que apenas três anos depois ele voltaria.
Rachel Talalay esteve presente em praticamente todos os filmes da série, só esteve ausente na quinta parte. Para dirigir ó "último" filme de Freddy muitos tentaram convencer Wes Craven, mas todos falharam. Então ficou na responsabilidade de Rachel Talalay bolar uma história e dirigir este que seria o último filme de Freddy.
Já de cara temos um enorme erro: o título. A morte de Freddy não é um título nada agradável para um fã de Freddy Krueger. Muitos deixaram de ir ao cinema por simplismente se tratar da morte de Freddy. Mas por outro lado, o título atraiu a atenção de outras pessoas que não eram fãs de Freddy, simplismente porque estavam prestes a matar um dos maiores vilões que o cinema já teve e isso era realmente algo grande. O trailer e o pôster do filme são belíssimos e funcionam perfeitamente, mas o filme...
Maggie Burroughs (Lisa Zane) é uma psicóloga que consegue penetrar nos pensamentos de John Doe (Shon Greenblatt), onde Freddy Krueger (Robert Englund) o ameaça. O jovem, foragido de Springwood, a cidade onde Freddy apareceu pela primeira vez, é o último sobrevivente jovem da região. Desmemoriado, ele afirma ser o filho de Freddy.
A cena de abertura é realmente fantástica e tem efeitos especiais sensacionais, mas apartir dai poucas coisas funcionam como deveria. As atuações são fracas e pouco convincentes, mas crei eu que isso seja graças ao "excelente" roteiro escrito por Michael De Luca. Temos um bom enredo, mas muito mal desenvolvido. As reviravoltas do filme até que são boas, mas poderia ser melhores. Rachel foi um péssima escolha para dirigir este filme. Uma diretora estreante fazendo um filme com tamanha importância nunca iria dar certo. Rachel precisaria de mais uns três ou quatro filmes de horror para poder dirigir este filme com a segurança necessária.
E Freddy? Ele morre?
Sim, ele aparentemente morre, assim como nos outros 5 filmes. Os últimos 15 minutos deste filme foram exibidos nos cinemas em 3-D. Mais uma scada de marketing para trazer mais pessoas para assistir ao filme. Quem não gostaria de ver Freddy saindo da tela de cinema, e que ocasião melhor para fazer isso que seu "último filme". Bom, pode ser que tenha levado algumas pessoas ao cinema, mas com certeza não foi essa a razão dos grande 33 milhões que o filme arrcadou. Talvez seja porque muitos perderam as esperanças de ver Freddy novamente na tela grande, então essa seria a última chance de poder ver Freddy na tela grande, estavam todos enganados.
Este sexto filme é um desastre, mas pelo menos diverte. Tente não levá-lo a sério. Não acredite no seu título e assista como se estivesse assistindo á uma paródia do personagem, então você irá se divertir. Mas é somente para isso que o filme serve e nada mais. Não acrescenta nada a história, mas tira o pavor que sentíamos de Freddy e talvez esse pavor, esse medo nunca voltará graças ás ridículas sequências que o filme teve (tirando 3°).
NOTA: 4
(13%)
- Recebeu uma indicação ao Framboesa de Ouro de Pior Canção Original "Why Was I Born (Freddy's Dead)".
Ás vezes eu me pergunto por que o Oscar ainda se recusa á indicar grandes atuações animadas. Durante um bom tempo fiquei pensando nas melhores atuações animadas que deveriam ser indicadas ao Oscar e quem sabe até ter vencido. Veja abaixo.
5° - Mike Wazowski (Billy Crystal)
Melhor Ator Coadjuvante
Billy Crystal fez um trabalho de mestre nesse filme e realmente merecia a indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante por seu trabalho em Monstros S.A. Um dos personagens mais engraçados da Disney.
4° - Dory (Ellen DeGeneres)
Melhor Atriz Coadjuvante
Uma das atuações mais cômicas que já vi na minha vida e com um tom de sinceridade e dramaticidade que nunca tinha visto antes. Ellen está excelente em Procurando Nemo e merecia a indicação.
3° - Burro (Eddie Murphy)
Melhor Ator Coadjuvante
Eddie Murphy consegui fazer sua melhor interpretação neste filme que eu considero como um dos melhores e mais engraçados filmes animado. Ele chegou a ser indicado ao BAFTA por sua atuação em Shrek.
2° - Gênio Azul da Lâmpada Mágica (Robin Williams)
Melhor Ator Coadjuvante
Robin está mais do que excelente em Aladdin, uma de suas melhores atuações, senão a melhor. Robin chegou a ganhar um Globo de Ouro especial por seu trabalho na dublagem do filme Aladdin. Robin Williams é um dos 2 atores que além de merecer a indicação, mereciam até mesmo vencer o Oscar. O outro ator que merecia vencer é...
1° - Gollum/Sméagol (Andy Serkis)
Melhor Ator Coadjuvante
Simplismente a melhor atuação animada que eu já vi na minha vida. Andy fez talvez até a melhor atuação que eu já vi. Um desempenho de mestre. Deveria ter sido indicado pelos doi últimos "Senhor dos Anéis" mas deveria ter vencido pelo segundo filme, onde seu personagem é mais presente. Um verdadeiro triunfo.
Esses são os 5 atores animados que eu acho que deveriam ser indicados ao Oscar.
VÔO NOTURNO (Red Eye)
De Wes Craven. Com Rachel McAdams, Cillian Murphy, Brian Cox, Laura Johnson, Max Kasch, Jayma Mays, Angela Paton, Suzie Plakson e Jack Scalia. Suspense/Drama/Ação. 85 min.
Depois de 5 anos sem dirigir um só filme, Wes Craven volta com uma bomba como "Amaldiçoados", mas no mesmo ano consegue se reconciliar com seu público lançando o fenomenal "Vôo Noturno". Ultimamente os diretores que vêm tirando umas "férias" vem voltando com grandes filmes, como é o caso de Quentin Tarantino que voltou com Kill Bill. Wes Craven volta não com um filme de terror, que é a sua especialidade, mas sim com um suspense psicológico que é curto e grosso. Um filme que já vai direto ao assunto e bum bum bum, o filme já acabou. É um filme curtinho, de apenas 85 minutos, mas que dentro desses rápidos 85 minutos estão contidos os melhores atributos criados para o cinema: você se assusta, você se emociona, você torce pela personagem e você vibra junto com o filme.
Lisa Reisert (Rachel McAdams) detesta voar, mas precisa realizar uma viagem. O temor que ela possui se torna insignificante perante a situação que passa a vivenciar dentro do avião. Logo após a decolagem o homem que está na poltrona ao seu lado, Jackson (Cillian Murphy), diz a Lisa que o motivo de estar naquele vôo é matar um poderoso homem de negócios, que também está no avião. Jackson exige a ajuda de Lisa em seu plano, pois caso contrário um assassino contratado por ele irá matar o pai dela, o que depende apenas de uma ligação telefônica.
O roteiro do filme é bastante inteligente e nos apresenta uma história bastante original e inédita, o que é difícil nos dias de hoje. Esse é o primeiro roteiro escrito para o cinema de Carl Ellsworth, que já havia escrito episódios de "Buffy" e Xena". A idéia de se fazer um filme sobre um "sequestro" no avião ´pode até parecer algo já feito ou até uma estória velha, mas quando falamos que o sequestro é apenas com uma pessoa e os outros passageiros não sabem de nada ai fica muito mais interessante. Foi essa idéia que me chamou a atenção no filme.
Wes Craven dirige este filme belíssimamente, com um talento único. Na minha opinião esse é seu melhor filme desde "Pânico" e com certeza muitos acharão isso. Este filme prova que Wes Craven ainda não perdeu seu talento de contar boas histórias como muitos achavam após sair de uma sessão de "Amaldiçoados". Aqui Wes Craven consegue obter o nível exato de drama e suspense e ainda consegue fazer uma química perfeita entre Cillian e Rachel.
Falando nos dois, eles estão estupendos. É extremamente raro assitir á mocinha atuar na maior parte do filme ao lado do vilão, mas é exatamente isso que o filme faz. Rachel McAdams realmente captou a personagem e nota-se que ela deu tudo de si para fazer dela o mais realista possível. Em nenhum momento você pensa "eu não faria isso" ou "eu faria de outro jeito". A personagem de Rachel é mulher madura e segura do que quer de principalmente do que sente. Cillian intrepreta um vilão que realmente assusta. Seu jeitão "cavalo" e extremamente sincero é em muitas vezes assustador. Cillian faz um excelente trabalho, assim como já havia feito nos excelentes "Extermínio" e "Batman Begins". Cillian e Rachel são com certeza as grandes revelações do momento.
O filme possui uma bela fotografia, bastante ampla nos momentos iniciais do filme e depois bastante fechadas dentro do avião, o que da a sensação de realmente estar num lugar onde você não para onde fugir. A direção de arte do filme é impecável, reproduzindo um avião com extrema semelhança. Temos aqui também uma excelente edição. Ás vezes bastante lenta, dando tempo para cada ator terminar sua fala e outras vezes bastante rápida como nas discussões do "casal" e nas constantes perseguições no final do filme. A trilha sonora é bastante eficiente, mas não acrscenta grande coisa ao filme.
"Vôo Noturno" mostra o renascimento de um gênio juntamente com duas grandes revelações dos últimos anos. Um excelente e eficiente filme que funciona de forma esplendorosa e que com certeza nao será esquecido tão facilmente, talvez até nem seja.
NOTA: 9
(82%)
A HORA DO PESADELO 5 - O MAIOR HORROR DE FREDDY (A Nightmare on Elm Street - The Dream Child)
De Stephen Hopkins. Com Robert Englund, Lisa Wilcox, Erika Anderson, Valorie Armstrong, Michael Ashton, Beatrice Boepple, Matt Borlenghi, Noble Craig, E.R. Davies, Burr DeBenning e Beth DePatie. Terror/Suspense/Comédia. 90 min.
O quarto filme pode ter ficado apenas na média e foi justamente isso que levou os diretores da New Line Cinema a quererem mais um "A Hora do Pesadelo". A quinta parte chegou aos cinemas um ano após o quarto e foi um horror. A crítica detestou e os fãs odiaram. O filme até que conseguiu juntar algum dinheiro, mas foi menos que a metade do que A Hora do Pesadelo 4 arrecadou.
Alice está grávida e começa a ter pesadelos novamente. Seu namorado morre e ela fica cada vez mais desesperada. Ela então descobre que Freddy está de volta, mas não em seus pesadelos e sim nos de seu filho que está para nascer. Agora Alice terá que enfrentar uma batalha interna para conseguir, mais uma vez, destruir Freddy.
O filme já vem de uma premissa totalmente pirada e que foge totalmente do contexto da série. O roteiro foi escrito por Leslie Bohem que recentemente escreveu o roteiro da excelente minissérie "Taken" de Steven Spielberg. Leslie Bohem era um escritor ainda em ascenção, já havia feito somente um trabalho, A Casa do Espanto 3, que também havia sido um fracasso. Foi um erro completo contratá-lo para fazer esse filme.
A direção de Stephen Hopkins é praticamente invisível. Você ve que o filme é praticamente feito sem nenhuma direção. Talvez os verdadeiros diretores do filme sejam os produtores e os atores e Stephen Hopkins está ali somente para atrapalhar mesmo. Stephen viria depois a fazer grandes clássicos como Predador 2 e episódios do seriado 24 Horas. Tendo esse currículo pós-A Hora do Pesadelo, podemos pensar que ele poderia ter feito um trabalho muito mais animador para nós, fãs de Freddy.
Os atores estão apenas O.K. São simples atuações de adolescentes querendo algum espaço no meio cinematográfico. Dá para notar que o que eles mais querem é estar o tempo inteiro aparecendo na tela. Foi um tremendo erro contratar esse tipo de gente. Alguns nunca mais fizeram outro filme e outros só fizeram pequenos e fracassados filmes de horror.
A fotografia é dirigida por Peter Levy que fez excelentes trabalhos em "The Life and Death of Peter Sellers" e "24 Horas". Também foi o diretor de fotografia de Predador 2. Nesse filme ele abusa das cores, talvez por escolha dos diretores. O filme peca por ser muito colorido e ter pouquíssimas cenas sombrias. A fotografia do filme está boa... para uma comédia, mas para um filme de horror, está um pouquinho abaixo da média. Temos também a normal trilha sonora de Jay Ferguson que faz um terrível trabalho adotando notas clássicas de filmes de comédia, tentando dar mais graça ao filme.
Aqui está o verdadeiro declínio do Império de Freddy Krueger. A Hora do pesadelo 5 é um desastre, mas um desastre que diverte. Freddy está mais engraçadinho e menos pavoroso, e isso é um grande problema, mas esqueçam que esse é um filme de terror e vocês irão se divertir. A Hora do Pesadelo 5 está bem abaixo da média, mas não deixa de ter seus momentos.
NOTA: 3
(27%)
KUNG-FUSÃO (Gong Fu)
De Stephen Chow. Com Stephen Chow, Xiaogang Feng, Wah Yuen, Zhi Hua Dong, Kwok Kuen Chan, Chi Chung Lam, Qiu Yuen e Kai Man Tin. Coméida/Ação. 99 min.
Stephen Chow vem se mostrando ser um grande diretor tanto de comédias quanto de ação, misturando os dois e fazendo grandes filmes. Shaolin Soccer foi o primeiro filme dele que eu assisti e achei sensacional. A comédia é super engraçada e as cenas de ação sao estupendas. Agora me deparo com mais uma mistura assinada por Stephe: Kung-Fusão.
O filme conta a história de Sing (Stephen Chow), um ladrão de segunda categoria que sonha em integrar a sofisticada e implacável gangue Axe, que controla o submundo da cidade. Ele tenta extorquir dinheiro de um dos moradores do Beco Curral do Porco, um movimentado complexo de apartamentos da periferia, mas é surpreendido pelos vizinhos da vítima, que são mestres nas artes marciais. As tentativas atrapalhadas de Sing chamam a atenção da gangue Axe, que entra em conflito com os moradores do Beco do Curral do Porco.
O roteiro do filme até que é bem escrito, mas se resume a mostrar lutas e mais lutas, deixando de lado uma boa estória. Mas as lutas do filme são incríveis e sensacionais, embora algumas vezes os efeitos especiais sejam mal feitos, mas nada que impeça o espectador de se impressionar. O roteiro do filme ainda dá espaço para algumas singelas homenagens á Homem-Aranha e O Iluminado de Stanley Kubrick.
Stephen Show mostra mais uma vez ser um bom diretor nesse filme. Um bom diretor de elenco e de grandes cenas de ação. Falando em elenco, o filme possui excelentes atuações, incluindo a do próprio Chow. Deve ser difícil ser um diretor-ator, pois quem irá criticar sua atuação a não ser você mesmo? Wah Yuen talvez seja o que possui a melhor atuação, mostrando todo o tempo o quão engraçado e ao mesmo tempo dramático seu personagem é.
O filme tem um fotografia exuberante e com ângulos bem abertos, o que nos dá a chance de observar bem a enorme direção de arte que o filme possui. A direção de arte é bastante detalhada e bem colorida, um trabalho de mestre. Os efeitos especiais, como disse acima, ás vezes são um pouco falhos, mas nada que chegue a incomodar como me incomodou em Van Helsing. Os efeitos sonoros que acompanham os efeitos especiais são de primeira linha e sao mais que perfeitos.
Mas talvez seja a trilha sonora do filme que mereça um grande crédito. A trilha do filme é clássica e dá o tom perfeito ao filme, realçando as clássicas trilhas orientais com os clássicos filmes de gângsters americanos. Um excelente trabalho de Raymond Wong.
Kung-Fusão é um bom filme, mas que não consegue ser tão engraçado quanto Shaolin Soccer. Algumas piadas simplismente não funcionam e os efeitos precisam ser melhorados. Mas mesmo assim é um filme divertido que tem excelentes momentos e grandes lutas que te deixa boquiabertos. Stephen Chow conseguiu novamente!!!
NOTA: 8
(89%)
Ganhou 6 Prêmios no Hong Kong Film Awards: Melhor Filme, Ator Coadjuvante (Wah Yuen), Edição, Efeitos Sonoros, Efeitos Especiais e Coreografia de Ação. Além de receber outra 10 indicações: Melhor Diretor (Stephen Chow), Ator (Stephen Chow), Atriz (Qiu Yuen), Ator Coadjuvante (Kwok-Kwan Chan), Novo Artista (Sheng Yi Huang), Roteiro, Fotografia, Figurino/Maquiagem, Direção de Arte e Trilha Sonora.
A HORA DO PESADELO 4 - O MESTRE DOS SONHOS (A Nightmare on Elm Street 4 - The Dream Master)
De Renny Harlin. Com Tuesday Knight, Ken Sagoes, Rodney Eastman, Lisa Wilcox, Andras Jones, Danny Hassel, Brooke Theiss, Toy Newkirk e Robert Englund. Terror/Suspense/Drama. 94 min.
Depois do enorme sucesso de crítica e público da terceira parte, os produtores se animaram a fazer mais uma sequência. Essa aqui é a única sequência que traz os mesmos personagens do filme anterior. Todos os sobreviventes de A Hora do Pesadelo 3 estão aqui. Mas a atriz Patricia Arquette não quis participar de outro filme do Freddy então no seu lugar foi chamada Tuesday Knight, que infelizmente não consegye superar a excelente atuação de Patricia.
Depois de ser destruído, Freddy retoma suas forças e volta para mais um massacre. A garota Kristen não consegue derrotá-lo, então fica a cargo de Alice. Seus amigos começam a ser assassinados e ela não admite isso. Ela então se envolve numa misteriosa viagem para derrotar Freddy.
Talvez esse seja o filme que tenha a história mais simples, mas pode ser por isso que muitos gostem dele. Depois do roteiro super inteligente de A Hora do pesadelo 3, nada como dar uma acalmada na série. Mas infelizmente aqui Freddy se torna aquele palhaço que até hoje é lembrado.
As atuações do filme são apenas normais, a melhor é a de Lisa Wilcox que interpreta Alice. Robert Englund está muito fraco, interpretando um Freddy palhaço que não funciona e nem dá medo.
O elenco está fraquinho, mas o roteiro funciona. Não funciona como funcionou com "A Hora do Pesadelo 1 e 3" mas funciona. Não nada espetacular, mas é divertido. É um daqueles filmes que simplismente foram feitos para divertir. Renny Harlim faz um belo trabalho na direção deste filme, sua direção é segura e segue na linha da lógica. Mesmo esse filme não sendo o melhor da série, Renny faz um bom trabalho e só.
O filme tem uma belíssima fotografia e merece um grande destaque. As cores do filme são excelentes e os ângulos bem abertos vai contra as regras da fotografia de um filme de horror, onde os ângulos são bastante fechados. A trilha sonora do filme é apenas eficiente, mas tem seus grandes momentos, na maioria os dramáticos.
A Hora do Pesadelo 4 marca a tranformação do Freddy malvado para o Freddy engraçado, o que não é nada bom. Apartir desse filme a carreira de Freddy caiu e muito. Ele não assusta como antes e até mesmo os filmes antecessores ficaram engraçados depois desse aqui. Esse filme é bem bom, mas não é dos melhore, apenas uma diversão e que cumpre seu dever.
NOTA: 7
(50 %)
TERRA DOS MORTOS (Land of the Dead)
De George A. Romero. Com Simon Baker, John Leguizamo, Dennis Hopper, Asia Argento e Robert Joy. Terror/Suspense/Drama. 93 min.
Os únicos filmes sobre mortos-vivos que eu gosto são aqueles que tem algo a ver com George A. Romero. A trilogia dos Mortos é simplismente uma obra-prima, suas refilmagens acrescentam algumas coisas bastante interessantes (principalmente Madrugada dos Mortos) e agora George A. Romero quebra a trilogia e nos dá a quarta parte da dominação dos mortos-vivos. Assim com nos anteriores, o filme não traz de volta personagens mas retoma a história de como está a Terra após a contaminação.
Os zumbis tomaram o controle do planeta. Os poucos humanos que conseguiram sobreviver vivem agora em uma cidade cercada por muros, que impedem a invasão dos zumbis. Enquanto que as ruas da cidade são dominadas pelo caos, os mais ricos vivem isolados em prédios extremamente protegidos. Em meio às brigas internas na cidade os zumbis planejam um novo ataque, já que estão atualmente em uma forma mais evoluída da espécie.
O filme parte de uma premissa bastante interessante e original. George fez um excelente trabalho com o roteiro, transformando-o no mai humano e real possível. Assim como os humanos, os zumbis também evoluíram e neste filme já são vistos armados, uma das grandes sacadas de Romero.
O filme questiona áté onde vamos para sobreviver. Os humanos isolados nesta pequena cidade vivem em conflitos e são até capazes de trapacear para assegurar sua própria sobrevivência. Algo wue já havia sido falado nos outros longas, mas que nesse aqui está mais explícito do que nunca. O roteiro ainda aborda uma guerra de classes sociais, onde temos aqueles que desfrutam de toal conforto e mordomia e os outros que vivem em total desgraça, chegando a ser mendigos. O filme é uma metáfora sobre a população atual.
O filme tem excelentes atuações. Simon Baker (O Chamado 2) faz um excelente trabalho como um rebelde que contraria todas asregras da cidade e vai em busca de um lugar melhor. Temos também uma excelente atuação de John Leguizamo como um homem que se sente traído por não ser aceito no tão famoso prédio da cidade. Ele decide roubar a única grande arma que os humanos tem contra os zumbis, o grande caminhão. Um excelente elenco que ainda conta com uma excelente participação do indicado ao Oscar Dennis Hooper.
O filme possui uma excelente fotografia, com ângulos bastante fechados e com uma excelente iluminação, já que o filme se passa praticamente á noite. Uma das melhores fotografia do ano. A trilha sonora do filme também é um grande ponto a favor do filme. Misturando tom bastante dramáticos com alguns tons de suspense e terror e ás vezes alternando para o rock metaleiro, a trilha de Terra dos Mortos é excelente e muito bem orquestrada.
O filme não usa muito dos efeitos especiais, mas quando usa você chega a ficar boquiaberto. São composições digitais de cair o queixo. Outro grande atributo, talvez um dos melhores do filme, é a maquiagem. A maquiagem de Terra dos Mortos é diferente de qualquer maquiagem de filmes de mortos-vivos que já vi. Os mortos-vivos são realmente assustadores graças á equipe de maquiagem que fez um excelente trabalho. Talvez o melhor trabalho de maquiagem do ano.
"Terra dos Mortos" é uma perfeita crítica á sociedade que pode se encaixar em qualquer tempo. Um filme que mostra que as pessoas não estão interessados numa paz mundial e sim numa paz pessoal. Desde que ela mesmo esteja bem, o resto que se foda. O filme faz essa comparação junto á divisão de classes sociais, onde vemos perfeitamente que o rico tem mais proteção e conforto quanto o pobre dorme na rua e não desfruta de nenhum conforto. Um dos melhores filmes do ano e na minha opinião o mais humano e melhor filme de zumbis.
NOTA: 9,5
(72%)
A HORA DO PESADELO 3 - OS GUERREIROS DOS SONHOS (A Nightmare on Elm Street 3 - Dream Warriors)
De Chuck Russell. Com Heather Langenkamp, Craig Wasson, Patricia Arquette, Robert Englund, Ken Sagoes, Rodney Eastman, Jennifer Rubin, Bradley Gregg, Ira Heiden e Laurence Fishburne. Drama/Suspense/Terror. 96 min.
Logo após a desastrosa sequência "A Hora do Pesadelo 2", muitos ficaram bastante desconfiados quando ficaram sabendo dessa 3ª parte. Mas foi só depois da confirmação de que Wes Craven escreveria o roteiro e de que a triz princial do primeiro filme estaria de volta foi que as pessoas começaram a crar espectativas para o filme. O filme etreou em Fevereiro de 1987 e não bateu as espectativas, ele as superou. O terceiro filme era tão bom que podia ser comparado com o longa original. Na direção temos o competente Chuck Russell e temos o roteiro muito bem escrito de Wes Craven.
O filme mostra um grupo de adolescentes internados numa clínica por terem pesadelos excessivos, mas os médicos não vêm nada de interessante no fato de todos eles estarem sonhando com a mesma pessoa. Até que um uma médica chamada Nancy é contratada pelo hospital para ajudá-los. Lá ela acaba confrontando novamente Freddy Krueger.
O filme tem nos papéis principais a talentosíssima Heather Langenkamp e a iniciante porém bastante competente Patricia Arquette (curiosamente seu irmão David Arquette foi o intérprete de Dewey na trilogia Pânico, também de Wes Craven). Em certos momentos o filme deixa de ser um terror para se tornar em belo suspense e ás vezes até em um drama. O filme deixa todo aquele sangue de lado para se focar na "criação" dessa nfigura que todos temem e por que ele está atacando essas pessoas.
O filme tem efeitos especiais bastante bons e alguns até impressionante para a época. O filme usa bastante a técnica Stop-Motion para criar os movimentos de alguns boneco e na cena final, do esqueleto de Freddy. Por falar em final, o final desse filme é totalmente inesperado e surpreendente. O interessante é notar que as descobertas sobre a origem de Freddy seguem até os últimos segundo do filme, o que deixa o filme com aquele tom de mistério, investigação e deixa de lado a sanguera.
A trilha sonora de Angelo Badalamenti é espetacular. Misturando drama com suspense e criando músicas que ficaram famosas nos filmes, mas que não são reconhecidas como sendo desse filme. Badalamenti consegue fazer um de seus melhores trabalhos neste filme. A fotografia do filme é bastante boa, mas nada que seja impressionante. O ponto aldo do filme é realmente a direção, acompanhada de um excelente roteiro.
Essa terceira parte é realmente uma volta por cima. Um filme que não tinha nada para dar certo, mas que com o dedo de Wes Crave se torno em um dos melhores da série. Por mais que seja bom esse filme, não posso deixar passar a sensação de desconforto que senti em algumas mortes que me pareceram um tanto cômicas. Talvez tenha sido aqui que tenha começado a fase "engraçadinha" de Freddy. Mas mesmo assim o filme é excelente.
NOTA: 8
(75%)
A HORA DO PESADELO 2 - A VINGANÇA DE FREDDY (A Nightmare on Elm Street 2 - Freddy´s Revenge)
De Jack Sholder. Com Mark Patton, Kim Meyers, Robert Rusler, Clu Gulager, Hope Lange, Marshall Bell e Robert Englund. Terror/Suspense. 87 min.
Curiosamente esse foi o primeiro "A Hora do Pesadelo" que eu assisti. O filme pega carona com o imenso sucesso do primeiro filme e é lançado apenas com um ano de diferença do primeiro. Essa segundo filme não atingiu ás espectativas dos fãs que esperavam por um grande retorno e como diz o título, uma grande "vingança" de Freddy.
A cena de abertura do filme é simplismente excepcional e tem efeitos especiais bastante bons para a época. Apartir dai o filme é so clichês e cenas que tentam manter o mesmo suspense criado no primeiro filme. O roteiro parte de um premissa até que interessante. Após ser derrotado por Nancy, Freddy perde as forças para penetrar nos sonhos das pessoas. Ele deseja possuir um corpo para que possa continuar seu legado de assassinatos.
O filme tem mortes ridículas e um final totalmente imprevisível, já que foge de todas as regras formadas pelo primeiro filme. O final do filme é simplismente o cúmulo dos cúmulos em relação á infidelidade com o filme anterior. Freddy consegue fazer truques como ficar invisível, algo que somente nesse filme foi mostrado, o que mostra a "viajada" que eles deram no roteiro do filme.
As atuações são normais, mas nada que mereça o mesmo destaque do elenco do filme original. Kim Meyers poderia ter sido um grande e talentosa atriz, nesse filme ela consegue ser a mais realista e talvez a única a desempenhar o tom dramático necessário. Robert Englund se mostra um tanto "emolgado" com esse filme. Talvez com o sucesso do filme anterior ele já estivera vendo sua carreira decolar com esse personagem, mas foi essa exaltação que te faz, ao longo do filme, deixar de temer Freddy.
O filme ainda tem alguns sustos que surpreendem e depois de vária vezes assistidos ainda assutam, mas nada que consiga salvar o filme do desastre que é.
Por mais fã de Freddy que eu seja, não consigo dar mais que 2 estrelas para o filme. Esse aqui se encaixa naquela famosa categoria "filmes de terror para adolescentes" mas que conseguiu ficar parado no tempo. Embora o primeiro ainda se mostre bastante atual, o mesmo não acontece com essa sequência que parece ter ficado á anos-luz atrás do original.
NOTA: 3
(17%)