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O Que é: Uma premiação criada por mim (Kahlil) onde eu, com a ajuda de algumas pessoas, escolho os melhores do ano. A primeira edição foi esse ano. Veja abaixo os vencedores.

MELHOR FILME DRAMA
A Voz do Coração

MELHOR FILME AVENTURA
Kill Bill

MELHOR FILME COMÉDIA
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

MELHOR FILME SUSPENSE
A Vila

MELHOR DIRETOR
Quentin Tarantino (Kill Bill)

MELHOR ATOR
Gérard Jugnot (A Voz do Coração)

MELHOR ATRIZ
Uma Thurman (Kill Bill)

MELHOR ATOR COADJUVANTE
David Carradine (Kill Bill)

MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Daryl Hannah (Kill Bill)

MELHOR ROTEIRO ORIGINAL
Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças

MELHOR ROTEIRO ADAPTADO
A Voz do Coração

MELHOR FOTOGRAFIA
Kill Bill

MELHOR FIGURINO
Kill Bill

MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

MELHOR MAQUIAGEM
A Paixão de Cristo

MELHOR EDIÇÃO
Kill Bill

MELHOR SOM
Kill Bill

MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban

MELHOR TRILHA SONORA DRAMA
A Voz do Coração

MELHOR TRILHA SONORA AVENTURA
Kill Bill

MELHOR TRILHA SONORA COMÉDIA
Os Incríveis

MELHOR TRILHA SONORA SUSPENSE
A Vila

MELHOR CANÇÃO
Vois Sur Ton Chemin (A Voz do Coração)

Kill Bill - 11 Prêmios
A Voz do Coração - 5 Prêmios
Brilho Eterno - 2 Prêmios
Harry Potter III - 2 Prêmios
Os Incríveis - 2 Prêmios
A Vila - 2 Prêmios
A Paixão de Cristo - 1 Prêmio



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Domingo, Outubro 30, 2005

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FILMES VISTOS NESTE FIM DE SEMANA

ABRACADABRA (Hocus Pocus)
De Kenny Ortega. Com Jason Marsden, Bette Midler, Sarah Jessica Parker, Kathy Najimy, Omri Katz, Thora Birch e Vinessa Shaw. Aventura/Fantasia/Comédia. 104 min.

Bom filme que invoca o tema o espírito do halloween. Muito bem feito, com excelentes figurinos, direção de arte, trilha sonora e edeitos especiais. As atuações são muito boas também, mas o roteiro é bastante falho ao ser ás vezes infantil em excesso, com piadinhas sem graça e etc. Uma boa pedida para essa época do ano.

NOTA: 7

DARK WATER - ÁGUA NEGRA (Honogurai mizu no soko kara)
De Hideo Nakata. Com Hitomi Kuroki, Rio Kanno, Mirei Oguchi, Asami Mizukawa, Fumiyo Kohinata, Yu Tokui, Isao Yatsu e Shigemitsu Ogi. Terror/Suspense/Drama. 101 min.

Muito melhor do que sua refilmagem dirigida por Walter Salles, esse longa merec mais destaque por mostrar que a mãe da garota pode fazer mais do que apenas chorar e tomar remédios e coisas do tipo. Possui um excelente roteiro e cenas realmente impressionantes. Hideo retorna ao mundo do horror oriental de forma esplendorosa em um escelente filme de horror, que possui grandes tons dramáticos.

NOTA: 8

ADORADORES DO DIABO (Devour)
De David Winkler. Com Jensen Ackles, Shannyn Sossamon, Martin Cummins, Dominique Swain, William Sadler, Rob Stewart, Jenn Griffin e R. Nelson Brown. Terror/Suspense. 90 min.

"Adoradores do Diabo" é um sádico conto que conta a história de jovens adolescentes que acabam se metendo em um jogo on-line que acaba tomando a vida de alguns deles. O filme não é dos melhores, mas possui bons sustos e a reviravolta na metade final é algo surpreendente. As atuações são apenas corretas, nada de mais. O filme não é uma bomba, apenas serve como diversão.

NOTA: 6

MIGRAÇÃO ALADA (Le Peuple Migrateur)
De Jacques Perrin, Jacques Cluzaud e Michel Debats. Com Philippe Labro e Jacques Perrin. Documentário/Drama/Aventura/Musical. 89 min.

Um dos mais belos filmes que já vi. O documentário acompanha vários pássaros em suas migrações e apresenta belíssimas imagens e algumas até mesmo assustadoras de tão incríveis. O filme foi indicado ao Oscar de Melhor Documentário, mas com certeza deveria ter sido indicado em Melhor Fotografia e Melhor Trilha Sonora. Um filme belíssimo com impressionantes imagens. Um dos melhores do gênero.

- Recebeu uma indicação ao Oscar na categoria de Melhor Documentário.


NOTA: 8

PSICOSE (Psycho)
De Alfred Hitchcock. Com Anthony Perkins, Janet Leigh, Vera Miles, John Gavin e Martin Balsam. Suspense/Drama. 109 min.

Obra-prima de Hitchcock e um de seus melhores e mais chocantes filmes. Atuações mais do que perfeitas e um roteiro inteligentíssimo. Fotografado com esplendor, cenários incríveis, edição primorosa e trilha sonora arrebatadora. "Psicose" é um total triunfo. Hitchcock choca e impressiona com este que é considerado o filme mais emocionante da história pelo AFI.

- Recebeu 4 indicações ao Oscar: Melhor Diretor (Alfred Hitchcock), Melhor Atriz Coadjuvante (Janet Leigh), Melhor Fotografia e Melhor Direção de Arte.
- Na minha opinião ainda deveria ter sido indicado em: Melhor Filme, Melhor Ator (Anthony Perkins), Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Edição e Melhor Trilha Sonora.
- Venceu o Globo de Ouro de Melhor Atriz Coadjuvante (Janet Leigh).



NOTA: 10

PSICOSE (Psycho 98)
De Gus Van Sant. Com Vince Vaughn, Anne Heche, Julianne Moore, Viggo Mortensen e William H. Macy. Suspense/Drama. 105 min.

As únicas coisas boas dessa nova versão de "Psicose" são aquelas que permaneceram intactas como a fotografia, a trilha sonora e a edição do filme. Pois o resto é descartável. Anne Heche está terrível no filme e merecia o Framboesa de Ouro. Gus Van Sant se mostra ser um terrível diretor de suspenses e espero que tenha aprendido a lição. Refilmar "Psicose" é com repintar a Mona Lisa. Como vários disseram "É algo que não está quebrado, não tente consertá-lo", "Psicose" é um filme genial e que não merecia esse tipo de tratamento. A Universal errou feio ao deixarem ele fazer isso. Uma pena.

NOTA: 7

- Vencedor do Framboesa de Ouro de Pior Diretor (Gus Van Sant) e Pior Refilmagem. Além de ser indicado em Pior Atriz Coadjuvante (Anne Heche).

E é isso pessoas...

Postado Por: Kahlil Affonso às 10/30/2005 09:43:32 PM


Sábado, Outubro 29, 2005

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Veja abaixo os melhores do "1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA" na minha opinião:

14-MELHOR TRILHA SONORA
Suspiria, por The Goblins e Dario Argento

Uma das melhores trilhas no mundo do horror. "The Goblins" juntamente com Dario Argento criaram temas que lembram muito a fantasia e o mundo místico do filme e se encaixa perfeitamente com os acontecimentos

13-MELHORES EFEITOS ESPECIAIS
Terra dos Mortos

Os efeitos especiais de hoje em dia estão cada vez mais perfeitos e "Terra dos Mortos" mostra como se faz isso no mundo do horror. As explosões, os efeitos de maquiagem e a multiplicação de zumbis são alguns exemplos.

12-MELHOR EDIÇÃO
Suspiria, por Franco Fraticelli

Franco fez um excelente trabalho nesse filme, deixando as cenas de horror com vários cortes e as cenas calmas com cortes bastante raríssmos. Um excelente edição.

11-MELHOR MAQUIAGEM
Terra dos Mortos, por Greg Nicotero e Howard Berger

É impossível fazer um filme de horror sem uma bela maquiagem, e o mundo de hoje permite cada vez mais tornar mais verossímeis as maquiagens. "Terra dos Mortos" possui um dos mais assutadores zumbis já vistos e a maquiagem ajuda muito nisso.

10-MELHOR DIREÇÃO DE ARTE
Suspiria, por Giuseppe Bassan

O que dizer? Perfeito. A direção de arte de "Suspiria" é algo memorável. Giuseppe criou cenários que lembram muito um mundo de fantasia e terror, algo muito particular neste filme. A direção de arte apela muito para o vermelhor e outras cores quentes. Excelente.

9-MELHOR FIGURINO
O Homem de Palha, por Sue Yelland

Os figurinos de Sue se adequam muito bem ao estilo e á epoca em que se passa "O Homem de Palha" ainda mais na sua metade final, one temos aquela gloriosa cena do dia 1° de Maio.

8-MELHOR FOTOGRAFIA
Suspiria, por Luciano Tovoli

Não a melhor do festival, mas uma das melhores que já vi. A fotografia abusa das cores para tornar o filme muito mais fantástico que ele mesmo já é. Os ângulos de cada cena são geniais, normalmente mantendo o ator no meio do enquadramento. A proporção do filme, 2.35:1 é raramente usada em filmes de horror e nesse coube direitinho essa proporção, deixa o filme muito mais grandioso.

7-MELHOR ROTEIRO
A Entrevista, por Daisuke Tengan

O roteiro de "A Entrevista" é algo simplismente surreal. Misturando drama, comédia, romance e finalmente horror junto á uma história que se mostra ao desenrolar do filme ser uma das mais chocantes e originais já vistas no cinema. Uma grande descoberta.

6-MELHOR ATRIZ COADJUVANTE
Eihi Shiina (A Entrevista)

Eihi Shiina faz um excelente trabalho ao interpretar a jovem garota que é seduzida por Ryo Ishibashi, que também está ótimo no filme. Sua transformação ao longo do filme é uma das melhores e mais impressionantes coisas que já vi e a cena final é algo realmente perturbador.

5-MELHOR ATOR COADJUVANTE
Michael Ironside (Scanners - Sua Mente Pode Destruir)

Michael faz um belíssimo trabalho como o vilão do filme. Seu trabalho é tão belo e perfeito que arrisco dizer que merecia uma indicação ao Oscar por ela. Com certeza algo que ficará na minha memória para sempre.

4-MELHOR ATRIZ
Jessica Harper (Suspiria)

Novamente "Suspiria" vem como um dos melhores. Jessica se mostra ser uma excelente, competente e madura atriz ao encarnar a personagem principal do filme com total esplendor. Excelente!!!

3-MELHOR ATOR
Christopher Lee (O Homem de Palha)

Christopher Lee é um excelente ator e neste aqui está melhor do que nunca. Sua atuação é algo espantoso de tão boa. Espero ancioso pelo dia em que a Academia reconheça o trabalho deste talentoso ator.

2-MELHOR DIRETOR
Dario Argento (Suspiria)

"Suspiria" é um filme que não poderia ser dirigido por qualquer um, mas sim por alguém que realmente entendesse esse mundo e soubesse como filmá-lo de modo como merecia. Dario escreveu e dirigiu este excelente filme e dirige belíssimamente. Os atores são meros coadjuvantes, onde as cores e o roteiro são o que realmente importam. Dario faz aqui um de seus melhores trabalhos.

1-MELHOR FILME
Suspiria, de Dario Argento

E finalmente chegamos ao que, ao meu ver, é o melhor filme do festival. "Suspiria" é total sucesso e isso se deve á incrível mente de Dario Argento. Suspiria é um filme inteligente, bonito, com belas atuações e excelente direção. O melhor do festival.

E é isso pessoal...

Postado Por: Kahlil Affonso às 10/29/2005 04:31:14 PM


Sexta-feira, Outubro 28, 2005

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CRASH (Crash)
De Paul Haggis. Com Sandra Bullock, Dom Cheadle, Matt Dillon, Jennifer Esposito, William Fichtner, Brendan Fraser, Terrence Dashon Howard, Thandie Newton, Ryan Phillippe, Tony Danza. Drama. 113 min.




"Crash" é um filme poderoso. Dirigido por Paul Haggis (Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Adaptado por "Menina de Ouro") e com uma constelação de estrelas de dar inveja. Excelentes atores e atrizes que exercem com perfeição seus papéis. O roteiro do filme é simplismente fabuloso, misturando várias histórias mas todas elas com 2 coisas em comum: Racismo e carro. Todas ela tem essas duas coisas e também todos personagens estão ligados de alguma forma. Ficamos sabendo a história de.

Jean - Uma mulher que após ser assaltada por 2 negros, fica horrorizada e começa a temer tudo a sua volta.
Anthony e Peter - Os dois assaltantes que assaltaram Jane acabam se metendo com Cameron, um cara que não está nada bem.
Cameron - Após ser parado por dois policiais, ele e sua mulher são revistados. O policial acaba molestando sua mulher e ele fica sem falar nada, o que acaba irritando sua mulher e gerando uma briga entre os dois.
Ryan - O policial que molestou Christine. Ele acaba tendo problemas com seu parceiro por causa desta atitude.
Hanson - O parceiro de Ryan. Ele fica muito indeciso em contar ou não contar o que aconteceu com Ryan e a mulher do carro.
Graham - Detetive que enfrenta problemas com a namorada, mãe, e emprego.

Bom, são várias histórias, todas ligadas umas com as outras e todas com aqueles dois temas em comum. Temos aqui uma excelente crítica á sociedade de hoje em dia já que o filme critica não apenas o racismo de preto para branco, mas também de americanos para estrangeiros e de preto para branco. Um bom exemplo é o do assaltante Anthony. Ele está sempre de mal com os brancos, passa o filme inteiro xingando os brancos e quando de repente se depara assaltando um negro, ele fica sem palavras e imóvel sem saber o que fazer. O que Anthony estava fazendo é descrito como racismo. Não somente de negro para branco, mas negro para negro pois cada vez que ele fala uma coisa ruim dos brancos, ele fala mais 2 falando mal de o porque os brancos deveriam temer os negros. São cenas de deixar o espectador boquiaberto. Com atuações incríveis. Sandra Bullock finalemte conseguiu se recuperar da sua má temporada cheia de "Miss Simpatia 2" e etc. Sua personagem é uma mulher que foi assaltada por dois negros e depois disso fica meio neurótica. Ela acaba desconfiando do chaveiro que veio trocar a fechadura da sua casa, e depois disso descobrimos que o chaveiro é um pai super-carinhoso que faz qualquer coisa para proteger a filha e a família. São esse tipo de coisas que faz esse filme ser tão interessante.

A direção de Paul Haggis é simplismente perfeita. Atuações muito mais que convicentes e com um tom de drama perfeito, nada muito ousado, mas também nada muito fraquinho. O roteiro escrito pelo próprio Paul Haggis é mais do que excelente. O jeito que ele nos leva por essas histórias, intercalando personagens e ainda com excelentes diálogos faz desse um dos melhores roteiros do ano. São cenas que ficarão na memória e diálogos inesquecíveis.

Outra coisa que me chamou muita atenção foi a edição do filme. Com tantas histórias para ser contada, o editor conseguiu perfeitamente separar cada uma delas e não deixar o filme confuso em nenhuma parte. A edição do filme não se utilizou de mudança de cores como aconteceu em "Traffic" o que acabou deixando o filme muito mais interessante pois isso foi uma forma de dizer "isso não histórias separadas, são várias histórias para contar uma história". É simplismente uma edição fantástica.

Não tem como falar mal de "Crash". Esse filme é simplismente soberbo, com atuações incríveis, uma direção e um roteiro geniais e com uma edição fabulosa. É impossível esse filme ficar de fora da categoria de Melhor Roteiro Original no Oscar 2006. "Crash" é simplismente o Melhor Filme do Ano até Agora.


NOTA: 9,5
RT: 77%
MC: 69


Postado Por: Kahlil Affonso às 10/28/2005 05:16:54 PM


Terça-feira, Outubro 25, 2005

Comentários:


1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA

SUSPIRIA (Suspiria)
De Dario Argento. Com Jessica Harper (Suzy Bannion), Stefania Casini (Sara), Flavio Bucci (Daniel), Miguel Bosé (Mark), Barbara Magnolfi (Olga), Susanna Javicoli (Sonia), Eva Axén (Patty Hingle), Rudolf Schundler (Prof. Milius), Udo Kier (Dr. Frank Mandel), Alida Valli (Srta. Tanner), Joan Bennett (Madame Blanc), Jacopo Mariani (Albert), Giuseppe Transocchi (Pavlo), Renato Scarpa (Prof. Verdegast), Margherita Horowitz, Fulvio Mingozzi, Franca Scagnetti, Serafina Scorceletti. Terror/Suspense/Drama. 98 min.




Estava á espera pela oportunidade certa de poder assistir esse filme desde 2001. O DVD do filme estava sempre esgotado, nenhuma locadora o possuia, eis quando vejo a programação do "1° Festival de Cinema Fantástico de POA" e noto que o fechamento do festival será feito justamente com "Suspiria". Essa sim era a grande chance. Fiquei conhecendo "Suspiria" através de uma revista que informava os melhores DVD´s de horror que dificilmente seriam lançados no Brasil, em 1° lugar estava "Suspiria" e desde então pesquiso não só sobre o filme, mas também sobre seu diretor: Dario Argento.



Suzy Bannion é uma estudante americana de balé que vai para a Alemanha aprimorar seus estudos de dança numa conceituada academia.Lá chegando, ela se depara com uma situação insólita, com uma mulher saindo desesperada da escola, gritando palavras incompreensíveis pelo barulho da chuva. Ao tentar se apresentar na porta da academia, é mal recebida por uma voz feminina no interfone, obrigando-a a retornar no dia seguinte. Uma vez finalmente ingressada na escola, ela é recepcionada por uma das professoras, a severa Srta. Tanner (Alida Valli), e pela vice diretora, Madame Blanc (Joan Bennett), as quais a apresentam para vários outros estudantes como o jovem Mark (Miguel Bosé), e as moças que viriam a ser suas companheiras de quarto, Olga (Barbara Magnolfi) e Sara (Stefania Casini), além de alguns dos professores como Daniel (Flavio Bucci), um cego que toca piano, e Prof. Verdegast (Renato Scarpa), que também é médico, e um ajudante geral romeno com uma cara de doente mental chamado Pavlo (Giuseppe Transocchi).
Na escola, Suzy fica sabendo que a mulher histérica que ela vira anteriormente na chuva fugindo desesperada, Patty Hingle (Eva Axén), era uma aluna expulsa que descobrira um segredo proibido e que fora brutalmente assassinada logo depois numa cena forte de violência gráfica envolvendo também uma outra amiga, Sonia (Susanna Javicoli), com direito a esfaqueadas, enforcamento e pedaços de vidro perfurando o peito e a cabeça. Além disso, a jovem bailarina americana recém chegada entra em contato com vários eventos bizarros na academia, como lesmas caindo do teto, e a ocorrência de outros assassinatos como o do pianista cego destroçado pelo próprio cachorro que lhe servia de guia, numa outra cena sangrenta no melhor estilo dos filmes de horror italianos.
Ela desconfia de algo muito misterioso acontecendo dentro da escola através do estranho comportamento dos professores, e conhece então o psiquiatra Dr. Frank Mandel (o alemão Udo Kier) e o Prof. Milius (Rudolf Schundler), autor do livro "Paranóia ou Magia?", os quais lhe relatam a existência e prática de bruxaria pelo mundo.



"Suspiria" possui um dos mais belos trabalhos de direção no mundo do horror. Dario Argento criou um verdadeiro clássico ao apresentar para o mundo sua visão da história das 3 mães, iniciada aqui com a Mãe dos Suspiros. Pouco dá bola para os atores e se preocupa mais em deixar seu filme cada vez mais estiloso, com uma belíssima fotografia e excelentes cenários. As mortes são excelentemente coreografadas e sendo assim clássicas. Dario mostra do que realmente é capaz e cria um dos melhores e mais bonitos filmes de horror da história.



O roteiro foi escrito pelo própri Dario Argenti juntamente com sua esposa Daria Nicolodi, baseado no livro "Suspiria de Profundis" de Thomas De Quincey. O roteiro do filme pouco tem a ver com a obra, mas no livro são citadas as 3 Mães. O filme é bastante inteligente ao retratar o drama vivido não só pela personagem de Jessica Harper, mas sim o drama que todas aquelas garotas vivem nessa escola. O filme é praticamente todo protagonizado por mulheres, uma das especialidades de Dario Argento. O modo como os dois construiram e levam isso para as telas é algo totalmente irracio´nal. É uma longa viajem louca no submundo da magia e do misticismo constrastando com cores fortes e quentes para fazer o espectador se sentir deslumbrado e ao mesmo tempo incomodado. O mistério de "Suspiria" é lentamente desenvolvido e algumas coisas você tem que descobrir por si mesmo, o que torna o filme muito mais interessante já que você interagi junto com ele. Dario é conhecido como um daqueles diretores que não dão muito valor para os atores em set, mas é impossível falar bem a bela atuação de Jessica Harper que se apresenta como a mais madura entre as garotas do colégio. Sua voz, a mais grave e a mais adulta, entrega que essa não é apenas mais uma estudante, e isso é um grande golpe do mestre Dario. Jessica interpreta belíssimamente a bailarina que se vê perdida nesse mundo fantástico.



Logo na primeira cena do filme notamos o quão boa é a fotografia do filme. Fotografado por Luciano Tovoli, que ainda vive e continua fazendo um trabalho belíssimo em seus filmes. Os ângulos usados nesse filme são exatamente aquilo que uma boa obra-de-arte pede. São ângulos clássicos e belíssimos, realçados com a vibrantes cores quentes e varidas sombras que permeiam o filme desde seu início até seu fim. Com certeza uma das mais belas fotografias da história do cinema. Para ajudar na bela fotografia, Giuseppe Bassan criou imensos e lindos cenários com muitas luzes e muitas cores, exatamente o que Dario Queria para dar aquele tom de fantasia ao filme. A direção de arte é algo surreal, misturando realidade com imaginação, criando um mundo colorido, mas que atrás de todas essas cores guarda um terrível segredo e terríveis mortes. Temos ainda a excelente trilha sonora composta pelo gurpo de rock-progressivo "The Goblins" junto com a participação de Dario Argento. A trilha apresenta certos tons que dao um ar de misticismo e fantasia no ar, juntamente com toques de extremo horror e drama. Dario e The Goblins conseguiram criar uma trilha que funciona perfeitamente com o filme e que te leva em uma viajem totalmente alucinante e louca.



"Suspiria" marca o grande amadurecimento de Dario Argento, fazendo assim ser esse um de seus melhores e mais belos filmes. Direção e roteiro impecáveis e atuações excelentes. Equipe técnica perfeita e bastante competente. "Suspiria" se torna um dos meus filme favoritos e entra para a lista dos mais belos também. Dario Argento é um mestre no horror, mas talvez nem mesmo Hitchcock poderia criar uma história ou um visual como este visto em "Suspiria". Totalmente um delírio visual!!!


NOTA: 10
RT: 94%


E assim terminou o "1° Festival de Cinema Fantástico de POA". Com vários filmes, entre eles alguns excelentes, outros nem tanto, mas o que vale é a diversão mesmo. O cinema fantástico é mundo abrangente e espero que esse festival ocorra mais e mais vezes.

Sinopse: Boca do Inferno

Postado Por: Kahlil Affonso às 10/25/2005 03:24:50 PM


Segunda-feira, Outubro 24, 2005

Comentários:


1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA

A CASA DOS MAUS ESPÍRITOS (House on Haunted Hill)
De William Castle. Com Vincent Price, Carolyn Craig, Richard Long, Elisha Cook Jr., Carol Ohmart, Alan Marshal, Julie Mitchum, Leona Anderson e Howard Hoffman. Terror/Suspense. 74 min.




Pode se dizer que foi William Castle que realmente inventou o horror. Antes dele os filmes de horror eram mais considerados como dramas chocantes do que propriamente dito horror. Em seus filme normalmente o vilão era sobrenatural e era isso que mais chamava a atenção dos espectadores, a idéia de um vilão que pode não ser morto é algo tentador. Ele ainda criou talvez os filmes mais originais que já vi como "13 Fantasmas (1960" e "A Casa dos Maus Espíritos (1959)". Ambos com história bastante intrigantes e com cenas que ainda hoje assustam.

No aniversário de sua esposa, Frederick Loren convida um grupo de pessoas para festejar o aniversário em uma dita mansão assombrada. Os convidados que sobreviverem a noite inteira dentro da mansão receberão um cheque no valor de 10 mil dólares. Apartir de então, as coisas começam a ficar feias.

Dirigido belíssimamente e com total esplendor pelo experiente William Castle, esse filme se mostra ser um dos mais maduros de sua época, já que nos anos 50 o horror servia apenas como diversão e esse, assim como os outros filmes de William, foi tratado com seriedade e proficionalismo. Um dos melhores trabalhos de William.

O roteiro do filme possui alguns clichês que para a época eram coisas novas, mas olhando hoje e ver como o cinema de horror foi copiado através dos anos é realmente triste. Mas mesmo assim o filme permanece como um dos mais inteligentes que já vi. A idéia de se ter um grupo de pessoas lutando para sobreviver em uma mansão assombrada por dinheiro é algo realmente surreal. Tudo isso se deu graças á mente de Robb White, que já havia trabalhado com William em "Macabro" e futuramente estaria trabalhando com ele novamente em filmes como "Força Diabólica" e "13 Fantasmas". Sempre fazendo um grande trabalho.

O elenco está muito bem , mas merecem destaque Vincent Price e Carol Ohmart. O casal que possui um grande ódio um pelo outro foi interpretado com esplendor estes dois atores que acabam tornando o filme cada vez mais real e assutador. O drama exercido na atuação de Carol Ohmart é algo extraordinário, e na reviravolta que o filme dá em seus últimos 15 minutos ela acaba surpreendendo mais e mais com sua grande interpretação. Fico sem palavras para descrever a perfeição de Vincent Price. Ele possui um charme e ao mesmo tempo um certo tom macabro em seu estilo e voz, que acaba deixando todos com um ar de dúvida se ele é ou não vilao da história. Simplismente impecável.

A direção de arte do filme é algo realmente muito importante, mas foi pouco explorada. Do lado de fora vemos uma enorme mansão e dentro da casa visitamos os mesmo lugares inúmeras vezes, sem explorar a mansão melhor. Mas o que vemos da mansão já é o bastante para sentirmos o medo necessário. A fotografia do filme é realmente algo extraordinário. Filmado em preto e branco, o filme se utiliza muito das luzes para criar o tom perfeito de pavor e medo. A trilha sonora de Von Dexter é algo surreal. Clássico e ao mesmo tempo assutador, possui um dos temas mais clássicos e uma orquestração belíssima.

"A Casa dos Maus Espíritos" é uma viagem louca ao submundo da terrível mente de William Castle e suas loucas idéias. Extremamente bem dirigido e atuado, este filme ainda conseguiu me dar sustos, mesmo sendo feito á quase 50 anos atrás. E se o filme consegue assutar depois de 50 anos, é porque ele funcionou e ainda funciona muito bem como um terror. William Castel é um gênio e conseguiu criar um dos melhores e mais inteligentes filmes de horror que já vi.


NOTA: 9,5
RT: 100%

A CASA DA COLINA (House on Haunted Hill)

A refilmagem desse clássico é bastante inferior, mas ainda assim consegue ser uma grande homenagem e o ator Geoffrey Rush está excelente recaptulando o personagem interpretado por Vincent Price. A semelhança é incrível. O divertido do filme é ver como as pequenas cenas daquele filme de apenas 150 mil dólares, se tornaram em um filme de $19,000,000. Cenas como a queda do lustre e a grande reviravolta no final do filme com a esposa de "Stephen H. Price" (visivelmente homenageando Vincent PRICE) são coisas que me agradaram no filme. Mas mesmo assim é bastante inferior, mas diverte.

NOTA: 6,5
RT: 22%
MC: 28


Postado Por: Kahlil Affonso às 10/24/2005 10:03:44 PM


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1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA

THE BEYOND (E tu vivrai nel terrore - L'aldilà)
De Lucio Fulci. Com Katherine MacColl, David Warbeck, Sarah Keller, Antoine Saint-John, Veronica Lazar, Anthony Flees e Giovanni De Nava. Terror. 87 min.




Considero Lucio Fulci um grande diretor. Capaz de criar extensas cenas de assassinatos e com muitos efeitos de maquiagem. Assi é a maioria de seus filme e não poderia ser diferente com "The Beyond", longa dirigido por ele que explora um dos universos que ele mais gostava de abordar: o dos mortos-vivos.

Em Lusiana existe um hotel que fica sobre uma das sete portas do inferno. Segundo a profecia de um livro místico, o Eibon, será ali que os mortos se reunirão no dia do juízo final - coisa que os protagonistas descobrem da forma mais desagradável possível.

Lucio Fulci esbanja imaturidade neste longa ao não dar bom proveito de uma história que poderia se tornar em um grande clássico do horror. O diretor não se preocupa nem um pouco com o roteiro ou com atuações, mas sim com a maquiagem e a fotografia. Os efeitos de maquiagem são excelentes, e ao mesmo tempo exagerados. Lucio se preocupa mais em chocar visualmento o espectador do que com uma boa história e boas atuações, o que já é esperado de um projeto seu.

O roteiro apresenta uma boa premissa e durante algum tempo consegue prender nossa atenção, mas ao longo do filme as coisas vão piorando e cada vez mais a atenção se volta nas mortes bem elaboradas e cada vez mais longas. Cada morte dura em torno de 5 minutos, algo realmente longo. O roteiro ainda nos deixa sem resposta para inumeras perguntas como: Quem é a cega Emily? Se ela é um fantasma ou um zumbi, como pode morrer novamente? O que a planta do hotel tem de tão importante que não pode ser vista? E aquela garotinha. Que função ela exerce na história? Um fraco roteiro que poderia ser bem mais explorado.

Como eu disse acima, Lucio não se preocupa com as atuações e justamente por isso, o filme é um tanto silencioso e os atores não fazem grande coisa. São os bonecos que tem grande destaque. Mas uma atuação em particular me chamou a atenção justamente por ser a melhor do filme: a de Sarah Keller, que na verdade se chama Cinzia Monreale. Sua personagem é talvez a mais misteriosa, inteligente e a mais útil do filme.

A qualidade técnica é bastante competente. Os efeitos de maquiagem são extraordinários e ao mesmo tempo exagerados, muito exagerados. A cena da morte com as aranhas é bastante chocante, até uma parte. Foi justamente esse tipo de exagero que acabou tirando alguns pontos do filme. Temos uma excelente fotografia, se preocupando em mostrar bem o espaço em que os personagens se encontram e normalmente deixando-os no canto da tela. A trilha sonora é bastante melódica e mística em boa parte do filme, mas em certos momentos, apesar de ser bem conduzida, ela não fecha com a cena e parece ter sido algo feito de última hora.

"The Beyond" é um filme que poderia ser pior, e também poderia muito, mas muito melhor. Poderia ser pior se as mortes não fosse tão originais e exgaeradas e poderia ser melhor se a história fosse mais explorada. Lucio comete um erro ao deixar as interpretaçoes de lado pois talvez seria essa a única salvação do filme. "The Beyond" é óbviamente um clássico, mas não dos melhores.


NOTA: 5
RT: 46%


Postado Por: Kahlil Affonso às 10/24/2005 02:07:59 PM


Sábado, Outubro 22, 2005

Comentários:


PLANO DE VÔO (Flight Plan)
De Robert Schwentke. Com Jodie Foster, Peter Sarsgaard, Sean Bean, Marlene Lawston, Kate Beahan, Matthew Bomer e Erika Christensen. Suspense/Ação/Aventura/Drama. 98 min.




A comparação deste filme "Vôo Noturno" e "Quarto do Pânico" é praticamente eminente. "Plano de Vôo" e "Vôo Noturno" tem suas histórias bastante parecidas, um sequestro em pleno avião, e "Plano de Vôo" com "Quarto do Pânico" por se tratar de um filme em que se passa em apenas um lugar que é diferente de tudo o que já vimos e possui alguns segredos. Talvez seja justamente por isso que "Plano de Vôo" perde alguns pontos, mas funciona com um bom filme.

Kyle Pratt (Jodie Foster) é uma mulher devastada emocionalmente, devido à recente morte súbita de seu marido. Em meio a uma viagem de Berlim a Nova York, estando a mais de 40 mil pés de atitude e a bordo de um moderno avião, Kyle entra em pânico após perceber o desaparecimento de sua filha de 6 anos, Julia (Marlene Lawston). Desesperada, Kyle precisa provar à tripulação e aos passageiros sua sanidade, já que não há pista alguma sobre o paradeiro de Julia, e ao mesmo tempo convencer a si mesmo que não está enlouquecendo.

O diretor Robert Schwentke é pouco conhecido e esse é seu primeiro filme que acabou fazendo grande sucesso, por apresentar uma atriz famosa. Sua direção é bastante inútil, sem muito poder de controle e nota-se claramente a falta de responsabilidade e talento. A escolha errada para dirigir este filme.

Os roteiristas Peter A. Dowling (cujo esse é seu primeiro trabalho) e Billy Ray (que escreveu o roteiro de Volcano - A Fúria) até tentam criar um certo tom de clautrofobia e momentos de total loucura e confusão, mas falham na maioria das vezes. O filme possui um bom enredo, mas talvez eles poderiam ter deixado outra pessoa cuidar do roteiro. No final do filme muitas perguntas não respondidas e é claro tem o final óbvio, e acho que não só eu mas como muitas pessoas já estão cansadas desses filmes com finais óbvios.

O que realmente segura o filme é o excelente elenco, que atua maravilhosamente. Jodie Foster está excelente, como sempre, no papel da mãe que se vê numa situação complicada ao ver que sua filha desapareceu em pleno vôo. Temos também Peter Sarsgaard que interpreta um segurança que á todo momento tenta estragar os planos de Jodie Foster. E para completar temos Sean Bean que interpreta o capitão do avião que se vê bastante confuso nesta situação inteira.

O filme possui uma bela fotografia juntamente com uma soberba direção de arte. O avião parece ser algo extraordinário de tão grande. A quantidade de cenários visitados pela personagem é tamanha que parece que ela está em um labirinto. Talvez foi essa a sensação que os diretores quiseram passar. Temos um edição bastante normal que não atrapalha mas que também não ajuda em nada. A trilha de James Horner patética, tentando ás vezes criar momentos dramáticos e em outras vezes momentos bastante assutadores, falhando em todas elas.

Ao final do filme ficamos com a seguinte pergunta na cabeça "por que tudo isso?". O filme não nos dá uma explicação e deixa tudo no ar. O roteiro foi muito mal desenvolvido, ao contrário do excelente "Vôo Noturno" que além de apresentar um excelente suspense possuia um grande desfecho e uma rasão para tudo aquilo. "Plano de Vôo" poderia ser mais, muito mais.


NOTA: 5
RT: 37%
MC: 53


Também assisti:
COMO SE FOSSE A PRIMEIRA VEZ: Um filme engraçadinho mas inútil. As tentativas do personagem de Adam Sandler se mostram ter sido inúteis ao final do filme, quando se comprova que a persongem de Drew nunca voltará a ser a pessoa que era antes. As atuaçõe são boas, mas o desfecho do filme não cumpre com o que foi apresentado anteriormente. NOTA: 5

COISAS BELAS E SUJAS: Um filme bastante tenso e forte, com um assunto bastante atual e polêmico. Indicado ao Oscar de Roteiro Original, este filme possui excelente direção e roteiro e soberbas atuações. O filme possui um excelente tema e situações inimagináveis que cumprem com o estado do filme. Um desfecho realmente imperdível. Excelente!!!! NOTA: 9

Postado Por: Kahlil Affonso às 10/22/2005 06:17:34 PM


Comentários:


1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA

SCANNERS - SUA MENTE PODE DESTRUIR (Scanners)
De David Cronenberg. Com Jennifer O'Neill, Stephen Lack, Patrick McGoohan, Michael Ironside, Lawrence Dane e Robert Silverman. Terror/Suspense/Drama. 103 min.




Como eu disse em "Marcas da Violência", David Cronenberg é um grande diretor, mesclando o terror e o bizarro junto com o drama, criando assim clássicos filmes como esse "Scanners". Nada melhor do que um excelente filme de terror dos anos 80. Talvez seja "Scanners" um dos filmes que deu origem á grande década do horror que foi os anos 80, por ser tão inteligente e ao mesmo tempo chocante.

O que acontece quando algumas pessoas descobrem que suas mães tomaram um certo remédio experimental quando as conceberam? Acham-se dotadas de poderes paranormais incríveis que concedem a seus portadores uma incrível forca mental, capacidade de manipular objetos e até mesmo seres vivos com a mente, além de causar a morte de alguém utilizando telepatia. Essas pessoas são conhecidas como Scanners e serão capazes de tornar sua vida um paraíso... ou um inferno!

David Cronenberg dirigiu e escreveu este filme e isso acaba dando grande crédito de seu brilhantismo á ele. O roteiro é excelente, criando uma história nunca contada ou imaginada e ainda por cima com um excelente desenvolvimento. Os diálogos são extraordinários, dando a idéia de que nada disso é ficção e sim algo real. A direção de David também é excelente, uma direção proficional em um grande filme de horror, algo raro de se encontrar. David dirige com seriedade e com grande dominação do assunto. Ele sabia mais do que ninguém o que fazer para tornar esse filme um grande filme, já que foi criação dele mesmo.

O filme possui excelentes atuações. Stephen Lack está excepcional neste filme, fazendo o papel mais dramático. Temos também Jennifer O'Neill que faz a mocinha do filme, no qual está extremamente útil, algo raramente visto nesse tipo de filme. Mas o ponto alto das atuações é mesmo Michael Ironside, que interpreta o vilão do filme. Sua atuação é realmente algo assustador. As expressões faciais do ator são apavorantes e ele consegue se manter como o melhor do filme.

O filme não usa uma grande fotografia, dando mais espaço para os atores fazerem seus trabalhoe darem a verdadeira beleza ao filme. Mas a maquiagem do filme é realmente excelente. A explosão da cabeça é um exemplo do qãu excelente é essa maquiagem, que deveria ter merecido o reconhecimento da Academia. A edição e a trilha sonora são boas, mas nada comparado com as atuações e a maquiagem do filme.

"Scanners" é um grande e excelente clássico que possui excelente direção e roteiro e memoráveis atuações de seus protagonistas. Ao lado de "A Entrevista", um dos melhores do festival.


NOTA: 9,5
RT: 80%


Postado Por: Kahlil Affonso às 10/22/2005 01:11:20 PM


Quinta-feira, Outubro 20, 2005

Comentários:


1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA

A ENTREVISTA (Ôdishon - Audition)
De Takashi Miike. Com Ryo Ishibashi, Eihi Shiina, Tetsu Sawaki, Jun Kunimura, Renji Ishibashi, Miyuki Matsuda, Toshie Negishi e Ren Osugi. Drama/Suspense/Terror/Romance. 115 min.




Era para eu ter ido assistir "A Bruma Assassina" de John carpenter, mas não sei por que eu mudei de idéia na hora e fui assistir á esse filme japonês. Pouco conhecido pelo mundo, mas cultuado pelos mais aficionados por terror, "A Entrevista" nos leva há uma viagem pela mente de uma pessoa num estado de constante dor e perigo.

Shigeharu Aoyama é um homem cujo filho vive reclamando que está divorciado há muito tempo. Afim de arranjar uma namorada ele conversa com um produtor de cinema e esse tem a idéia de fazer um pequeno filme apenas com a intenção de conhecer jovens atrizes e assim encontrar uma garota para Shigeharu Aoyama. E ele acaba encontrando, mas essa garota possui um terrível passado que fará ele sofrer até as últimas consequências.

Takashi Miike cria um filme que mistura drama com um excelente suspense, fazendo deste um dos melhores da mostra. A história por si já é cativante, mas o clima que Takashi Miike conseguiu criar e junto com a atuação dos atores é realmente algo incrível. Takashi dirigiu outros excelentes filmes de suspense como "Ichi - The Killer" e "One Missed Call" que está para ser refilmado nos EUA.

O roteiro do filme é simplismente inteligente. Fazendo todo o terror que este homem passa com a namorada parecer mais um drama do que um horror, algo tipo "O Exorcista". O filme pode ser considerado mais como um drama "gore" do que um horror ou um suspense. Ele dá grandes sustos e possui grandes cenas de horror explícito.

A atuação dos 2 protagonistas é simplismente impecável. Ryo Ishibashi está excelente no papel do homem solteirão á procura de uma namorada. Uma grande revelação do terror japonês, gostaria de ter visto mais trabalhos deste ator. Já Eihi Shiina consegue superar seu colega e faz a melhor interpretação do filme inteiro. A mais macabra e a mais perfeita. A última meia hora de filme ela toma conta, e como!!! A cena em que ela se vinga do namorado é algo totalmente surreal e impressionante, ao mesmo tempo que chega a ser engraçado devido á algumas frases ditas pela personagem e coisas que ela faz durante o ato do estraçalhamento.

Temos aqui uma belíssima fotografia, com diversas cores para diferenciar espaço e tempo. Algo totalmente surreal e ao mesmo tempo um trabalho de mestre. A edição do filme também é excelente, principalmente nessa fantástica cena final, onde o editor fez algo totalmente louco, mas sem confundir, o que foi o mais espantoso. Temos também uma excelente trilha sonora, bastante clássica e com bastante tons asiáticos. Excelente!!!

"A Entrevista" é algo surreal, uma viagem totalmente louca na mente de uma pessoa no momento de extremo desespero, dor e angústia. Um dos melhores do terror japonês.


NOTA: 9
RT: 76%
MC: 69


Também assisti: Água Negra - Praticamente um lixo. Jenifer Connelly está excelente no papel da mãe solteira que lida com estranhos acontecimentos no seu apartamento, mas (SPOILER!!!!!) ela não faz quase nada no filme, chora, dorme e briga com o marido, isso é o máximo, e depois morre!!! Isso é algo inacreditável. Tinha tudo para ser excelente, mas não foi.


Postado Por: Kahlil Affonso às 10/20/2005 07:53:28 PM


Terça-feira, Outubro 18, 2005

Comentários:


1° FESTIVAL DE CINEMA FANTÁSTICO DE POA

O HOMEM DE PALHA (The Wicker Man)
De Robin Hardy. Com Edward Woodward, Christopher Lee, Diane Cilento, Britt Ekland, Ingrid Pitt, Lindsay Kemp, Russell Waters e Aubrey Morris. Terror/Suspense/Erótico/Drama. 88 min.




Antes da exibição deste, foi exibido "A Casa dos Maus Espíritos" de William Castle, um clássico do gênero que gerou uma refilmagem intitulada "A Casa da Colina". Este "O Homem de Palha" também está sendo refilmado, com Nicholas Cage no elenco. Muitos clássicos do horror estão sendo refilmados hoje em dia e "O Homem de Palha" não poderia ficar de fora, já que seu sucesso se deve á cenas explícitas de sexo e uma boa trama, o que é raro hoje em dia.

Neil Howie é um sargento mandado á ilha de Summerisle para investigar o desaparecimento de uma garota.Chegando lá ele nota que este é um povo bastante estranho e que pouco se preocupa com a religião cristão, praticando sexo em público e difamando as filhas dos outros na frente de todos, sem ninguém se importar. O sargento, que é extremamente religioso, não acredita que a garota foi apenas raptada ou coisa do tipo, ele acredita que o povo desta ilha tem algo a ver e ele vai fundo até descobrir a terrível verdade.

Robin Hardy se mostra ser um talentoso diretor ao dirigir este thriller que mistura muitas cenas eróticas com excelentes atuações e um bom enredo. "O Homem de Palha" foi seu filme de estréia como diretor e desde então conseguiu criar um clássico que sobrevive até hoje. Robin mostra estar bastante tranquilo e consegue obter excelentes momentos e criar cenas chocantes e com certeza clássicas.

O roteiro foi escrito Anthony Shaffer, que antes de escrever "O Homem de Palha" havia escrito "Sleuth", pelo qual foi indicado ao BAFTA de Melhor Roteiro. E antes de "Sleuth" escreveu o roteiro para o filme de Hitchcock "Frenzy" pelo qual foi indicado ao Globo de Ouro. Shaffer já se mostrava ser a escolha certa para esse tio de trabalho e ele conseguiu criar excelentes diálogos. Talvez o único problema de seu roteiro sejam as canções. Por mais que contenham mensagens subliminares dentro delas, desvendando o desenrolar da trama, as canções não se adequam ao espírito do filme e muitas vezes deixam o filme um pouco lento. Mas isso são apenas detalhes que pouco interferem no ritmo do filme.

O elenco está excelente. Edward Woodward está impecável como o sargento e na minha opinião consegue obter a melhor atuação do filme. Sua atuação foge do tom macabro que sustenta o filme e parte para uma atuação mais dramática, o que dá aquele tom de diferenciamento no filme. Christopher Lee está muito bem como o suposto vilão do filme. Lee sempre esteve excelente e não seria agora que cometeria um deslize. Uma atuação digna de uma indicação ao Saturn Awards. Merecido.

A equipe técnica é bastante competente. O filme possui uma bela direção de arte, retratando a ilha de forma que possamos vê-la de outro modo, do modo mais assustador e macabro. A fotografia do filme também é belíssima, com excelentes ângulos. É uma pena que as cores são um pouco claras demais para esse tipo de filme. Deveria ser mais "dark". Outro grande acerto foi na trilha sonora. Possui grandes momentos, mas em algumas cenas a trilha simplismente perde o tom que adquiriu durante todo o filme e assim fica meio fora de foco. Mas o resto está tudo o.k.

"O Homem de Palha" é um excelente suspense que nos guarda um grande e revelador final, fazendo o espectador ficar preso na tela durante seus quase 90 minutos. Com excelente direção e atuação, roteiro e equipe técnica bastante competentes, "O Homem de Palha" consegue se manter como um grande clássico ainda quase 40 anos depois de seu lançamento. Um grande feito.


NOTA: 8
RT: 88%



Postado Por: Kahlil Affonso às 10/18/2005 02:55:07 AM


Domingo, Outubro 16, 2005

Comentários:


MARCAS DA VIOLÊNCIA (A History of Violence)
De David Cronenberg. Com Viggo Mortensen, Maria Bello, Ed Harris e William Hurt. Ação/Drama/Suspense/Romance. 96 min.




Desde o momento em que terminei de assistir "Scanners" notei que David era um grande diretor. Transformando uma estória que poderia errado em um grande clássico do horror. Ele ainda dirigiu o excelente clássico "A Mosca", o que lhe deu grandes oportunidades, principalmente depois que o filme venceu o Oscar de Melhor Maquiagem. David Cronenberg é um especialista em criar filmes chocantes e com grandes estórias. Neste aqui ele usa mais o drama e deixa o usual suspense de lado, o que dá em um novo e diferente filme de Cronenberg.

Tom Stall (Viggo Mortensen) leva uma vida tranquila e feliz na pequena cidade de Millbrook, no estado de Indiana, onde mora com sua esposa Edie (Maria Bello) e seus dois filhos. Um dia esta rotina de calmaria é interrompida quando Tom consegue impedir um assalto em seu restaurante. Percebendo o perigo, Tom se antecipa e consegue salvar seus clientes e amigos e, em legítima defesa, mata dois criminosos. Considerado um herói, Tom tem sua vida inteiramente transformada a partir de então. A mídia passa a segui-lo, o que o obriga a falar com ela regularmente e faz com que ele deseje que sua vida retorne à calmaria anterior. Surge então em sua vida Carl Fogarty (Ed Harris), um misterioso homem que acredita que Tom lhe fez mal no passado.

David dirige este filme como nunca havia visto antes. Ele pode muito bem receber uma indicação ao Oscar por este filme. O tom dramático misturado com seu clássico suspense é algo realmente incomparável como tudo o que ele já fez. O filme apresenta características muito óbvias de filmes do David como cenas de sexo e violência praticamente explícita.

O roteiro do filme também ajuda muito na grande direção de David, já que esse é um roteiro bastante inteligente ao deixar o espectador confuso. Será que o mocinho do filme está dizendo a verdade ou está mentindo? A resposta aparece momentos depois e culmina numa cena que eu particularmente não gostei muito. Mas do resto, vale lembrar que o roteiro explora vários elementos como o drama de Edie junto ao seu marido, as implicâncias que seu filho mais velho, Jack, sofre de um colega invejoso e como esse filho pouco a pouco vai se transformando no que seu pai é. É um roteiro realmente bastante inteligente.

Viggo Mortensen está realmente divino no papel de Tom Stall. Sua atuação é digna de uma indicação ao Oscar. Ele captou muito bem o tom de drama do personagem, sem que o suspense do filme ficasse escondido atrás disso tudo. Excelente. Temos também a excelente Maria Bello, que foi indicada esse ano ao Prêmio Vênus na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante por "Janela Secreta", no papel de Eddie. Esse é o personagem que apresenta o maior tom dramático de todo o filme, pois é ela quem sofre mais com tudo o que acontece durante os acontecimentos do filme e Maria Bello conseguiu captar tudo isso com perfeição. Ed Harris está apenas O.K. no papel de Carl. Não é sua melhor atuação, mas também não é a pior. É apenas normal.

Este é um filme que não se utiliza de uma grande equipe técnica, e sim, de grandes atuações e um roteiro excelente, mas é inegável que tem alguns fatores que são realmente excelentes no filme. A edição por exemplo é algo excepcional. Uma das melhores do ano. Á primeira vista parece ser algo bem normal, mas se você pensar bem, é um trabalho muito bem feito. Temos também a excelente trilha sonora de Howard Shore. Howard nos presenteia com excelenes temas em tons exageradamente clássicos que tornam o filme muito mais dramático do que ele já é. E o bom é o "exagerado clássico" da trilha sonora é o que a deixa mais comovente e mais parecida com o próprio filme.

"Marcas da Violência" é um filme excelente que peca por conter alguns elementos que eu realmente não apreciei. A cena final na casa de Richie foi uma delas. A atuação de Ed Harris poderia ser muito melhor. Heidi Hayes está terrível como a filha caçula do casal. Muito horrível a atuação dela, não sei como tiveram coragem de escalá-la para o papel. A cena inicial em que ela tem um pesadelo sobre monstros é realmente desastrosa graças á sua atuação "divina". Pois bem , tirando esses defeitos, "Marcas da Violência" é um filme muito bom que apresenta excelentes atuações e que possui um roteiro melhor ainda. David consegue criar um novo clássico!!!


NOTA: 8
RT: 88%
MC: 81


"MARCAS DA VIOLÊNCIA" CHEGA AOS CINEMAS BRASILEIROS DIA 11 DE NOVEMBRO !!!!!!!!!!!

Prêmios:
-> Indicado á Palma de Ouro em Cannes de Melhor Filme.

Postado Por: Kahlil Affonso às 10/16/2005 05:17:51 PM


Comentários:


O GUIA DO MOCHILEIRO DAS GALÁXIAS (The Hitchhiker's Guide to the Galaxy)
De Garth Jennings. Com Sam Rockwell, Anna Chancellor, Warwick Davis, Mos Def, John Malkovich, Zooey Deschanel e Martin Freeman. Ação/Aventura/Romance/Comédia. 110 min.




Claro que eu já tinha ouvido falar de "O Guia do Mochileiro das Galáxias", e é claro que eu estava bastante ancioso para assistir ao filme. Em algumas partes superou o que eu esperava e em outras ficou bem abaixo da média. Este filme é com certeza um dos mais originais e malucos que jpa vi nos últimos temos, e é essa originalidade que realmente impressiona, tirando, é claro, a qualidade técnica do filme.

Arthur Dent (Martin Freeman) é um homem normal, que está tendo um péssimo dia. Após saber que sua casa está prestes a ser demolida, Arthur descobre que Ford Prefect (Mos Def), seu melhor amigo, é um extra-terrestre e, para completar, fica sabendo que a Terra está prestes a ser destruída para que se possa construir uma nova auto-estrada hiperespacial. Sem ter o que fazer para evitar a destruição de seu planeta, Arthur só tem uma saída: pegar carona em uma nave espacial que está de passagem. Ele passa então a conhecer o universo, sendo que tudo o que precisa saber sobre sua nova vida está contido em um valioso livro: o Guia do Mochileiro das Galáxias.

O filme é dirigido pelo estreante Garth Jennings, que antes só havia atuado como uma Zumbi em "Todo Mundo Quase Morto". Garth faz um excelente trabalho neste filme, conseguindo criar excelentes momentos e grandes piadas. Sem contar o visual do filme que é simplismente deslumbrante. Garth consegue em seu primeiro filme criar uma grande aventura e faz ele parecer um grande diretor experiente.

O roteiro do filme foi escrito por Douglas Adams e Karey Kirkpatrick. Douglas Adams é o próprio escritor do livro que deu origem ao filme e antes ele havia participado de vários seriados, entre eles "Monty Phyton e o Circo Voador". Karey Kirkpatrick fez excelentes trabalhos em "A Fuga das Galinhas" e "James e o Pêssego Gigante". Com essa dupla de gênios, não poderia sair outra coisa a não ser algo totalmente novo.

No elenco do filme temos um excelente grupo de atores que dão mais humor ao filme. Todos sem exceção estão realmente muito engraçados no filme. Martin Freeman está realmente excepcional no filme. Sua atuação pode ser considerada uma das melhores em um filme de comédia esse ano. Ao seu lado temos Mos Def que interpreta seu amigo extraterrestre e faz uma excelente atuação no filme, se tornando um dos melhores personagens do filme. Zooey Deschanel está como uma das personagens mais carismáticas do filme, interpretando a paixão de Arthur (Martin Freeman). Sam Rockwell está excepcionalmente engraçado como Zaphod e esse sim é o personagem mais sem noção e louco do filme, mais uma grande e engraçada atuação deste ator que eu particularmente aprecio muito.

A qualidade técnica do filme é impecável. A fotografia é mais do excelente, ângulos e principalmente cores que dão mais vida á este vasto universo mostra no filme. Por falar em universo, a direção de arte do filme é algo raramente encontrado no cinema hoje em dia. Os vastos lugares visitados pelos personagens do filme são coisas que ficaram na memória durante um bom tempo. A trilha sonora do filme é algo extraordinário. Uma trilha clássica e bem ao estilo do filme, com tons que lembram bastante ao espaço e outros que lembram muito uma comédia, ou seja, retrata bem o que o filme é e exatamente no tom certo.

"O Guia do Mochileiro das Galáxias" é um filme muito bom mesmo que diverte. Peca por ter algumas piadas talvez sem graça e situações que poderiam muito bem ser cortadas do filme. O final do filme é bastante normal, nada que se compare aos 10 minutos iniciais, mas faz jus ao que foi apresentado anteriormente. Este filme é bem ao estilo do "filme família", para se assistir com todo mundo em volta. Assista e divirta-se!!!!


NOTA: 8
RT: 60%
MC: 63


Postado Por: Kahlil Affonso às 10/16/2005 02:42:30 PM


Sábado, Outubro 15, 2005

Comentários:


O MASSACRE DA SERRA ELÉTRICA (The Texas Chainsaw Massacre)
De Marcus Nispel. Com Jessica Biel, Jonathan Tucker, Erica Leerhsen, Mike Vogel, Eric Balfour, Andrew Bryniarski e R. Lee Ermey. Terror/Suspense/Drama. 98 min.




Logo ao início do filme ouvimos aquela voz em grande tom grave dizendo praticamente o mesmo clássico texto que foi dito em 1974. John Larroquette repetia ali o trabalho que havia feito há 29 anos atrás. Esta refilmagem baseia-se no filme de mesmo nome lançado em 74 que por sua vez baseou-se na história do assassino Ed Gein. Falar desse filme sem citar a vida de Ed Gein ou os filmes que se inspiraram nele é algo praticamente impossível. Este seja talvez um dos mais terríveis assassinos que a América já teve. Totalmente louco e sem piedade, Ed Gein não tinha misericórdia em matar suas vítimas, já que todas foram encontradas com pelo menos alguma parte do corpo faltando. Mas vamos ao filme...

Um grupo de jovens está em meio a uma viagem do Texas para o México, até enfrentarem um problema: a gasolina do carro chega ao fim. Eles param bem em frente a um matadouro, onde começam a procurar desesperadamente por um telefone. Porém o que eles não sabem é que ali vive uma família de canibais, incluindo um homem que mata usando uma serra elétrica.

Esta refilmagem modificou bastante o roteiro do original, o que é bastante bom pois não estamos aqui para assistir á uma versão praticamente igaul ao antigo. Queremos coisas novas, e isso tem de bastante. O diretor estreante Marcus Nispel pode não ter sido a escolha certa para dirigir este projeto, mas ele da conta. O filme precisava de uma direção mais madura e com mais experiência. Sua inexperiência mostra que Marcus se entrega à vários clichês que poderiam facilmente ser cortados.

O roteiro do filme é bastante ágil e contém um grande número de cenas de ação e terror. As mortes são bem elaboradas e cada uma é mais espantosa do que a outra. Mas é claro que este não é o roteiro perfeito. Clichês rondam o roteiro por toda a parte. São coisas como a mocinha caindo no chão durante uma perseguição ou até mesmo situações apenas para deixar seus corpos mais á mostra fazem deste roteiro um pouco falho. Mas nada que uma dose de sustos e medo nos faça esquecer dessas falhas.

O elenco é apenas O.K.. Nada de excepcional, mas também nada de terrível. R. Lee Ermey se mostra o melhor do elenco ao encarnar um dos membros da família Hewitt. Sua atuação é realmente magistral, como sempre. O elenco das mocinhas e mocinhos principais nada tem a fazer a não ser correr e gritar, mas é justamente isso que fez de "O Massacre..." original um grande filme.

Por falar em gritos, este filme possui um som e uma edição de som realmente chocantes. A qualidade é impecável e o responsável por isso se mostra um grande proficional. O som da serra elétrica é um dos principais fatores para o medo neste filme e ele funciona perfeitamente. Além de uma ótima qualidade de som temos aqui uma excelente fotografia, que é o melhor atributo do filme. Daniel Pearl havia feito uma fotografia magnífica na versão de 74, então imagina o que ele faria com alguns milhões a mais e com equipamentos modernos. O resultado é uma excelente fotografia praticamente feita toda com sombras, o que dá um aspecto meio "dark" para o filme. A trilha sonora de Steve Jablonski é um atrativo á parte. Possui excelentes temas de romance e drama e grandes temas para as perseguições, que são constantes neste filme.

O filme ainda possui uma edição realmente magnífica. Intercalando o que está acontecendo com cada personagem do filme. Nas cenas de ação, os cortes são realmente muitos e muito rápidos, mas sem confundir e isso sim é algo extraordinário. Uma excelente edição.

"O Massacre da Serra Elétrica" é um filme feito para o público jovem, isso mostra o porque a maioria dos críticos detestaram o filme. Os fãs do original adoraram e os grande parte do público jovem também e esta é a verdadeira missão do filme: agradar os jovens. "O Massacre..." é um excelente filme de horror que realmente assusta e que merece ser visto, de prefêrencia á noite e sozinho... é mais assustador.


NOTA: 8,5
RT: 36%
MC: 38


PS: Não deixe de conferir a programação do "1° Festival de Cinema Fantástico de POA" logo abaixo.

Postado Por: Kahlil Affonso às 10/15/2005 01:09:21 PM


Sexta-feira, Outubro 14, 2005

Comentários:


Veja abaixo detalhes sobre as salas que exibirão os filmes do "1° Festival de Cinema Fantástico de POA".

SALA PAULO AMORIM
Local: Casa de Cultura Mario Quintana / Andradas, 736
Telefone: 3221-7147
Estacionamento: Não

Terça-Feira: R$ 6,00 (R$ 3,00 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Quarta-Feira: R$ 6,00 (R$ 3,00 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Quinta-Feira: R$ 3,00
Sexta-Feira: R$ 7,00 (R$ 3,50 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Sábado: R$ 7,00 (R$ 3,50 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Domingo: R$ 7,00 (R$ 3,50 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Feriados: R$ 7,00 (R$ 3,50 para maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)

SALA P.F. GASTAL
Local: Usina do Gasômetro / João Goulart, 551
Telefone: 3212-5928
Estacionamento: Nas Proximidades

Terça-Feira: R$ 4,00 (R$ 2,00 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Quarta-Feira: R$ 4,00 (R$ 2,00 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Quinta-Feira: R$ 4,00 (R$ 2,00 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Sexta-Feira: R$ 5,00 (R$ 2,50 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Sábado: R$ 5,00 (R$ 2,50 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Domingo: R$ 5,00 (R$ 2,50 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)
Feriados: R$ 5,00 (R$ 2,50 para menores de 12 anos, maiores de 60 anos e estudantes com carteirinha)

Fonte: Jornal Zero Hora Dominical

Veja as datas de exibição e horários logo abaixo...

Postado Por: Kahlil Affonso às 10/14/2005 09:53:00 PM


Quinta-feira, Outubro 13, 2005

Comentários:


Não sei se vocês sabem, mas aqui em Porto Alegre estará acontecendo apartir de 18 de Outubro o "1° Festival de Cinema Fantástico de POA" com excelentes e cultuados filmes de horror e suspense. Veja abaixo a programação.

PROGRAMAÇÃO - SALA PAULO AMORIM - 18-23 de Outubro

TERÇA-FEIRA - 18 de Outubro
14h Terra dos Mortos, de George A. Romero (93min)
16h Nosferatu - O Vampiro da Noite, de Werner Herzog (107min)
18h Sintomas, de Fernando Mantelli (25min) + Repulsa ao Sexo, de Roman Polansky (104min)
20h30 Nosferatu - O Vampiro da Noite, de Werner Herzog (107min)

QUARTA-FEIRA - 19 de Outubro
14h Terra dos Mortos, de George A. Romero (93min)
16h Paulo e Ana Luiza em Porto Alegre, de Rogério Brasil Ferrari (15min) + Scanners - Sua Mente pode Destruir, de David Cronenberg (103min)
18h Depois da Vida, de Hirokazu Koreeda (118 min)
20h Paulo e Ana Luiza em Porto Alegre, de Rogério Brasil Ferrari (15min) + Scanners - Sua Mente pode Destruir, de David Cronenberg (103min)

QUINTA-FEIRA - 20 de Outubro
14h Terra dos Mortos, de George A. Romero (93min)
16h O Velho do Saco, de Amábile Rocha e Milton do Prado (14min) + A Bruma Assassina, de John Carpenter (89min)
18h Almas Gêmeas, de Peter Jackson (108min)
20h O Velho do Saco, de Amábile Rocha e Milton do Prado (14min) + A Bruma Assassina, de John Carpenter (89min)

SEXTA-FEIRA - 21 de Outubro
14h Terra dos Mortos, de George A. Romero (93min)
16h Sintomas, de Fernando Mantelli (25min) + Repulsa ao Sexo, de Roman Polansky (104min)
18h30 Nosferatu - O Vampiro da Noite, de Werner Herzog (107min)
20h30 Sintomas, de Fernando Mantelli (25min) + Repulsa ao Sexo, de Roman Polansky (104min)

SÁBADO - 22 de Outubro
14h Terra dos Mortos, de George A. Romero (93min)
16h Depois da Vida, de Hirokazu Koreeda (118 min)
18h Paulo e Ana Luiza em Porto Alegre, de Rogério Brasil Ferrari (15min) + Scanners - Sua Mente pode Destruir, de David Cronenberg (103min)
20h Depois da Vida, de Hirokazu Koreeda (118 min)

DOMINGO - 23 de Outubro
14h Terra dos Mortos, de George A. Romero (93min)
16h Almas Gêmeas, de Peter Jackson (108min)
18h O Velho do Saco, de Amábile Rocha e Milton do Prado (14min) + A Bruma Assassina, de John Carpenter (89min)
20h Almas Gêmeas, de Peter Jackson (108min)

PROGRAMAÇÃO - SALA P.F. GASTAL - 18-23 de Outubro

TERÇA-FEIRA - 18 de Outubro
14h O Homem de Palha, de Robin Hardy (88min)
16h Incômodos, de Gustavo Tissot (16min) + A Casa dos Maus Espíritos, de William Castle (75min)
18h O Homem de Palha, de Robin Hardy (88min)
20h Incômodos, de Gustavo Tissot (16min) + A Casa dos Maus Espíritos, de William Castle (75min)

QUARTA-FEIRA - 19 de Outubro
14h Fascinação, de Jean Rollin (80min)*
16h Vampiras Lésbicas, de Jesus Franco (89min)*
18h Fascinação, de Jean Rollin (80min)*
20h Vampiras Lésbicas, de Jesus Franco (89min)*

QUINTA-FEIRA ¿-20 de Outubro
14h O Combate, de Davi de Oliveira Pinheiro (5min) + The Legend of Zu, de Tsui Hark (104min)*
16h A Entrevista, de Takashi Miike (115min)*
18h O Combate, de Davi de Oliveira Pinheiro (5min) + The Legend of Zu, de Tsui Hark (104min)*
20h A Entrevista, de Takashi Miike (115min)*

SEXTA-FEIRA - 21 de Outubro
14h Trailers de Filmes Fantásticos (70min)*
16h Santa sangre, de Alejandro Jodorowsky (123min)*
18h30 Trailers de Filmes Fantásticos (70min)*
21h Santa sangre, de Alejandro Jodorowsky (123min)* + Debate com presença do escritor Antonio Xerxenesky e do crítico, editor da revista Teorema e programador da Sala P.F. Gastal, Marcus Mello.

SÁBADO - 22 de Outubro
14h The House with Laughing Windows, de Pupi Avati (110min)*
16h Behemoth, de Carlos C. Gananian (6min)+ Lisa and the Devil, de Mario Bava (92min)*
18h The House with Laughing Windows, de Pupi Avati (110min)*
20h Behemoth, de Carlos C. Gananian (6min) + Lisa and the Devil, de Mario Bava (92min)*

DOMINGO - 23 de Outubro
14h Crônicas de um Zumbi Adolescente, de André ZP (25min) + The Beyond, de Lucio Fulci (87min)*
16h Suspiria, de Dario Argento (98min)
18h Crônicas de um Zumbi Adolescente, de André ZP (25min) + The Beyond, de Lucio Fulci (87min)*
20h Suspiria, de Dario Argento (98min) + Debate com presença do jornalista, doutorando em cinema na UNICAMP e editor do blog "Mondo Paura", Marcelo Carrard, do jornalista e crítico das revistas Teorema e Cine Monstro, Carlos Thomaz Albornoz e do crítico da revista Cine Monstro e cineasta, Cristian Verardi.

* Aúdio e/ou legendas em inglês

Eu particularmente acho isso bastante interessante pois possui alguns filmes que estou bastante disposto á assistir. Eles são:

-> A Bruma Assassina, de John Carpenter
"A Bruma Assassina" é assinado pelo talentoso John Carpenter que dirigiu o excelente Halloween. "A Bruma Assassina" foi refilmado e a estréia dessa nova versão está programada para chegar aos cinemas este mês nos EUA.

-> O Home de Palha, de Robin Hardy
Talvez um dos filmes pelo qual tenho mais curiosidade de assistir. Esse aqui é outro horror que está sendo refilmado em Hollywood dessa vez com Nicholas Cage no elenco.


-> Suspiria, de Dario Argento
Esse sim é o filme pelo qual espero á anos para assistir e é o que estou mais disposto para ver nesse festival. Dario Argento é um dos melhores diretores italianos e nesse longa usa e abusa de cores fortes e quentes e uma excelente fotografia. O filme faz parte da trilogia incompleta das 3 mães.

-> The Beyond, de Lucio Fulci
Este longa dirigido por Lucio Fulci, um dos diretores que mais admiro, estou procurando há anos e graças a Deus finalmente vou poder assistir.



Postado Por: Kahlil Affonso às 10/13/2005 11:19:33 PM


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WALLACE E GROMIT: A BATALHA DOS VEGETAIS (Wallace and Gromit: The Curse of the Were-Rabbit)
De Steve Box e Nick Park. Com Peter Sallis, Ralph Fiennes, Helena Bonham Carter, Peter Kay, Liz Smith, Nicholas Smith, John Thomson. Aventura/Comédia/Animação. 85 min.




Tenho "A Fuga das Galinhas" como uma das melhore animações que já vi e foi justamente isso que fez ir assistir á essa nova produção comandada por Nick Park (e Steve Box). Para me preparar para o longa, assisti 4 curtas-metragens para me situar no mundo de Wallace e Gromit. E ao chegar no fim desses 4 curtas vi que um filme com 85 minutos poderia ser algo realmente chato ou se fosse bom poderia ser praticamente um milagre, pois os curtas fazem pouco uso da fala e bastante uso dos sons e da trilha sonora. Lançado numa época propícia para o filme, "Wallace e Gromit" realmente me impressionou.

O bairro onde moram o pacato inventor Wallace (Peter Sallis) e seu fiel cão Gromit está em polvorosa com a proximidade do concurso anual de legumes gigantes, organizado pela bela e solteira Lady Tottington (Helena Bonham Carter). Para proteger as plantações de coelhos famintos, Wallace inventa um equipamento que captura os animais sem machucá-los. O problema é o que fazer com o excesso de coelhos, que não demoram a superpovoar a casa do inventor. A dupla tem ainda de lidar com uma misteriosa fera vegetariana, que está destruindo as plantações à noite. Agora a honra de Wallace está em jogo, pois ele precisa capturá-la antes do arrogante Victor Quartermaine (Ralph Fiennes), que está de olho na fortuna de Lady Tottington.

Nick Park faz um excelente trabalho como roteirista e diretor deste longa. Toda sua criação está perfeitamente transposta na tela e com elementos que enriquessem ainda mais o longa. A aparição de novos personagens criados especialmente para o longa e uso de novas técnicas nesse tipo de animação são coisas do tipo que dão mais ênfase à estória.

O roteiro é algo simplismente espetacular. Eu realmente esperava algo muito mais infantil e sem graça, mas convenhamos que este primeiro filme de Wallace e Gromit não agrada somente ás crianças, mas tb todo o tipo de gente. E isso se dá justamente pelo roteiro que em nenhum momento apela para piadinha infantis ou até mesmo para um estória fácil de se entender. Temos aqui uma estória simples mas que no seu próprio modo é bastante inteligente e agrada imensamente.

A equipe técnica deste filme é simplismente fenomenal. Uma fotografia divina e uma direção de arte espetacular fazem deste longa um dos mais belos do ano. A direção de arte do longa é realmente impecável e só não será indicada ao Oscar talvez por se tratar de uma animação, o que realmente é uma pena. A trilha sonora de Julian Nott é simplismente uma das melhores do ano. Tem tudo a ver com os personagens e com a estória e possui excelentes momentos e excelentes temas. Merecia e muito uma indicação ao Oscar. E agora chego á uma das melhores coisas que o filme possui: a edição. Nunca se espera de uma animação uma grande edição, mas foi provado que as animações podem ser donas de grandes edições desde que foi lançado o fenomenal "Os Incríveis", onde a edição era simplismente uma das melhores coisas no filme. Aqui em "Wallace e Gromit" temos uma excelente edição com cortes bastante rápidos nas cenas de ação, o que deve ter sido difícil de ser feito por se tratar de uma filme feito em stop-motion.

"Wallace e Gromit" não possui nenhum defeito grave, mas sim pequenos defeitos que acabam por tirar uma estrela do filme. São coisas como constantes digitais nos bonecos e algumas coisas que notavelmente estão no filme apenas para aumentar o tempo de duração do filme que fazem este filme ficar com 4 estrelinhas. Por muito pouco ele não fica com 5 estrelinhas. Mas isso não quer dizer que o filme seja menos bom ou coisa do tipo, "Wallace e Gromit" é certamente um dos melhores filmes do ano e será um grande erro da Academia se ele ficasse de fora dos indicados á Melhor Filme de Animação.


NOTA: 8,5 (como a duração do filme!!!)
RT: 94%
MC: 87




Postado Por: Kahlil Affonso às 10/13/2005 03:52:01 AM


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LOST - 1ª TEMPORADA (Lost - 1st Season)
De J.J. Abrams. Com Naveen Andrews, Emilie de Ravin, Matthew Fox, Jorge Garcia, Maggie Grace, Josh Holloway, Malcolm David Kelley, Daniel Dae Kim, Yoon-jin Kim, Evangeline Lilly Dominic Monaghan, Terry O'Quinn e Harold Perrineau Jr.. Ação/Aventura/Suspense/Drama. 45 minutos por episódio.




O que realmente me levou á assistir esse seriado foram 2 coisas: a recomendação de um colega e J.J. Abrams. O cara é simplismente um gênio. Depois de criar o fantástico e envolvente "Alias" ele parte para algo totalmente novo e novamente surpreendente. "Lost" não é mais uma série, e sim uma nova série que pode até não durar muito, mas que ficará marcada, isso sem dúvida.

O seriado nos mostra o dia-a-dia de um grupo de sobreviventes de um desastre de avião que caiu em uma ilha bastante estranha. A cada episódio ficamos sabendo o passado de um dos personagens e também descobrimos algo novo e estranho sobre a ilha. A ilha esconde segredos, e muitos deles não são desvendados nessa temporada. Os personagens escondem coisas, coisas que podem até mesmo interferir na vida de outros sobreviventes.

"Lost" é simplismente uma das melhores estórias que já vi. O roteiro é imensamente inteligente á cada episódio e nenhum deles é cansativo. Claro que tenho meus favoritos, mas nenhum deles chega a ser descartável. O interessante em "Lost" é a maneira como ele é contado. Cada um dos 24 episódios tem um personagem principal diferente. Como assim? Bom, a vida de cada um dos sobreviventes antes do acidente é contada em cada episódio. Ficamos sabendo o que levou eles até Sidney e ás vezes ficamos sabendo de coisas que no início podem não fazer sentido, mas que no fundo tem algo a ver com toda a estrutura da estória. Como eu disse anteriormente, nada é descartável. Cada minuto de "Lost" serve para alguma coisa e é justamente isso que deixa a estória mais interessante.

O conjunto de diretores é simplismente formidável. Um bando de diretores imensamente talentosos que merecem grande destaque nessa produção. J.J. Abrams venceu o EMMY de Melhor Diretor pelo episódio piloto, que na minha opinião é um dos mais impressionantes.

As atuações são realmente formidáveis. O conjunto de atores é simplismente um dos melhores da história. Não se tem uma sequer atuação fraca nesse seriado, nem ao menos dos figurantes do filme (hehehehehehehehehehe). Ao longo do desenvolvimento dos personagens, a atuação vai mudando junto e isso mostra que nem todos são o que aparentam ser no primeiro episódio e isso é um golpe de mestre.

A equipe técnica é simplismente grandiosa, coisa de cinema. Os efeitos especiais estão entre os melhores que já vi e a cena da queda do avião é uma das mais perfeitas e emocionantes. São coisas que eu simplismente não esperava ver na televisão NUNCA. Além dos excelentes efeitos especiais, temos uma excelente edição que faz uma análise entre passado e presente de cada personagem na ilha. Como era sua vida antes e depois do acidente. Outra grande sacada que impressiona a cada episódio. Michael Giachino fez um excelente trabalho na trilha sonora deste seriado. Michael havia composto para "Os Incríveis" e não foi indicado ao Oscar por causa de algum delírio que os votantes tiveram. "Lost" entra para a lista das minhas trilhas sonoras prediletas e mais bem feitas, graças ao grande talento de Michael.

"Lost" tem um grand-finale realmente impressionante e que faz você querer cada vez mais asistir ás próximas temporadas e ver no que vai dar. Um grande feito de J.J. Abrams e uma grande descoberta para a televisão mundial. Rotulado pelo EMMY como a melhor série dramática do ano, "Lost" faz jus á este prêmio.


NOTA: 10

Vencedor de 6 EMMY´s: Melhor Série - Drama, Melhor Diretor - Drama (Episódio Piloto), Melhor Edição - Drama, Melhor Trilha Sonora - Drama, Melhores Efeitos Especiais e Melhor Elenco - Drama. Além de reber outras 6 indicações: Melhor Ator Coadjuvante - Drama (Naveen Andrews), Melhor Ator Coadjuvante - Drama (Terry O'Quinn), Melhor Roteiro - Drama (Episódio Piloto), Melhor Roteiro - Drama (Episódio Walkabout), Melhor Edição de Som e Melhor Som.

Postado Por: Kahlil Affonso às 10/13/2005 03:16:24 AM


Segunda-feira, Outubro 10, 2005

Comentários:


Todo bom cinéfilo adoro uma boa trilha sonora e sendo assim também adora uma boa música e foi justamente isso que me fez olhar o novo CD da dupla t.A.T.u. com outros olhos, ou seja, mais técnico. Mas seria impossível escrever essa crítica sem antes citar seu álbum antecessor.

t.A.T.u. - 200 KM/H IN THE WRONG LANE


O disco começa com a eletrônica e agitada "Not Gonna Get Us" que foi sua 2ª música de trabalho deste CD. Muitos devem ter conhecido essa banda através da música "All The Things She Said", eu, por outro lado, conheci por esta música na época em que ainda não tinham atingido o estrelato. "Not Gonna Get Us" é uma música bastante forte e ao mesmo tempo bastante agitada, o que já mostra o que o disco nos reserva. Logo após vem a faixa "All The Things She Said" conhecida mundialmente e que chegou a fazer parte da trilha sonora de Malhação. A canção é realmente tocante e possui uma bela letra. O ritmo continua praticamente o mesmo, um eletrônico misturado com rock, uma bela combinação. A música atingiu o topo das paradas após o lançamento do video clipe onde mostrava as duas se beijando, algo que acontece até hoje em seus shows enquanto cantam essa música.

Nesta próxima faixa, o ritmo fica um pouco mais lento mas não deixa de ser bem agitada, assim é "Show Me Love", uma das melhores faixas do CD. A letra é belíssima e possui um ritmo realmente muito bom. Uma pena não terem feito um video clipe dessa música. Agora chegamos ao ápice da lentidão do CD, "30 Minutes" conta com uma das mais belas letras que já vi e também conta com um ritmo bastante calmo, fugindo rock eletrônico contido nas outras faixas.

Nesta quinta faixa, intitulada "How Soon Is Now" ouvimos um pouco do que eu chamo de rock depressivo, onde temos uma canção que não pela letra mas sim por certos arranjos mostram que essa não é uma música alegre, mesmo que seja agitada. "Clowns" exibe novamente o quão excelente é a voz dessas garotas. Uma música com muito mais eletrônico do que rock, uma letra muito boa o que prejudica essa música é o excesso da frase "Can You See Me Now", ficou um pouco enjoativa essa parte.

Agora vem o que na minha opinião é a melhor faixa do CD: "Malchik Gay", que conta a estória de uma garota que acaba se apaixonando por um garoto gay. O ritmo e a letra são exatamente o que meus ouvidos estavam precisando neste momento. Em nenhum momento é repetitiva, o que acontece em algumas faixas anteriores e consegue até mesmo ser a mais dançante de todas. Chegamos então á última faixa do CD que apresenta "Stars", um canção novamente com uma bela letra, mas que é bastante chata por ser muito mais lenta do que o habitual do CD. Claro que temos "30 Minutes", mas 2 faixas lentas de 8 é muita coisa.

Encerro aqui a crítica deste CD que realmente me pegou de surpresa. Nao pensava que era tão bom. Temoas ainda 4 remixes extras, mas o principal e o melhor se encontra nestas 8 faixas que fizeram de t.A.T.u. uma das melhores bandas que já escutei. Independente de serem lébicas ou héteros, o que é certo é que elas tocam e cantam muito.


NOTA: 9

PS: Em breve a crítica do novo CD "Dangerous and Moving"

Postado Por: Kahlil Affonso às 10/10/2005 02:19:42 PM


Quarta-feira, Outubro 05, 2005

Comentários:


A MELHOR CRÍTICA DA HISTÓRIA DA CRÍTICA... a mais engraçada, a mais irônica, a mais inteligente, a MELHOR... Nota para a crítica...

A SOGRA (Monster-in-Law)
De Robert Luketic. Com Jennifer Lopez, Jane Fonda, Michael Vartan, Wanda Sykes, Adam Scott, Monet Mazur, Annie Parisse, Will Arnett, Elaine Stritch e Stephen Dunham. Comédia. 101 min.




A roteirista estreante Anya Kochoff é um talento nato ¿ e a maior prova de sua criatividade inigualável reside na cena em que Charlotte, personagem vivida por Jennifer Lopez neste A Sogra, entra em um quarto e surpreende seu noivo sendo beijado (à força) por uma ex-namorada. A situação, jamais vista em toda a História do Cinema, resulta em uma fala que impressiona pela originalidade: 'Isto não é o que parece!'. Creio que acabamos de testemunhar o surgimento de um novo Shakespeare.

É claro que A Sogra também tem suas pequenas falhas: depois de brindar o espectador com 90 minutos de piadas inspiradíssimas (é sempre engraçado ver dois cachorros transando ou alguém dormindo com o rosto dentro de um prato de comida!), o filme comete alguns equívocos em seus dez minutos finais ¿ mas até estes erros são perdoáveis; afinal, não há nada que me comova mais do que um bom melodrama e mudanças inexplicáveis no caráter dos personagens principais: é recompensador ver uma figura que se comportou de forma desprezível durante toda a vida subitamente tornar-se generosa. Isto me faz acreditar na bondade essencial dos seres humanos ¿ e, afinal de contas, esta é a função de Hollywood: elevar nossos espíritos.

Ao retratar os duelos constantes entre Charlotte e sua sogra Viola (Fonda), o longa de Robert Luketic quase mata o público de tanto rir graças às terríveis maldades perpetradas pela personagem-título: vocês acreditam que, entre outras crueldades, Viola não deixa Charlotte dormir? Que mente sádica seria capaz de conceber tamanha perversidade? Pior do que isso, só se ela presenteasse a garota com uma jóia de péssimo gosto e... ei, esperem! Ela também faz isso! Só falta dizer que a diabólica mulher também obriga a mocinha a vestir uma roupa apertad... Sim, obriga. Deus, como Viola é má!

E o mais chocante é que Charlotte não merecia ser tratada desta maneira: afinal, é uma jovem tão inocente e manipulável que, quando uma completa desconhecida lhe informa que o homem com quem acabara de flertar é gay, ela acredita piamente ¿ e quando o rapaz volta a paquerá-la, a moça chega a dizer: 'Eu não sei por que me telefonou. Eu sou mulher!'. Hahahahahahaha! Esta Charlotte é mesmo uma gracinha (principalmente com a vozinha infantil empregada pela atriz Jennifer Lopez!). Aliás, a garota é tão ingênua que logo se encarrega de listar para a sogra todos os alimentos aos quais é alérgica ¿ e confesso que, mais tarde, quando ela come um destes produtos e sofre uma reação, fui pego completamente de surpresa. Quem poderia imaginar que isto aconteceria?! É importante dizer também que o noivo de Charlotte é igualmente puro: afinal, apesar de ser um médico bem sucedido, ele chega a ser enganado por um ator-garçom que se passa por psiquiatra. Está para surgir outro casal que se mereça mais do que o formado por Charlotte e Kevin!

E como é gratificante ver Jane Fonda de volta depois de 15 anos afastada das telas! Ela não poderia ter escolhido projeto melhor! Aliás, estou tão excitado com o fato que não consigo parar de usar exclamações! E acho que Jennifer Lopez também se sentiu honrada em contracenar com Fonda, já que está mais apagada do que de costume neste projeto (muitos podem acusá-la de não ter timing cômico, mas acredito que ela foge da comicidade de propósito, para evitar roubar a cena de sua veterana companheira de cena. Que alma generosa!).

Cheio de surpresas, A Sogra ainda inclui um personagem secundário pedófilo ¿ e, embora alguns possam julgá-lo ofensivo e sem a menor graça, peço licença para discordar: há algo mais hilário do que ver um homem adulto tentando seduzir adolescentes? Não é à toa que o 'tio da Sukita' fez tanto sucesso! (Passei a tomar aquele refrigerante justamente em função dos comerciais!) E mais: graças a esta obra-prima da comédia contemporânea, descobri um fato fascinante: um garçom sempre terá impulsos incontroláveis de servir as pessoas, mesmo quando for apenas um convidado em uma festa. Jamais imaginei isso! Esses garçons são uns malucos...

Aproveito, também, para aplaudir o cineasta Robert Luketic: criar seqüências em que as personagens imaginam atos de violência contra suas inimigas é uma idéia genial! E toda vez que eu constatava que o que acabara de ocorrer na tela era apenas fantasia de uma das protagonistas, saltava em minha poltrona, tamanha a excitação que sentia com a surpresa fenomenal que acabara de experimentar!

Quando escrevi sobre A Sociedade do Anel, falei que 'às vezes, cinco estrelas não são o bastante'. Felizmente, embora nosso sistema de cotação não permita que eu confira seis estrelas a esta obra-prima, encontrei uma forma de enganar o sistema: darei uma estrelinha para a produção, como se já estivéssemos na segunda volta de uma corrida ¿ ou seja: A Sogra ganhou as cinco estrelas mais uma.

É, eu sei, genial. A inteligência do filme me inspirou.



Escrito por Pablo Villaça do site Cinema em Cena

Postado Por: Kahlil Affonso às 10/5/2005 08:49:53 PM


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CARGA EXPLOSIVA 2 (The Transporter 2)
De Louis Leterrier. Com Jason Statham, Alessandro Gassman, Amber Valletta, Katie Nauta, Matthew Modine, Jason Flemyng e François Berléand. Ação/Aventura/Drama. 87 min.




"Carga Explosiva 2" é a sequência do pouco conhecido longa escrito e produzido pelo talentosíssimo Luc Besson. Besson ficou conhecido ao apresentar ao mundo o fantástico e excelente filme "O Quinto Elemento", que acabou por receber uma indicação ao Oscar de Efeitos Sonoros. Besson também dirigiu o filme Joana D'arc e atualmente é um dos grandes produtores da indústria cinematográfica, tendo 15 filmes para serem lançados entre final desse ano e 2006, todos com sua assinatura como produtor. "Carga Explosiva 2" não é diferente, mas é certo que este não é um dos melhores do trabalho de Luc, mas é um bom filme.

Frank Martin (Jason Statham) é um ex-agente das Forças Especiais que trabalha atualmente como transportador de itens valiosos. Frank atualmente trabalha para a poderosa família Billings, como favor a um amigo. Aos poucos ele fica próximo ao pequeno Jack Billings (Hunter Clary), de 6 anos, a quem leva e traz da escola. Quando Jack é sequestrado Frank é obrigado a mais uma vez pôr suas habilidades em ação, partindo em uma tentativa de resgate.

O filme possui a direção apenas correta de Louis Leterrier, que esse ano ainda dirigiu "Unleashed" com Jet Li. Não nos é apresentado nenhum tipo de direção altamente proficional, até porque o prórpio roteiro não pede isso. É um filme ação sem muita estória, mas com muitas lutas e perseguições.

Por falar em roteiro, Luc Besson compartilhou novamente com Robert Mark Kamen a tarefa de redigir esta estória. O filme traz novamente o personagem de Jason Statham e o põe novamente em situações bastante difícieis, mas como sempre ele escapa e ai está p grande erro do roteiro. Assim como em seu antecessor, "Carga Explosiva 2" peca por conter tantos clichês, principalmente quanto ás lutas e perseguições cheias de manobras extremamente impossíveis de se fazer sem a ajuda de pelo menos um cabo. Os vilões são básicos estereotipos de clássicos vilões desse tipo de filme e por isso não proporcionam o medo necessário.

Jason Statham comprova aqui que é um excelente ator e também que pode fazer mto mais, como mostrou no excelente "Uma Saída de Mestre". Jason se firma como um dos grandes atores de ação e espero que ele não siga o mesmo caminho de astros como Sylvester Stallone e Jean-Claude Van Damme. Ao lado de Jason temos também o excelente ator francês François Berléand, que foi indicado ao Prêmio Vênus desse ano na categoria de Melhor Ator Coadjuvante pelo filme "Voz do Coração".

Assim como em grande parte das grandes produções de ação, a parte técnica é impecável. As lutas por serem impossíveis, são espetaculares e contém um certo toque de kung-fu. O filme não se utiliza muito de efeitos especiais, o que sempre é bom para tornar um filme muito mais convincente. Mas realmente o maior atributo do filme é sua edição. Rápida, com vários cortes, mas ao mesmo tempo sem deixar a cena confusa ou perdida no ar. Christine Lucas Navarro e Vincent Tabaillon fizeram um excelente trabalho na edição desse filme.

"Carga Explosiva 2" pode até mesmo conter seus clássicos clichês, mas não deixa de ser uma boa diversão. Na minha opinião chega a ser melhor que seu antecessor e mais divertido. Assista sem compromissos e você terá uma boa diversão.


NOTA: 6
RT: 49%
MC: 56


Postado Por: Kahlil Affonso às 10/5/2005 06:09:17 PM